Resenha: Lady Whistledown Contra-Ataca - Julia Quinn / Mia Ryan / Karen Hawkins / Suzanne Enoch

19/12/2017

Lady Whistledown Contra-Ataca
Lady Whistledown # 2
Julia Quinn
Mia Ryan
Karen Hawkins
Suzanne Enoch
Ano: 2017 / Páginas: 352
Idioma: português 
Editora: Arqueiro
Com a participação especial da famosa cronista da sociedade criada por Julia Quinn, Lady Whistledown Contra-Ataca é formado pelas narrativas curtas de quatro escritoras consagradas, tendo como fio condutor o roubo de uma pulseira milionária. Seus contos são como pérolas que se unem e formam uma peça de valor inestimável.
Quem roubou o bracelete de lady Neeley?
Terá sido o caça-dotes? O apostador? A criada? Ou o libertino? Londres está fervendo com as especulações, mas, se ainda restam muitas dúvidas, pelo menos uma coisa é certa: um desses quatro está envolvido no crime.
Crônicas da sociedade de lady Whistledown, maio de 1816
Julia Quinn encanta...
Um belo caçador de fortunas foi enfeitiçado pela debutante mais desejada da temporada. Agora ele precisa provar que o que deseja é o coração da jovem, não o dote dela.
Mia Ryan delicia...
Uma criada adorável e espirituosa está deslumbrada com as atenções românticas que tem recebido de um charmoso conde. Mas um relacionamento entre eles seria escandaloso e poderia arruinar a reputação dos dois.
Suzanne Enoch fascina...
Uma jovem inocente que passou a vida evitando escândalos de repente se vê secretamente cortejada pelo maior libertino de Londres.
Karen Hawkins seduz...
Um visconde que vaga sem destino volta para casa para reacender o fogo da paixão de seu casamento, mas descobre que sua linda e decidida esposa não será conquistada tão facilmente.


Ciao!



Se você leu a série Bridgerton, já está familiarizado (até demais) com a Lady Whistledown, a temida colunista que movimentava a sociedade inglesa com os seus comentários e observações sarcásticas sobre as pessoas e eventos. 

“O evento mais cobiçado desta semana parece ser o iminente jantar de lady Neeley, a ser realizado na noite de terça-feira. A lista de convidados não é longa, mas também não é notavelmente exclusiva, e, dadas as histórias que se espalharam sobre o jantar do ano passado, passado, ou, para ser mais específica, sobre o cardápio, todos os londrinos (em especial aqueles de maior circunferência) estão ansiosos para participar. Esta autora não foi agraciada com um convite, portanto deve padecer em casa com uma jarra de vinho, um pão e esta coluna, mas não sinta pena, querida leitora. Ao contrário daqueles que comparecerão ao iminente espetáculo gustativo, esta autora não precisa ouvir lady Neeley!”

Este livro capitaneado pela personagem criada por Julia Quinn permite que a gente se divirta observando as aventuras e desventuras de quatro casais após uma badalada festa que tem um desfecho inesperado: o desaparecimento da caríssima pulseira de rubis da anfitriã.

As crônicas de Lady Whistledown são as linhas que costuram os personagens dos quatro contos, um para cada autora: O primeiro beijo, de Julia Quinn; A última tentação, de Mia Ryan; O melhor de dois mundos, de Suzanne Enoch e O único para mim, de Karen Rawkins. Através deles, vamos acompanhar o que houve na festa e os desdobramentos nas interações sociais e no andamento do mistério sobre o sumiço da jóia. Houve quem se conheceu no evento, quem se reencontrou, quem teve uma chance rara e quem foi forçado a ir para recuperar a reputação. Tem trama e personagens para todos os gostos.

O divertido é perceber como os personagens protagonistas se relacionam, ver as aparições dos protagonistas dos outros contos e há histórias que narram as mesmas cenas de diferentes ângulos. E a gente pode ter novas opiniões acrescentadas ao que já vimos antes.

Vi reclamações de que o livro era irregular, algumas pessoas não gostaram por serem contos, outros disseram que algumas autoras não corresponderam às expectativas. Deixo isso por conta da experiência de vocês. Particularmente, eu gostei no geral – óbvio que tenho uma história favorita e encontrei pontos altos em todas as tramas. E achei ainda mais interessante ver outras autoras exercitando suas visões sobre o universo que nós conhecemos e amamos criado pela Julia Quinn. Além disso, fiquei imaginando a trabalheira que foi planejar a trama para que os contos funcionassem bem de forma individual e melhor ainda dentro de um contexto mais amplo, a espinha dorsal da trama.

E como comentei no Literatura de Mulherzinha, me senti o máximo da inteligência lógica ao desvendar o caso da pulseira de rubis. Portanto, se quando você ler achar extremamente fácil, não me conte. Como passei anos levando rasteira da Agatha Christie (um livro em particular me estressou muito porque era muito fácil descobrir o culpado e eu só percebi depois que o protagonista só faltou fazer um infográfico), gostei da sensação de me sentir uma detetive esperta.

Para quem gosta de tramas de época, esta é uma opção rápida que não irá desgastá-lo. No meu caso, me apresentou Karen Hawkins (não me lembro de ler nada dela) e Mia Ryan (que não conhecia); me permitiu matar saudades da Suzanne Enoch (há um bom tempo não lia obras dela) e desejar por sempre mais da Julia Quinn. Espero que todos vocês se divirtam se escolherem este livro como companhia na sua vida.

Bacci!!!

Beta Oliveira

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