Resenha: A Rainha Domada - Phillippa Gregory

01/12/2017

A Rainha Domada
(Ordem Histórica Cronológica, #4)
Os Tudors # 7
Philippa Gregory
Ano: 2017 / Páginas: 448
Idioma: português 
Editora: Record
Da dama do romance histórico, uma trama de disputas, intrigas, paixão e traição na Era Tudor.
No verão de 1543, a Inglaterra celebra a ascensão de uma nova rainha. Depois de se tornar viúva de seu segundo marido, Catarina Parr recebe com hesitação o pedido de casamento do rei Henrique VIII. Contudo, ela sabe que não tem escolha e se vê obrigada a abandonar seus planos de finalmente se casar por amor para subir ao trono. Catarina não tem dúvidas do perigo que está prestes a enfrentar afinal, vai se casar com um rei que matou duas de suas ex-esposas. Mas Henrique a adora, e ela aos poucos conquista sua confiança. Porém, uma conspiração faz com que a ira do rei se volte contra ela, e a punição para heresia e traição é a morte.


Olá!

Confira a resenha do livro A rainha domada, da autora Phillippa Gregory.

A tônica da Era Tudor foi intriga, traição, conspiração, medo, dúvida… morte.

É neste cenário (primavera de 1543) que Catarina Parr, recém viúva de seu segundo marido, recebe um pedido de casamento pelo rei da Inglaterra Henrique Vlll.

“Ele se encontra diante de mim, roliço e gordo como um velho carvalho, seu rosto como lua cheia, pairando acima dos galhos mais altos, as rugas do seu rosto erguidas por sua expressão de benevolente. (…) Se este homem imenso se abaixasse, seriam necessárias cordas para içá-lo, como um boi preso em uma vala, além disso ele não se ajoelharia para ninguém. Com um silêncio confiante, ele aguarda meu consentimento.”

Catarina ama Thomas Seymour, irmão de uma das esposas do rei. Eles são felizes. . Catarina não podendo se opor ao rei, diz adeus à felicidade, e ,no verão desse ano, a Inglaterra celebra sua ascensão como rainha.

Catarina sabe que o rei largou duas esposas, abandonou uma à própria morte no parto e assassinou outras duas. Rompe com a Igreja Católica para anular seu primeiro casamento com Catarina de Aragão que não lhe deu um herdeiro homem, para se casar com Ana Bolena. Catarina é a sétima.

Ela trai seu livre arbítrio, seu amor e sua fé para subir ao trono.

Catarina era inteligente e com diplomacia conquista a confiança do rei ardiloso e manipulador. Ela se esforça para manter um relacionamento tranquilo e com ternura e ser boa esposa no dia a dia, na corte.

Ela conseguiu aproximar a família fazendo com que o rei acolhesse os filhos e os aceitasse não como herdeiros ou usurpadores como ele próprio dizia, pois os considerava inimigos.

“Cada um deles é motivo de orgulho. O senhor pode amá-los como seus. Permito-me ter o prazer de contar às filhas do rei que elas receberão o título de princesas de novo. Trouxe os três para junto de mim, algo que nenhuma rainha antes teve permissão para fazer.”

Em 1554, segundo previsões do astrônomo da corte, o rei se convence de que é hora de partir para o ataque a Paris. Em sua ausência, Catarina torna-se regente.

“É um passo extraordinário em direção à grandeza. Sinto o olhar das princesas recaindo sobre mim ao saberem da notícia. Uma coisa é dizer a elas que uma mulher é capaz de jugar e ter poder, outra coisa e verem a madrasta delas, uma mulher de 32 anos, governando de fato o reino. Tenho tudo o que poderia fazer uma mulher feliz e sou regente da Inglaterra.” 

Ela se sente plena por ter as crianças junto dela.

Ela é sábia e tem erudição. Estuda latim , grego, teologia e escreve.

Publica Salmos de apreciada tradução ,mas sem autoria. Tem projeto de traduzir os quatro evangelhos do Novo Testamento para que as pessoas não tenham que balbuciar Bíblia em língua estrangeira. Fez a tradução de um livro de orações, aprovado pelo rei.

Apesar de tudo, Catarina sabia que corria riscos, constantemente. Fora alertada muitas vezes sobre isso.

“Ele é louco, Catarina, faz anos que ele é louco. Nós juramos lealdade a um louco. E, a cada ano que passa, ele fica mais cego e perigoso. Ele é um assassino e você será a próxima vítima.”

Ela passa por momentos angustiantes, severamente humilhantes e, vítima de uma conspiração fica sabendo de sua condenação. O castigo por heresia ou traição é a morte.

Porém, com diplomacia e humildade, enfrenta seus medos e convence o rei de sua inocência.

Henrique morre no inverno de 1547. Finalmente ela está livre e viva.

“Quando me submeti a esse casamento contra a minha vontade, sabia que só terminaria em morte: a minha ou a dele. Houve momentos em que achei que sua obsessão em dar a última palavra o convenceria a me calar para sempre. Esse casamento custou minha felicidade, meu amor e meu orgulho. Eu sobrevivi. Publicarei minhas traduções do novo testamento. Nunca mais publicarei sem que meu nome esteja no frontispício do livro. Vou levantar e falar com minha própria voz, e nenhum homem me calará novamente. Verei Thomas Seymour atravessar o salão e beijar minha mão sem medo de que alguém note a alegria em meu rosto e o desejo nos olhos dele.”

Rosana Gutierrez

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Irei arrumando os posts sempre que eu tiver um tempinho, conto com sua compreensão.

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