Lançamentos - Globo Livros

21/05/2016

A mão esquerda de Vênus
Fernanda Young

Fernanda Young não só tece palavras nos textos que escreve. Mais do que isso, a autora trava, no fluir criativo de seus poemas, um verdadeiro embate apaixonado com as palavras, que, segundo ela, a salvam de “uma agústia insustentável”. Fruto de um processo singular na obra da escritora, A Mão esquerda de Vênus, lançamento da Globo Livros, presenteia os leitores com seus versos íntimos, permeados por desenhos, anotações, fotografias e bordados além do projeto gráfico de Daniel Trench. Com 11 obras publicadas em uma trajetória literária de 20 anos, Young reúne novamente suas poesias em livro, o segundo do gênero após Dores do amor romântico.
A relação de Young com a poesia não é de hoje e tem um caráter especial em sua produção. Foi sua obsessão pela palavra, dita ou impressa no papel, que a levou a driblar sua antiga dificuldade de ler e compreender a escrita. “A língua portuguesa nunca me deixou desistir. Sou uma romancista que escreve roteiros, que atua caso precise contar uma história, mas que começou escrevendo poemas, na verdade, devido à dislexia”. Também por essa razão que o leitor encontrará, nas páginas do livro, essa devoção amorosa pela palavra e pela estrutura própria do poema.
“Poesia é mesmo uma estrutura cruel, visto que, se não conseguimos ler corretamente um poema, ele não fará sentido algum. Há versos que, sozinhos, contam páginas e páginas de uma história; outros encerram, na medida cirúrgica, exatamente o que querem dizer. É como se um romance coubesse ali”, afirma a autora, que reúne no livro poemas criados nos últimos dez anos.
Contudo, a ideia de A mão esquerda de Vênus nasce de um “encontro”. Há alguns anos, a escritora encontrou, em uma caixa cheia de livros de sua amiga Monica Figueiredo, um maço de cartas amarrado em uma fita de cetim. Em meio à biblioteca que criou para abrigar a doação de dezenas de livros da família Figueiredo, ela e sua irmã, Renata Young, descobrem cartas de amor instigantes e misteriosas de Laurinha, mãe de Monica, que as autorizou a seguir na leitura. Young acredita que a arrebatadora identificação com a autora daquelas cartas, tardiamente descobertas e escritas em lindos papéis finos, foi o elemento desencadeante do livro.
Revelada nas cartas e diários escritos por Laurinha desde a adolescência até antes de sua morte, aos 69 anos, a história de amor vivida pela amiga provocou em Young uma profusão de sentimentos e sensações que a artista eterniza em sua arte poética. “(...) Pelo que entendi, eles formaram um casal andarilho, ora proibidos, ora assumidos, apaixonados, etílicos. Ela, mais velha que ele; ele, às voltas com uma mulher cheia de manias – taurinices –, lenços, chapéus, pulseiras, músicas, poesias, batons, filhas, anéis, uísques, caixinhas, cartões postais. Acumuladora, contadora de histórias, escritora de diários”, afirma Young no prefácio do livro.
Com palavras cortantes, cruas, mas também com outras doces e românticas, Young fala, portanto, em A mão esquerda de Vênus, do sentimento de amor. O amor em sua maior potência. Seu poder de seduzir e de destruir a si e ao outro. Tão transbordante que ora se reverte também em homenagens a amigas e amigos, com poemas dedicados a Betty Lago, entre outras pessoas do círculo íntimo da escritora.  


