Resenha: Meio Rei - Joe Abercrombie

12/07/2016

Mar Despedaçado # 1
Joe Abercrombie
Ano: 2016 / Páginas: 288
Idioma: português 
Editora: Arqueiro
“Uma construção de mundo grandiosa, personagens maravilhosos e cenas de ação extraordinárias... Meio rei é o meu livro favorito de Abercrombie, e isso quer dizer muita coisa.” – Patrick Rothfuss, autor de O nome do vento
“Assim como em todas as obras de Abercrombie, aqui a linha entre o bem e o mal é tênue e nada ocorre segundo as expectativas. Meio rei é definitivamente uma aventura com A maiúsculo.” – Rick Riordan, autor da série Percy Jackson e os Olimpianos
Ganhador do prêmio Locus, Meio rei foi considerado, em 2014, uma das 5 melhores obras de fantasia pelo The Washington Post e um dos 10 melhores livros para jovens pela Time.
Jurei vingar a morte do meu pai. Posso até ser meio homem, mas sou capaz de fazer um juramento por inteiro.
Filho caçula do rei Uthrik, Yarvi nasceu com a mão deformada e sempre foi considerado fraco pela família. Num mundo em que as leis são ditadas por pessoas de braço forte e coração frio, ser incapaz de brandir uma espada ou portar um escudo é o pior defeito de um homem.
Mas o que falta a Yarvi em força física lhe sobra em inteligência. Por isso ele estuda para ser ministro e, pelo resto da vida, curar e aconselhar. Ou pelo menos era o que ele pensava.
Certa noite, o jovem recebe a notícia de que o pai e o irmão mais velho foram assassinados e não lhe resta escolha a não ser assumir o trono. De uma hora para outra, ele precisa endurecer para vingar as duas mortes. E logo sua jornada o lança numa saga de crueldade e amargura, traição e cinismo, em que as decisões de Yarvi determinarão o destino do reino e de todo o povo.
Joe Abercrombie nos apresenta um protagonista surpreendente, numa história de percalços e amadurecimento que abre a trilogia Mar Despedaçado. 
Oi gente,

Yarvi é o filho mais novo de Gettland, mas quando seu pai e seu irmão são mortos em uma emboscada cabe a ele, mesmo com uma das mãos inválida, ser o rei. Com um juramento de matar todos os responsáveis pela morte do pai, ele parte com um exército para confrontar os vansterlandeses, conhecidos inimigos. No entanto Yarvi logo descobre que tudo faz parte de uma traição e acaba como escravo.

"As passagens eram escuras e cheias de sons, mas Yarvi não as temia. Esses túneis eram seu domínio havia muito tempo. Ele se escondera ali da fúria ardente do pai. Do amor esmagador do irmão. Da decepção gélida da mãe. Era capaz de se orientar de uma ponta à outra da cidadela sem dar um único passo na luz."

Ele faz amigos no navio em que é obrigado a remar, quando conseguem fugir, empreendem uma jornada de volta a Gettland para que Yarvi mate o traidor e tenha seu trono de volta. O que se segue é uma jornada difícil, cheia de aventuras e reviravoltas.

“Tinha voltado ao início de tudo. Mas era um garoto quando partira e retornara um homem.”

O livro não traz nada de novo, há traições e conspirações para se ter o máximo poder, mas não é uma história a ser menosprezada. Juntar as pistas, torcer por Yarvi e seus amigos é um bom modo de passar o tempo. Você não fica inerte durante a leitura, porque também vai querer saber a verdade.

Não sei se gostei do final do livro, mas pelo menos promete que os próximos gerem no mínimo curiosidade. O que será que o autor vai aprontar?

Mar Despedaçado (The Shattered Sea)
  1. Meio Rei (Half a King)
  2. Meio Mundo *a ser lançado (Half the World)
  3. Meia Guerra *a ser lançado (Half a War) 

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4 comentários :

  1. Eu gostei bastante da ideia dele e pelo que estou vendo é muito bem escrito e o personagem é do tipo com que você simpatiza e torce. Tem uma história com nada muito novo, mas é bem executada. Acho que rende uma boa leitura. Ainda mais se gostar do tipo de livro. Ele cumpre o que promete e pode ter uma ótimas histórias nesses próximos.

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  2. Amo livros com vinganças, aventuras e mistérios, que parecem aparecer nesse livro, mas é uma pena que não seja um história tão diferente/original, deixando o leitor menos surpreso com o enredo. Fiquei curiosa e acho que essa ''ponta solta'' que o autor deixou foi para deixar assunto aos próximos livros da série

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  3. Primeiramente, a apa é linda. Segundamente, achei Yarvi mais "humano". Não é o herói convencional: faz merdas, pensa besteiras, não é otimista e é deficiente. Apesar de tudo estar contra, ser desprezado por todos por conta da deficiência, ser deixado pra morrer num lugar ermo, ele prosperou. Não com o melhor dos sentimentos como apoio - a vingança -, mas não creio que todo herói tenha de ser 100% bonzinho.

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  4. A capa é bonita e a história parece ser viciante e cheia de aventuras e reviravoltas!
    Confesso que não é bem o que estou acostumada a ler, mas como quero inovar, vou anotar o nome aqui e procurar pra comprar depois, pois to interessada nele!! rs
    bjão

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Feliz dia!!!

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