Resenha: F*ck Love: Louco Amor – Tarryn Fisher

13/02/2017

Fuck Love - Louco Amor
Tarryn Fisher 
Ano: 2017 / Páginas: 288
Idioma: português 
Editora: Faro Editorial

Helena Conway se apaixonou. Contra sua vontade. Perdidamente. Mas não sem motivo.Kit Isley é o oposto dela desencanado, espontâneo, alguém diferente de todos os homens que conheceu. Ele parece o seu complemento. Poderia ser tão perfeito... se Kit não fosse o namorado da sua melhor amiga. Helena deve desafiar seu coração, fazer a coisa certa e pensar nos outros. Mas ela não o faz... Tentar se afastar da pessoa amada é como tentar se afogar. Você decide fugir da vida, pulando na água, mas vai contra a natureza não buscar o ar. Seu corpo clama por oxigênio sua mente insiste que você precisa de ar. Então você acaba subindo à superfície, arfando, incapaz de negar a si mesma essa necessidade básica de ar. De amor. De desejo ardente. Você pode pensar que já viu histórias parecidas, mas nunca tão genuínas como essa. Tarryn, a escritora apaixonada por personagens reais, heroínas imperfeitas, mais uma vez entrega algo forte, pulsante, que nos faz sofrer mas também nos vicia. Depois dela, todas as outras histórias começam a parecer como contos de fadas. Se você não quer se viciar, não leia a primeira página.
Ciao!

Já vi algumas amigas elogiando a escrita da autora, mas ainda não havia tido a chance de ler nada dela. Enfim aconteceu. E querem saber o que achei?
(Spoiler – gostei do que li).

Helena teve um sonho – um daqueles que parecem extremamente reais – onde descobriu que estava na carreira errada, era mãe e tinha se casado com o namorado da melhor amiga. Isso a deixou tão desconcertada que ela começou uma jornada de autoconhecimento que trouxe algumas verdades inesperadas e outras que ela ignorava propositalmente. Além de uma confusão sem chance de solução feliz – porque estava apaixonada mesmo por Kit, o namorado de Della. Ops.

- Sabe esta mistura de sentimentos que você está experimentando agora? A perplexidade, o medo, o fascínio?
Faço que sim com a cabeça.
- Pois é isso que eu sinto todos os dias. Porque nunca amei ninguém como amo você.

- Se F*ck Love - Louco Amor for uma demonstração do estilo de Tarryn Fisher, então posso ler sem medo porque gostei do estilo meio louco, muito intenso e com personagens envolvidos em um balaio de gato. Eu li, eu me preocupei, eu vi as armadilhas antes dela, eu fiquei com raiva de outras pessoas e da Helena. Ou seja, livro que consegue arrancar reações de quem lê deve ser sempre recomendado.

- O quanto um sonho muito realista pode mudar sua vida? Helena não pensava em ser algo além do que era – a “chata do bege”, que tinha uma vida estável, assim como o namoro com Neil, além de uma carreira segura como contadora. E agora se viu questionando isso e desejando algo que não sabia como tornar realidade.

- Sem dar muitos detalhes, a jornada de Helena discute exatamente isso: o quanto a gente se conhece e sabe realmente o que deseja. O quanto a gente assume riscos ou se deixa levar pelos fatos da vida. O quanto a gente se envolve e se mantém em relacionamentos tóxicos por preguiça, por achar que precisa disso para ser notada e percebida por alguém. Ela é forçada a lidar com isso quando percebe que estar neste ciclo nunca a satisfez, mas agora passou a incomodar – porque ela não consegue controlar o sentimento por Kit, o namorado de Della, a melhor amiga.

- É um livro sobre escolhas e sobre como as escolhas alheias nos afeta. Porque Helena precisa encontrar seu caminho e precisa entender que haverá consequências ao fato de estar apaixonada por Kit. Ele retribui o sentimento? E Della, como reagirá? As outras pessoas entenderão se ela jogar tudo para o alto? Ela se sentirá bem se decidir não arriscar e seguir o que, até então, era a sua meta de vida?

- Não será uma trajetória linear. Helena é assaltada por dúvidas e crises de insegurança. Entra na pilha de tentar fazer tudo funcionar para todos – o que nunca dá certo. Além disso, irá entender que, enquanto ela se preocupa com o bem-estar de muitas pessoas, nem todas se preocupam com os sentimentos dela. Haverá avanços, recuos, reviravoltas e sofrimentos. Muitas citações a Harry Potter – o que aquecia meu coração Corvinal. A maior herança da jornada de Helena para nós é que chega o momento que a gente tem que um basta: seja nos outros, seja na vida e seja, principalmente, na gente mesmo.

Bacci

Beta Oliveira

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Irei arrumando os posts sempre que eu tiver um tempinho, conto com sua compreensão.

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