Resenha: Bellissima - Nora Roberts

11/05/2016

Bellissima
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Nora Roberts
Ano: 2010 / Páginas: 546
Idioma: português 
Editora: Bertrand Brasil
Com Bellissima, Nora Roberts une novamente seus dois maravilhosos ingredientes: romance e suspense. Depois de ter a casa assaltada, a Dra. Miranda Jones decide esquecer o incidente, indo às pressas para a Itália a trabalho. Lá, deverá constatar a autenticidade de um bronze renascentista de uma cortesã da família Médici, conhecido como A Senhora Sombria. Especialista em autenticação de obras renascentistas, Miranda atesta como original uma falsificação. Ao descobrir a farsa, ela decide encontrar a verdadeira peça e revelar o motivo para tal crime. Para isso, terá a ajuda do sedutor ladrão Ryan Boldari, que pensa em se apoderar da obra de arte. Porém, os planos dos dois ruem quando um perigoso assassino começa a persegui-los.


Oie Gente,

Já li inúmeros livros da Nora Roberts. Uns eu amei, outros eu odiei e uns poucos eu simplesmente desejei que ela não tivesse escrito. Porém, essa é a primeira vez que o que me incomoda no livro é o português escolhido pela editora. Já tinha lido parte da história em PtPt e achei ela maravilhosa. Então, assim que o livro chegou, coloquei ele na bagagem para ler. Imaginei que fosse ter 546 páginas de puro prazer. Ledo engano!

Veja, livros da Nora Roberts não tem público alvo de quatorze anos. Logo, não tem necessidade nenhuma de simplificar o idioma para manter a atenção dos leitores.

A escolha de adaptar o português para falas mais liberais tornou os personagens da Nora, que são tão realistas, em caricaturas ridículas. Podem dizer o que for, mas eu me recuso a acredita que uma Doutora em História Renascentista sairia por aí dizendo "A gente precisa" ou "Meu irmão tá isso..." e mais infinitas adaptações de português culto para "português falado". Eu simplesmente não consegui gostar dessa opção. Claro, sendo a história tão boa, os personagens e o mistério tão interessantes, eu li o livro inteirinho. Mas tenho que dizer que esses detalhes tiraram boa parte do meu prazer.

Imaginem só como foi difícil pra mim, uma viciada assumida, desejar dar com um livro da Nora na parede. E nem mesmo podia por a culpa nela!
Não sei se a opção foi da Bertrand ou da tradutora, mas foi uma escolha podre.
Já havia reparado em Sedução Mortal que deram uma "liberada" no português, mas em Reencontro diminuíram um pouco essas adaptações, deixando mais balanceado (e engolível).
Agora, em Bellissima, a Bertrand exagerou. As adaptações chamaram mais atenção que o livro!!!
Absurdo!!

Agora, falando do livro em si e tentando esquecer um pouco a revolta...
A Miranda me lembrou, muito, a Jude Murray, de As Jóias do Sol.
Cientista, tímida, com um exterior frio e controlado, mas é uma manteiga por dentro.

O Ryan é mais um dos mocinhos da Nora que entra para a minha lista de favoritos. Eu simplesmente amei ele!
Adorei ele, a cara de pau dele e o humor dele!
Pra completar tudo, ele ainda por cima é italo-irlandês! Quem precisa de mais???? hahahahahaha

Acho que a Nora gosta de criar famílias disfuncionais. Enquanto a do Ryan era maravilhosa (e maluca), a da Miranda era de dar dó. A mãe, uma bruxa (apesar de descobrirmos os motivos depois). O pai, um pateta auto-centrado e ausente.
Não é de estranhar que ela acabasse traumatizada e apavorada com a ideia de intimidade emocional.

O romance dos dois é aquele clássico "eu-quero-você-mas-não-quero-querer". A Miranda é a coisa mais doce do mundo quando se descobre apaixonada e o Ryan é um bocó em algumas das escolhas que faz.
Me deu vontade foi de estrangular ele!

O livro é maravilhoso. O suspense por trás dos bronzes é empolgante e desafiador.
Tenho que confessar que dessa vez eu acertei quem era o culpado. Errei o motivo por um grau de parentesco, mas acertei hauhauahuah.

Quem for ler o livro terá que manter a mente aberta por conta do português.
Fora isso, o livro é realmente Belíssimo! não resisti a piada sem graça

Recomendo!
Barbara Santiago

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3 comentários :

  1. Nossa, já passei por isso. Já cheguei a ler um livro traduzido por fã, quando demorou muito pra sair aqui no Brasil, e que surpresa levei ao ler de novo a edição daqui quando lançaram. Quando a linguagem parece estragar tudo :S
    Dá um negócio ler livro com português falado, como disse. Credo...não, não gosto MESMO.
    Mas a história parece legal. Tem todos os jeitos que me faz adorar ler, personagens que dão vontade de estrangular e aqueles que você ama, torce...ahh, é bom. Boa dica pra quem quer um da autora.

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  2. Também gosto de mocinhos cara de pau iguais ao Ryan, contudo não curto mocinhas tímidas e meias iguais a Miranda, prefiro personagens determinados, de gênio forte, mas vou arriscar ler Belíssima mesmo assim pois gosto das histórias da Nora...
    Ps: É uma pena que o português escolhido pela editora para Belíssima tenha deixado a desejar.

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  3. Já passei pelo mesmo e com a mesma editora. Li Chama Fatal, da Lisa Jackson e, apesar de a leitura ter sido agradável, a tradução deixou muito a desejar. Em vez de usarem as palavras "está" e "estou", optaram pelas abreviações "tá" e "to". E era um tal de "a gente vai...", "a gente foi...", "a gente pode...". Acho que nunca ouviram falar de “nós”... sério, acho que não li o pronome “nós” mais que 3 vezes. Tenho uma noção da sua frustração. O português falado não é o mesmo escrito, então editora nenhuma precisa avacalhar uma edição assim. A história pode ser espetacular, mas não há entusiamo que resista a isso.
    Adoro mocinhos bem humorados, mas as vezes as precipitações deixam a desejar.

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Feliz dia!!!

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