Resenha: As Portas da Percepção e Céu e Inferno - Aldous Huxley

07/09/2016

As Portas da Percepção e Céu e Inferno
Aldous Huxley
Ano: 2015 / Páginas: 160
Idioma: português 
Editora: Biblioteca Azul
Relato das experiências do autor com o uso de substâncias alucinógenas que têm por base a mescalina, à luz da razão e das percepções sensoriais, este livro foi uma espécie de guia para a abertura da consciência dos anos 1960 – e funcionou como símbolo da busca de uma nova relação com a realidade que nos cerca, além de ter sido uma grande influência para toda uma geração que buscava a ruptura dos valores tradicionais. A edição traz também “Céu e inferno”, ensaio que continua a experiência, e um apêndice que comenta o efeito de outras drogas.

Olá!

Confira a resenha do livro As portas da percepção e Céu e inferno de Aldous Huxley, publicado pelo selo Biblioteca azul da Globo Livros

Trata-se de um ensaio de 1954 em que Huxley elucida os efeitos da ingestão da mescalina, um alcaloide extraído de um cacto mexicano – o peiote – muito utilizado pelos xamãs.

Ele descreve sua experiência (com a ingestão da mescalina) assistida por médicos e, a partir daí, foi realizada a coleta e análise dos dados.

O autor conclui que o cérebro e o sistema nervoso filtram a realidade (com todo o aparato de imagens e percepções sensoriais) possibilitando-nos maior chance de sobrevivência biológica e nos protegendo da onisciência, pois o processo da realidade em sua plenitude seria insuportável pela sobrecarga de informações, deixando-nos malucos.
“Assim eles excluem a maioria das coisas que poderíamos perceber ou lembrar a cada momento e deixam passar somente uma seleção muito pequena e especial que terá utilidade prática.”
A ingestão de drogas, também o autoflagelo, jejuns prolongados, isolamentos, doenças, fadiga, atenuam a eficiência do filtro do cérebro ampliando a percepção sensorial. O mundo toma novas cores, significados e brilhos sob o efeito dos modificadores de consciência, e o indivíduo pode vivenciá-lo em sua plenitude.

Ele começa a vivenciar experiências mais profundas porque “transcende o aspecto comum de sobrevivência”.

Em Céu e inferno, Huxley fala das implicações mentais e éticas dessas experiências.

Ele discorre sobre o uso da mescalina como meio de conhecer os antípodas da mente.

Faz uma possível comparação entre o efeito da mescalina e os sintomas da esquizofrenia por conta dos transtornos bioquímicos semelhantes. Cita também a hipnose: “Cada experiência com mescalina, cada visão que surge sob hipnose, é única; mas todas reconhecidamente pertencem à mesma espécie.”

O posfácio do livro (de Sidarta Ribeiro) conecta os pontos apresentados por Huxley, nos anos 50, com a realidade em que vivemos hoje. Como será o futuro trilhando esse caminho?

Rosana Gutierrez

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3 comentários :

  1. Não acho que é o tipo de livro que leria facilmente, não vi muito apelo nele. Mas parece interessante por fazer essa análise do que acontece com o cérebro e o uso de drogas, como a pessoa fica e o que muda no seu sistema. Os sintomas e tal. Mas não é pra mim =/

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  2. As Portas da Percepção e Céu e Inferno não faz meu estilo de leitura, prefiro meus romances... por isso esse é um livro que eu não leria...

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  3. É um assunto válido, atual e sempre discutido em meios de comunicação. Informação é essencial, apesar de achar que não seja uma leitura fácil.

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