Resenha: Origem - Dan Brown

04/12/2017

Origem
Robert Langdon # 5
Dan Brown
Ano: 2017 / Páginas: 432
Idioma: português 
Editora: Arqueiro
De onde viemos? Para onde vamos?

Robert Langdon, o famoso professor de Simbologia de Harvard, chega ao ultramoderno Museu Guggenheim de Bilbao para assistir a uma apresentação sobre uma grande descoberta que promete "mudar para sempre o papel da ciência".
O anfitrião da noite é o futurólogo bilionário Edmond Kirsch, de 40 anos, que se tornou conhecido mundialmente por suas previsões audaciosas e invenções de alta tecnologia. Um dos primeiros alunos de Langdon em Harvard, há 20 anos, agora ele está prestes a revelar uma incrível revolução no conhecimento... algo que vai responder a duas perguntas fundamentais da existência humana.
Os convidados ficam hipnotizados pela apresentação, mas Langdon logo percebe que ela será muito mais controversa do que poderia imaginar. De repente, a noite meticulosamente orquestrada se transforma em um caos, e a preciosa descoberta de Kirsch corre o risco de ser perdida para sempre.
Diante de uma ameaça iminente, Langdon tenta uma fuga desesperada de Bilbao ao lado de Ambra Vidal, a elegante diretora do museu que trabalhou na montagem do evento. Juntos seguem para Barcelona à procura de uma senha que ajudará a desvendar o segredo de Edmond Kirsch.
Em meio a fatos históricos ocultos e extremismo religioso, Robert e Ambra precisam escapar de um inimigo atormentado cujo poder de saber tudo parece emanar do Palácio Real da Espanha. Alguém que não hesitará diante de nada para silenciar o futurólogo.
Numa jornada marcada por obras de arte moderna e símbolos enigmáticos, os dois encontram pistas que vão deixá-los cara a cara com a chocante revelação de Kirsch... e com a verdade espantosa que ignoramos durante tanto tempo.
Ciao!!!

Em se tratando do professor Robert Langdon, o principal personagem criado por Dan Brown (e que eu desconfio ser um alter ego do autor), eu sou um caso muito perdido.

Não quero nada além dos enredos “ah tá!”, “Aham”, “Mas o quê?” da fórmula que ele criou e funcionou (a ponto de Código da Vinci virar best-seller e os outros três dos quatro livros anteriores a este com o mesmo protagonista já terem sido adaptados para o cinema): uma situação caótica que coloca a humanidade em risco, a necessidade de contar com a expertise de um especialista em decifrar símbolos e códigos relativos a quase tudo na vida (o professor Langdon é quase um Google ambulante, com a diferença de levar a respostas certas com mais frequências e menos spans), uma parceira com interesses na jornada, um vilão megalomaníaco com projetos próprios para o futuro da humanidade, alguma polêmica pra virar notícia, algumas cenas muito doidas (Anjos e Demônios é a festa da uva neste caso – e mesmo assim é um dos meus favoritos) e vamos que vamos!

Se em Inferno (meu favorito por motivo de: tem Florença), o autor mexe um pouquinho na fórmula pra gente poder falar que teve uma novidade na estrutura, aqui ele volta ao padrão anterior: Robert Langdon está de boa, aproveitando a vida que um superprofessor badalado pode ter, quando se vê envolvido em uma encrenca daquelas. No caso, ele está em Bilbao, no País Basco, para um evento onde um ex-aluno, o futurólogo Edmond Kirsch prometia responder a duas grandes questões que intrigavam vários pensadores de diferentes áreas: de onde viemos e para onde vamos. Só isso. Pouca coisa.

“- Para o cérebro humano – explicou Edmond – qualquer resposta é melhor do que resposta nenhuma. Sentimos um desconforto enorme diante de “dados insuficientes”, e assim nosso cérebro inventa os dados, oferecendo-nos, no mínimo, a ilusão de ordem, criando miríades de filosofias, mitologias e religiões, para nos garantir que de fato há uma ordem e uma estrutura no mundo invisível” (p. 86)

O problema é que o distinto cidadão é morto antes de fazer o anúncio revolucionário. Adivinha quem vai se embananar pra tentar resolver a encrenca? Sim, o próprio. Ele ganha a companhia de Ambra Vidal e Winston, o secretário de Edmond, na corrida contra o tempo, a polícia e quem tem interesse em vê-los fora do jogo passando por Barcelona e citando desdobramentos em Madri e em Sevilha para montar o quebra-cabeça que levou ao assassinato de Edmond e descobrir o que tão impactante ele pretendia revelar e que custou a vida dele.

Li outras críticas onde as pessoas reclamavam do ritmo da história – mas eu confesso que gostei (depois da raiva que passei com O Símbolo Perdido, me acostumei ao jeito dele narrar) – e que era o “mais do mesmo de novo” – e eu não tenho reclamação disso. Era o que eu esperava. Não me incomodou. E que ele mistura ciência, religião, política, fanatismo, tecnologia, teorias da conspiração no mesmo balaio que fica impossível saber o que procede e o que é “licença literária”. Mas foi o que disse: tem que ter uma pitada de polêmica pra chamar a atenção pra obra (se você leu e viu a adaptação de Anjos & Demônios, sabe que o tema mais explosivo da narrativa não apareceu no filme e olha que a solução não era nada de excepcional). Como nos anteriores, ele vai te fazer seguir por caminhos guiados por pistas falsas e se você ler nas entrelinhas pode matar parte da charada antes – porque teve uma revelação no final que fiquei duvidando do que li e precisei reler. No texto que fiz pro Literatura de Mulherzinha até comentei que apostava que este desfecho não apareceria na versão cinematográfica, caso seja feita.

Então se for do seu gosto, como é do meu, venha passear por cidades da Espanha no mais recente pique-pega do professor Langdon para entender algum segredo da humanidade e salvar o nosso futuro. Ah, gostei da jornada de Ambra, uma mulher moderna diante de grandes decisões pessoais e que vê toda a brilhante carreira profissional que construiu ameaçada, a menos que consiga solucionar o caso do homem morto no Museu pela qual ela era responsável.

Nada é melhor do que ler e tirar suas próprias opiniões, né? Então fica o convite para lerem, terem entretenimento por algumas horas e vida que segue, pessoal!

Bacci!!!


Beta Oliveira

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Irei arrumando os posts sempre que eu tiver um tempinho, conto com sua compreensão.

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