Resenha: O Diário Internacional de Babi - Chris Salles

30/12/2016

O Diário Internacional de Babi
Chris Salles
Ano: 2016 / Páginas: 298
Idioma: português 
Editora: Outro Planeta
Mudar nunca foi a palavra preferida de Bárbara. Porém, depois da separação dos pais, a garota de 15 anos se vê obrigada a migrar com a mãe e os irmãos para Orlando, a cidade americana onde os sonhos ganham vida. E descobre que a fronteira entre o real e o ilusório pode ser mais difícil do que parece. “Como a terra do Mickey, o livro de Chris Salles é cheio de magia, pois nos transporta instantaneamente para a vida da Babi, a protagonista. Com o diário dela nas mãos, nos sentimos íntimos, como se ela fosse uma amiga querida que nos escolheu comoconfidentes. Através de suas experiências, ela nos mostra que a primeira imagem de uma pessoa pode enganar, que devemos ser mais receptivos, que processos de adaptação podem ser complicados, mas não duram para sempre. Acima de tudo, Babi nos ensina que a vida real também tem seus momentos de contos de fada. Basta a gente permitir que eles aconteçam. E, especialmente, nunca deixar de sonhar.” PAULA PIMENTARomance juvenil da carioca Chris Salles, autora que teve mais de 5 milhões de leituras na rede social de escritores Wattpad, tendo vendido dois prêmios Wattys 2015.

Ciao!

- Então, quando ninguém deixa clara a regra do jogo, fica difícil estabelecer uma visão conjunta de um fato a partir de um ponto de vista único. Narrado em primeira pessoa, afinal de contas, estamos lendo o diário da adolescente de 15 anos, temos os relatos da tristeza por deixar uma vida estabelecida, com os amigos de sempre, a escola e a cidade que conhecia rumo ao desconhecido. A partir dos próprios sentimentos, do ponto de vista e das reações ao que ocorre, Babi conta a história desta mudança.

- Babi precisa benzer, urgentemente. Vai ter falta de sorte assim lá longe, credo. Tudo que pode dar errado, dará errado, especialmente quando ela age pra dar certo. Dá meio desespero com a sequência de fazer Bridget Jones aplaudir e gritar “Essa é minha garota!”. E como Babi se sente a desprestigiada da família, com a mãe preferindo Alice, a mais velha e Dani, o caçula, não conta o que ocorre para ela, o que leva a uma bola de neve de mentiras, confusões e consequências.

- Tem o garoto lindo, Theo, que ela quer impressionar e conhecer melhor. Só que ele tem uma meia irmã ciumenta, Megan e que torce para que ele reate o namoro com a melhor amiga, Zoey. Daí, volta e meia, as três estão se estranhando. (A marmota com o aparelho ortodôntico me tiraria do sério. E posso garantir, por experiência própria, que não tem projeto de bully que sobreviva pra contar a história quando o modo “eu fora do sério” é ativado a todo vapor). E se na infância, ela teve uma quedinha pelo primo Vinícius, agora as atitudes dele a deixam desconcertada e incomodada.

- A lição que fica é que nunca a gente está sozinho, mesmo quando parece. Afinal de contas, temos outras pessoas por perto que se importam conosco e nos amam, portanto, podemos contar com elas. E da mesma forma, devemos parar pra pensar que elas também possuem sonhos a serem alcançados e problemas a serem resolvidos – e que merecem igualmente nosso respeito e ajuda. Por isso, mais que criar tempestades em colherinhas de chá, devemos manter a serenidade para passar pelas turbulências. Por ser adolescente – e sem informações importantes que a ajudariam a se situar melhor – Babi vai amadurecer, vai aprender que a vida nem sempre será como a gente quer, mas a gente pode aprender a tirar o melhor dela.

Bacci!!!
Beta Oliveira

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