Resenha: Princesa das Águas - Paula Pimenta

17/11/2016

Princesa das Águas
Princesas Modernas # 3
Paula Pimenta
Ano: 2016 / Páginas: 368
Idioma: português 
Editora: Galera Record
Ele estava tão perto que pude perceber a tonalidade verdadeira dos seus olhos. Antes eu pensava ser da cor de uma piscina. Mas agora eu via que não era bem isso. Eles eram como o mar quando fica mais fundo... Aquele tom exato em que o verde se torna azul."
Arielle Botrel é uma nadadora famosa, prestes a viver o maior desafio de sua existência: participar das Olimpíadas pela primeira vez. Porém, ao contrário do que todos pensam, ela não possui tudo que deseja. Por ser a filha caçula de uma grande família, a garota é muito protegida e, apesar das medalhas e dos troféus, sonha com um cotidiano diferente, onde possa ser livre. Até que um dia um acidente faz tudo mudar. Arielle é apresentada a um mundo novo... E nele existe alguém que vira sua vida de cabeça para baixo. Porém, para conquistá-lo, ela terá que abrir mão de sua voz. Será que Arielle - sem uma única palavra - vai conseguir conquistar esse príncipe? E se no coração dele já existir outra princesa?


Ciao!

- Já comentei que tenho duas princesas favoritas: Jasmine e Aurora. Gosto de A Pequena Sereia, apesar de brincar que o príncipe Eric é muito devagar (culpa do meu desespero com ele Kiss the Girl). E eu não resisto a releituras de contos de fadas. Para completar, devo contar que conheci a Paula Pimenta em Fortaleza no momento “turista” durante uma viagem para o Intercom (quando eu estava na saga do Mestrado). Ela foi um amor comigo e eu sempre quis ler os livros dela. Só que levou um tempinho pra realizar esta vontade. Neste ano, tudo conspirou a favor e cá estou eu às voltas com a saga de Arielle para descobrir a própria identidade e desfazer o mistério com o rapaz por quem se encantou e de quem salvou a vida.

- Arielle tem 16 anos, é uma prodígio da natação, a filha caçula de um medalhista olímpico e de uma cantora pop nacional, que morreu no parto dela. E por isso, apesar de ter o talento da mãe para cantar, optou pela natação, ao contrário das irmãs que formaram a girl band Mermaid Sisters. Agora era apontada como uma das favoritas ao ouro nos 100 metros rasos nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Ao mesmo tempo, se sentia sufocada e gostaria de agir como uma garota normal. Só que toda vez que tenta algo, dá errado porque a imprensa a mostra como baladeira e irresponsável.

- Até que, durante uma viagem para competição na Suíça, Arielle desobedece e vai a uma festa na casa de uma família muito rica e patrocinadora do evento. Lá ela vê de longe um rapaz muito bonito, descobre que ele se chama Erico e estava fazendo 20 anos. Mais tarde, ele conversava ao celular perto da piscina, quando ocorre um acidente e ele cai, bate a cabeça e desmaia. Arielle (que o estava observando) pula na água para salvá-lo, atende ao pedido dele de cantar para mantê-lo acordado e vai embora antes que alguém perceba.

- Enamorada, Arielle fica sonhando à distância com ele. Só que uma série de realities pré-olímpicos pode colocá-los frente a frente. Auxiliada pela nova-best-friend-chiclete-dominadora, Sula Benhur, Arielle termina no mesmo programa que Erico – Linguagem do Amor – uma espécie de namoro na TV onde as pretendentes não podem falar. E é assim que Erico, o príncipe das quadras, e Arielle, a princesa das águas, vão se aproximando, ganhando fãs adorosos que já shippan o casal. No entanto, não será tão fácil assim. Interferências externas podem atrapalhar e colocar tudo a perder, ainda mais se, quando e como a verdade vier à tona.

- O que mais me encanta em releituras bem feitas é como elas ganham vida própria a partir do material original e não apenas por ele. Afinal, muitos dos contos originais eram de terror ou tinham finais tristes. Então temos as versões “felizes para sempre” da Disney (que, sinceramente, combinam muito comigo) e ultimamente esbarramos em todo tipo de adaptação – seja em livros, em tramas de novelas (#Shirlipe e Cordel Encantado não me deixam mentir) até o seriado Once upon a time (mas décadas de ER – Plantão Médico me deixaram incapaz de acompanhar qualquer coisa do gênero) que permitem que a gente se divirta, reflita, tenha intensos e deliciosos ataques de fofura.

- Amei o jeito da Paula Pimenta escrever. Tanto que li o livro praticamente no modo Usain Bolt. Percebi que elas possuem um universo todo próprio, com referências e interações com personagens das tramas anteriores e as possibilidades das tramas futuras (siiiim, fiquei MUITO interessada quando vi uma personagem que aqui é coadjuvante e que vou torcer descaradamente para que se torne protagonista). E, como subi no trem andando das releituras escritas pela Paula, me fez perceber que preciso ler logo os outros dois livros. Ainda bem que o combo Niver + aquele que nos salvará (13º) + Natal está chegando para dar um jeito nisso ;)

Releituras das Princesas:
Cinderela Pop
Princesa Adormecida
Princesa das Águas

Bacci!!!

Beta Oliveira

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