Resenha: Garota Exemplar - Gillian Flynn

23/05/2016

Gillian Flynn
Ano: 2013 / Páginas: 448
Idioma: português 
Editora: Intrínseca
Uma das mais aclamadas escritoras de suspense da atualidade, Gillian Flynn apresenta um relato perturbador sobre um casamento em crise. Com 4 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo – o maior sucesso editorial do ano, atrás apenas da Trilogia Cinquenta tons de cinza –, "Garota Exemplar" alia humor perspicaz a uma narrativa eletrizante. O resultado é uma atmosfera de dúvidas que faz o leitor mudar de opinião a cada capítulo. Na manhã de seu quinto aniversário de casamento, Amy, a linda e inteligente esposa de Nick Dunne, desaparece de sua casa às margens do Rio Mississippi. Aparentemente trata-se de um crime violento, e passagens do diário de Amy revelam uma garota perfeccionista que seria capaz de levar qualquer um ao limite. Pressionado pela polícia e pela opinião pública – e também pelos ferozmente amorosos pais de Amy –, Nick desfia uma série interminável de mentiras, meias verdades e comportamentos inapropriados. Sim, ele parece estranhamente evasivo, e sem dúvida amargo, mas seria um assassino? Com sua irmã gêmea Margo a seu lado, Nick afirma inocência. O problema é: se não foi Nick, onde está Amy? E por que todas as pistas apontam para ele?


Vocês sabem aquele tipo de livro que quando você termina de ler, mesmo que você não seja afeita a ele, você dirá um sonoro "puta que pariu!!!", cheio de pontos de exclamações mentais?

"Garota Exemplar" é exatamente assim. Ele começa manso, lento, quase sem graça. As páginas passam e você começa a perceber que alguma coisa está errada, que nada pode ser tão simples, e, como em uma cena absolutamente clichê, você percebe que aquela pessoa pela qual você estava torcendo, pela qual você estava se condoendo, morrendo de pena mesmo, é uma pessoa terrível, podre, feia e pode até ser considerada uma mentirosa desalmada.

E o seu quase tédio começa a virar uma ansiedade, uma necessidade de ver a pessoa ser castigada, de que as pessoas ao redor dela percebam que é ela, olha lá, ali na cara, cheia de mentiras óbvias e desconexas; você quase esquece que é um livro, dada a necessidade de justiça que a autora cria em você, a necessidade de ver a "pessoa ruim" ser colocada na cadeia, porque ela é uma dessas pessoas que causam pavor nas criancinhas na hora da história de terror.

E aí você chega ao meio do livro e você vê seu mundo (certo, dos personagens, mas isso é só um detalhe) virar de cabeça para baixo. É como descobrir que dois + dois não dá quatro, que chocolate não existe e que o mundo, afinal, é quadrado.

Nada mais faz sentido e você só quer saber, pelo-amor-de-todos-os-leitores-ansiosos, quem de fato fez todas aquelas coisas terríveis, ruins, ruins, ruins.

E aí você já está quase sem unhas, devorando as páginas como se fossem arrancar os livros das suas mãos desesperadas, precisando chegar ao *fim*, precisando saber que existe um final feliz, que alguém de fato é inocente... e aí você percebe que não, claro que não seria assim tão simples, claro que aquilo tinha que acontecer, porque um bom vilão está sempre, sempre três passos na frente de qualquer ingênuo leitor. Que tudo o que era ruim ficou muito, muito pior, e que o final é de causar crises de ansiedade e necessidade de um próximo livro, ao mesmo tempo em que você pensa "não, assim está realmente perfeito" e que ele acabou do jeito que tinha que acabar.

Eu adoro thrillers, romances policiais e coisas do gênero, e leio todos com absoluto prazer, mas raramente um me pega tão desprevenida quando esse.

Absolutamente surpreendente, com um vilão incrivelmente exemplar (rá, rá, não podia deixar sem a piada clichê) digno de todos os adjetivos que se puder imaginar.

Realmente, realmente, realmente ad infinitum.

Recomendo!
Barbara Santiago

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5 comentários :

  1. Tá aí um livro que me rendeu altos gritos e um "mas o quê!!?!!!" no final.
    Cheguei a rir daquele final, de tão tenso. Nossa, nada dá certo pra esse cara...
    O começo é chatinho, vai te ganhando pouco a pouco mesmo. Mas quando embala é impossível parar. Só faz querer saber o que infernos aconteceu, quem fez o que, cadê o final...ufa.
    Um dos melhores do gênero que já li. Surpreendente mesmo.

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  2. Vi o filme, mas não li o livro. Antes dei uma pesquisada e vi que a adaptação foi o mais fiel possível.
    Mas até hj não consigo acreditar naquele final... Como?! Pq?! A trama foi bem legal e até fiquei um pouco paranoica, tipo "foi ele!" e meia hora depois "não foi ele!", e aí chegou uma hora em que eu ria de todo mundo.

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  3. Gosto de thrillers, de romances policiais e coisa do gênero, mas confesso que nunca me interessei em ler Garota Exemplar, nem mesmo fiquei curiosa para assistir ao filme... mas por gostar do gênero, se a oportunidade de ler Garota Exemplar me for apresentada eu leiria sim sem problema nenhum.

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  4. Oi! Eu sou a pessoa do contra com este livro, tentei gostar mas não consegui. Li outros da autora e curti, mas Garota Exemplar me decepcionou.

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  5. Se é um livro da Gillian Flynn já vai pra minha lista de leitura!
    Romances policiais é comigo,essa é uma escritora que recomendo,consegue me mostrar bem os personagens em um ritmo envolvente.

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Feliz dia!!!

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