Resenha: A Escolha do Coração - Amanda Brooke

30/05/2016

Amanda Brooke
Ano: 2014 / Páginas: 336
Idioma: português
Editora: Novo Conceito
Recém-casados, Holly e Tom se mudam para uma casa grande e confortável, onde ela espera esquecer de vez os fantasmas de sua infância problemática. O destino, contudo, lhe preparou uma surpresa, que se revela depois que Holly encontra um relógio lunar enterrado no jardim. O relógio oferece a imagem de um futuro que é ao mesmo tempo animador e preocupante: a visão de um lindo bebê nos braços de Tom... mas Holly, estranhamente, não aparece na visão. Em pânico diante da previsão, ela teme que um dia precise fazer uma escolha terrível: dar um filho ao marido, sacrificando sua própria vida... ou salvar-se e se esquecer para sempre da filha não nascida – a quem Holly já aprendeu a amar. 


Olá,

O seu humano é uma criatura muito frágil, se a gente parar para pensar bem. Nas adversidades, a primeira coisa que o cérebro faz é querer dar pau e apagar tudo, já repararam? Em qualquer crise, o que chamam de surto nervoso nada mais é do que o cérebro ~cretino~ relutando em aceitar ou lidar com algum problema que possa causar dano estrutural. Fala sério.

A única figura a ir contra essa assertiva é uma mãe, reconhecidamente a fera mais indômita que pode haver. Qualquer mulher, por mais frágil que possa ter sido dali pra trás, nunca tem sua fúria ignorada quando o assunto é a saúde e bem estar de sua prole. É uma coisa mais instintiva do que racional, o que prova que somos ligeiramente Frágeis & Irracionais. Mas peraí que essa resenha não está tomando o caminho esperado.

A Escolha de uma mãe entre a sua vida ou a de seu filho nunca parece ser uma dúvida, digo isso como afirmativa hipotética, já que não sou mãe e meu único instinto materno é o canino (e mesmo assim é forte, olha). Tendo que escolher entre seu bem estar e o de seu pequeno bebê não há dúvida sobre qual a escolha, MAS e se essa vida ainda fosse algo a ser  gestado no futuro? E se a opção for viver sua vida feliz sem ser mãe OU ter uma linda bebê mas nunca poder carregá-la? Essa parece ser uma simples questão, para quem nunca teve a experiência de carregar o fruto de nove meses de amor e dedicação antes de ter que abdicar dele.

Os mais práticos certamente não vão encontrar na leitura de A Escolha do Coração uma boa companhia, mas as questões que o livro traz podem ser de grande valor. Saca só, se qualquer um pudesse saber do seu futuro e fazer escolhas mais acertadas a partir do que sabe, alguém aguentaria a responsabilidade das consequências disso?

Eu, sinceramente, acho que ninguém conseguiria brincar de ser Deus... e mesmo assim a maioria de nós gostaria de poder “adivinhar” como a vida termina. Então, basicamente, o que estou querendo dizer é que, todos gostaríamos de saber do futuro mas ninguém conseguiria aguentar o fardo das perdas e ganhos, MENOS uma mãe que estivesse lutando por um filho.

A autora iniciante, Amanda Brooke, trouxe para sua estreia um romance excelente. Nele, Holly, nossa protagonista, vai ter que “viajar no tempo”, conhecer a filha que a aguarda e decidir se vale a pena morrer por ela. Essa nova abordagem de viagem no tempo foi feita de forma suave, tanto que nem achei clichê, e todos os outros elementos de um bom romance estiveram ali – desde o marido perfeito que todas gritam e desejam até aquela senhora amiga e amorosa para todos os momentos.

Lilian Sinfronio

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3 comentários :

  1. Sinceramente, A Escolha do coração não faz meu gênero, prefiro histórias simples, sem drama... mas amei sua resenha, parabéns!

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  2. Achei interessante a sinopse dele e essa coisa de viajar no tempo, a ideia do livro, foi o que me conquistou. Mas acabei não tendo coragem pra pegar por achar clichê. Talvez não pense assim também se ler...
    Mas não sei se gostaria. Talvez ainda leia, mas não me parece daqueles livros indispensáveis, é mais pra passar o tempo =/

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  3. Achei o enredo bem legal e, não, eu não gostaria de prever o futuro. Imagina que loucura seria lutar contra o inevitável ou não, mudar o curso natural.

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