
Sua Alteza Real, a princesa Mia Thermopolis da Genovia, cujos diários se tornaram sucessos de venda, agora mostra ao mundo inteiro seu primeiro romance — cheio de perigo, desejo e um amor que vencerá todos os obstáculos... com a ajuda da incrivelmente talentosa Meg Cabot! Finnula é a caçula de seis irmãs e um irmão na Inglaterra do século XIII. Enquanto suas irmãs se contentam em fofocar sobre maridos, crianças e afazeres domésticos, Finnula é alvo de comentários maldosos de toda a vila por caçar nos terrenos do conde e por andar por aí em calças de couro justas! Mas de repente Finnula se vê envolvida numa complicação sem tamanho... Uma de suas irmãs acabou com o seu dote comprando vestidos e bugigangas, e a única forma em que as duas conseguem pensar para recuperar esse dinheiro é muito pouco usual... Sequestrar um lorde ou um cavaleiro rico que possa pagar um resgate! O que ela não esperava é que esse sequestro fosse criar mais problemas do que soluções: o cavaleiro recém-chegado das Cruzadas que é escolhido por Finnula vai acabar se mostrando alguém muito diferente do esperado, e a moça pode acabar tendo que abrir mão do resgate... e de seu coração.
Inglaterra, 1291
Diferente de todas as mulheres de sua época, Finnula não quer nem saber de comprar vestidos, arrumar um bom casamento e muito criar uma penca de filhos. Não. A única coisa que a caçula da família Crais quer é caçar nas terras do Conde, usar suas calças masculinas de couro e continuar tendo a melhor mira de toda Shrophire. Mellana, a mais bela de seis irmãs e um irmão, acaba aparecendo grávida. A notícia é ruim, já que ela não tem dote, nem marido. Sem contar a ninguém (principalmente ao irmão mais velho, que mataria o patife que havia feito isso com a irmã), elas bolam um plano louco para conseguir um novo dote para Mellana: raptar um homem e pedir resgate, para que Mel tenha dinheiro suficiente para comprar os produtos necessários para voltar a fazer sua maravilhosa cerveja. Finnula raptaria o homem e Mellana faria a cerveja. Até ai, tudo bem! Mas o escolhido havia sido Hugo Fitzstephen, e isso, com toda certeza, não ia acabar bem.
Hugo acaba de voltar das Cruzadas e depois de tantas lutas, só quer um pouco de paz. Mas isso se torna impossível depois que ele conhece Finnula Crais. Será que ao longo dos 10 anos que esteve fora, a Inglaterra havia mudado tanto ponto de permitir que suas mulheres usassem calças e raptassem homens para conseguir dinheiro?
Finnula o rapta, sem saber que o homem que se diz chamar Hugh Fitzwillian, é na verdade, o conde de Shrophire. A atração sexual que o conde sente é grande e ele deixa bem claro o que sente pela caçula dos Crais. E apesar de Finnula deixar bem claro o quanto a irrita, Hugo simplesmente não desiste dela. Provavelmente, o rapto teria dado certo, se Finnula não cometesse o erro de se apaixonar pelo misterioso cavaleiro.
~*~
Pra começar, eu acho que Mellana estava usando a Finnula, mesmo que sem perceber. Foi Mellana que ficou grávida e perdeu todo o dote comprando roupas, então o lógico é que fosse ela que desse um jeito de conseguir dinheiro pra fazer cerveja. No entanto, foi Finn que ficou horas em cima de um cavalo, no frio e com um homem que nem conhecia (mesmo que esse homem tenha se tornado o amor de sua vida), enquanto a donzela lá, estava segura e confortável na frente da lareira.
Também achei um pouco injusto o Hugo ter pensado tão mal do Robert (irmão mais velho da Finn) e ter até cogitado a ideia de mandar prendê-lo. Veja bem, além de trabalhar, ele tinha mais seis irmãs pra cuidar e casar.
E quanto a Finn, ela realmente me surpreendeu. É generosa, corajosa e apesar de usar calças masculinas e caçar (apenas para alimentar o povo que começava a morrer de fome), conseguia ser bem romântica, quando queria. Também é um pouco irônico o fato de Finn já ter sido casada e ainda ser tão ingênua, mesmo que seu casamento tenha durado menos de 24 horas.
‘-O que é isso?
-O que? – ele perguntou de forma arrogante.
-Isso – ela disse, e não havia como se confundir em relação ao que ela estava se referindo quando ela aproximou o quadril e lançou um olhar acusador para a expressão mortificada de Hugo – É o cabo de uma faca? Você tem uma arma no cinto e não me disse?
A garota estava falando sério? Ele podia perceber, pela feição zangada que a boca tinha formado que ela honestamente não fazia idéia do que havia sob as calças de um homem’
*pagina 77
E quanto a Lode Hugo, ele é realmente um sonho (para mim, pelo menos). Tem título, é bonito e simplesmente irresistível. E nem se deitou com a Srta. Isabella Laroche quando ela tentou mostrar seus ‘dotes’
‘-Lorde Hugo – sussurrou Isabella Laroche, os cílios negros tremeluzentes – Ah, lorde Hugo, achei que o senhor nunca fosse vir para a cama. Tenho de falar com senhor!
Hugo não conseguiu evitar o sorriso.
-Falar comigo? – ele deu risada, assimilando a vestimenta da garota, que consistia num véu elegante de uma bata da mais fina seda, coberta por um vestido que devia ter sido feito com uma linha muito fina, por tudo o que conseguia esconder dos olhos. Isabella não estava vestida para conversas, mas para algo muito mais intimo.'
*pagina 240
Gostei de ler o livro, especialmente porque retrata a vida na Inglaterra no século XII. Não ouve nenhum suspense, porque desde o começo dos ataques, ficou bem claro quem mandou matar Hugo. O que eu queria mesmo saber era como Finnula, do jeito que é, reagiria ao descobrir quem realmente era o Sr. Hugh e como Hugo se sentiria ao saber quem foi o antigo marido de Finn.
E o fato de Hudo querer paz depois de tantas guerras, me fez lembrar uma frase: Se você quer paz, prepare-se para a guerra.
Larissa Callegari
@lariicallegari
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