Resenha: A Casa da Floresta - Marion Zimmer Bradley

08/12/2016

A Casa da Floresta
Série Avalon
Marion Zimmer Bradley
Ano: 1994 / Páginas: 404
Idioma: português 
Editora: Rocco
Não há mito que sobreviva ao tempo sem espelhar alegoricamente a realidade cultural de um povo. Segundo Carl Gustav Jung, que fundamentou a psicologia analítica, a identidade individual passa necessariamente pelo conhecimento coletivo, que se manifesta nos sonhos, lendas e rituais de uma comunidade. É notável o crescente interesse das pessoas por antigas tradições e civilizações, na tentativa de localizar um mito adequado que lhes dê passagem para um salto de autoconsciência – Marion Zimmer Bradley que o diga... Especialista em tradições pagãs, a escritora tem predileção pelo primeiro milênio cristão, no qual desenvolve suas histórias repletas de amor, traições, combates e rituais. A casa da floresta é mais um capítulo da batalha de antigas deusas contra a dominação falocêntrica. Com narrativa empolgante e novelesca, tendo como pano de fundo a luta dos romanos para garantir suas conquistas na Britânia e a dos druidas para manter a paz, Marion Zimmer Bradley conta a história do amor proibido entre um homem e uma mulher que se vêem separados por duas culturas. Na floresta vivem as sacerdotisas da Grande Deusa, invioláveis, a salvo dos legionários sacrílegos e do poder de Roma. Esse novo romance de Marion traz, mais uma vez, uma fascinante narrativa de revolta e religiosidade, em que destacam-se os ritos ancestrais e o espírito indestrutível de um povo ligado à terra e suas magias.

Olá!

Esse livro estava encalhado na minha estante desde 1999!!! É tempo demais para guardar um livro sem ler. E como eu elegi 2017 para ser o ano dos desencalhes, decidi começar já pelo livro mais antigo.

Eu comprei o livro meio sem saber do que se tratava a história, foi mais uma compra por impulso, por conta do nome da autora, que é a minha favorita, e, depois que comprei desanimei de ler.

A historia vai se passar antes da fundação de Avalon, e tem inicio na época da invasão da Bretanha pelos romanos, e conta sobre o fim da antiga religião e foca um pouquinho na ascenção do cristianismo na ilha.

Gawen, ou Gaius, é o filho de duas culturas, a bretã e a romana, e um dia, ao voltar de uma missão, acaba caindo num poço que serve de armadilha de animais e acaba sendo resgatado por uma mocinha bretã, a Ellan, ele esconde sua identidade romana e fornece a ela o seu nome bretão, por parte de mãe, Gawen. Os dois se apaixonam, Gawen deseja se casar com Eilan, mas são impedidos pelos pais, pois esse casamento não traria futuro para nenhum dos dois. Caillean acaba se tornando uma sacerdotisa da Casa da Floresta e Gawen é levado pelo pai a seguir a vida como oficial romano.

Bom, essa não é necessariamente uma história fofa de amor. O casal vai se encontrando e desencontrando durante um longo periodo, mas o romance dos dois não é o foco principal da história. A autora vai contruindo a mitologia de Avalon através de Eilan, a sacerdotisa e começando a preparar a chegada de Merlin e do Rei Arthur através dos personagens da história atual.
Esse é comecinho da saga das Brumas de Avalon, e para mim, que sou apaixonada nesses livros desde os 13 anos, foi maravilhoso me reencontrar com a série. Não sei porque demorei tanto tempo para ler...

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