Grande Sertão: Veredas - Graphic novel
João Guimarães Rosa

Grande Sertão: Veredas, obra clássica da literatura do século XX, ganha nova edição em quadrinhos lançada pela Globo Livros Graphics. A história de Guimarães Rosa, um dos maiores escritores brasileiros, ganha versão conduzida por Eloar Guazzelli com ilustração de Rodrigo Rosa. Vencedora do HQ Mix 2015, a graphic novel foi publicada antes como edição especial para colecionadores, com tiragem limitada e numerada de 7 mil exemplares.
Ler Grande Sertão: Veredas é uma experiência marcante. A nova edição em HQ convida os fãs do romance a redescobri-lo e apresenta aos novos leitores a grandeza de um dos maiores títulos da literatura brasileira.
Artista plástico, diretor de cinema e ilustrador, Guazzelli trabalhou a adaptação transpondo imagens e representações para os quadrinhos, dando à obra um ritmo cinematográfico. Com experiência na adaptação de clássicos da literatura brasileira para os quadrinhos, Rodrigo Rosa não se limita a retratar as paisagens do sertão, mas explora os seus contrastes. Do sol escaldante às noites mal iluminadas, a natureza se torna um elemento narrativo, que compõe o clima do romance gráfico.
Longe de ser uma adaptação que simplifica um clássico, a graphic novel respeita a complexidade de Grande Sertão: Veredas. O objetivo era alcançar um equilíbrio entre texto e imagem que estimulasse a imaginação do leitor, com o objetivo de tornar a HQ fluída como o monólogo de Riobaldo, sem descaracterizar a profundidade da obra.
O processo de transposição do universo de Guimarães Rosa para os quadrinhos levou quase três anos. Foram realizados diversos estudos para definir a aparência dos personagens, a seleção dos trechos e os melhores enquadramentos.

Paris de bolso
Vários

Quem vai a Paris não pode deixar de contemplar a vista da cidade do alto da Torre Eiffel, visitar o Arco do Triunfo na glamourosa Champs-Élysées ou observar os tesouros do Louvre, como a Mona Lisa e a Vênus de Milo. Para ajudar os turistas a encontrar as atrações imperdíveis e ir direto ao coração da cidade, os especialistas da Lonely Planet pesquisaram o melhor de Paris: passeios, comida, vida noturna e compras.
A série de bolso conta com seções práticas, como: destaques, vida local, para quem deseja conhecer a cidade dos “parisienses”, planeje seu dia, que traz sugestões de roteiros prontos, com o dia certo de cada passeio, e é bom saber, parte do guia dedicada a informações sobre orçamento diário, fuso horário, dinheiro, moeda, idioma e dicas essenciais como quanto dar de gorjeta ou as melhores formas de circular pela cidade.
A seção guia de sobrevivência foi pensada para ajudar desde o planejamento até o tour vivenciado na cidade, oferecendo orientações sobre sanitários, cartões de desconto e o que fazer e o que não fazer de acordo com os costumes locais. A capital francesa possui atrações para todos os gostos e bolsos, desde os mais sofisticados restaurantes até passeios gratuitos. Por essa razão que Paris de bolso é o guia perfeito para quem quer aproveitar ao máximo uma das cidades europeias que mais recebem turistas em todo o mundo.

Para ver os outros lançamentos do Grupo Globo Livros << Clique Aqui >>
Depois de comentar, preencha: Formulário

Comente com o Facebook:

5 comentários :

  1. Achei interessante essa versão nova de Grande Sertão. Assim pode transformar a leitura em uma experiencia bem diferente. Gostei.

    ResponderExcluir
  2. Grande Sertão: Veredas em quadrinhos?! Nossa, achei isso genial, essa edição deve ter ficado muito bacana, fiquei até curiosa para folhear as páginas desse HQ...

    ResponderExcluir
  3. Tenho trauma de Grande Sertão: Veredas por conta das aulas de literatura, mas achei fantástica uma versão em quadrinhos!

    ResponderExcluir
  4. Paris é um lugar que me encantou em vários livros e um dia ainda vou até lá. Este livro já me interessou.

    ResponderExcluir
  5. Nem me mostra esse Paris de bolso..aiai..um dia!
    Adoro Graphic novel,interessante a edição.

    ResponderExcluir

Obrigada por comentar!
Feliz dia!!!

Mais Recentes

Cadastre seu email

Você quer receber as postagens do CODINOME por e-mail? Então, inscreva-se aqui.

Em seguida, é preciso ativar a assinatura na mensagem de confirmação que vocês receberão em nome do Google FeedBurner.

Link Me!

CODINOME LEITORA

Codinome: Leitora - Copyright © 2016 - Todos os Direitos Reservados