Lançamentos da Globo Livros

26/02/2016

E Se For Você?
Rebecca Donovan

Da autora best-seller Rebecca Donovan, uma história que prova que existe uma segunda chance para o amor.
Cal Logan e Nicole Bentley eram melhores amigos quando crianças, mas tudo mudou no ensino médio, depois que ela se enturmou com o pessoal mais popular da escola e passou a ignorá-lo. Eles se formaram e Cal foi estudar em Crenshaw, perto de Nova York, enquanto Nicole entrou em Harvard, realizando o grande sonho de seu pai. 
Quando Cal vai passar as férias de verão em sua cidade natal, fica surpreso em saber que ninguém mais teve notícias dela desde que se mudaram, há mais de um ano.
Assim que as aulas na universidade recomeçam, ele cruza no campus com uma garota que é idêntica a Nicole, mas que se chama Nyelle Preston e tem uma personalidade completamente diferente: Nicole era tímida e insegura, enquanto Nyelle é impulsiva, ousada e só quer aproveitar a vida.
Enquanto tenta desvendar os segredos de Nyelle – afinal, ela é ou não Nicole? – Cal viverá com ela momentos inesquecíveis e apaixonantes, que aos poucos farão com que ele perceba que a identidade daquela garota misteriosa é o que menos importa.
Com uma narrativa envolvente e poética, Rebecca Donovan cria personagens cativantes que despertam diversos questionamentos e emoções: e se pudéssemos mudar de rumo? E, se nos permitíssemos apenas aproveitar o momento? E, se o amor for algo bem mais simples do que imaginamos?

Euforia
Lily King

Nova Guiné, década de 1930. A bem-sucedida antropóloga norte-americana Nell Stone retorna para o cenário que a tornou famosa à procura de uma nova tribo que enriqueça suas pesquisas. Ela está acompanhada de seu marido, Fen, também antropólogo em busca da glória científica, embora seu nome seja constantemente ofuscado pelo da esposa. Após visitar diversas tribos sem descobrir nada de notável, eles estão exaustos, doentes e prestes a perder as esperanças. É quando o caminho do casal cruza com o de Andrew Bankson, antropólogo inglês em início de carreira que está esmiuçando os hábitos dos nativos que vivem às margens do rio Sepik. Assim, Nell e Fen acabam compartilhando não apenas o cotidiano e as inquietações de Bankson como também um sentimento ainda mais profundo, compondo um triângulo amoroso intenso, visceral e extremamente perigoso.
Livremente baseado em um período da biografia da polêmica antropóloga Margaret Mead, Euforia figurou por meses na lista dos mais vendidos do New York Times e foi escolhido como livro do ano por veículos como Guardian, Washington Post, Observer, New York Magazine, Vogue, Marie Claire, Salon. Mais do que um romance que retrata a época de ouro da antropologia, Euforia é uma obra sobre amor, traição, disputas de egos e como reagimos quando somos obrigados a viver no limite.

O Livro da Literatura
As Grandes Ideias de Todos os Tempos
Vários autores

O mais novo volume da coleção As grandes ideias de todos os tempos é dedicado ao estudo das grandes obras e autores da literatura mundial. O livro da literatura é uma viagem pelas grandes obras da humanidade, desde a Ilíada à Paixão Segundo G. H., e explora os romances, os contos e as poesias mais importantes de cada época. A edição inclui alguns dos principais escritores brasileiros, como Machado de Assis, Guimarães Rosa, Carlos Drummond de Andrade, Graciliano Ramos e Clarice Lispector.
Escrito por professores e pesquisadores, o livro apresenta o contexto, a história e as tradições literárias que influenciaram cada obra de ficção. Os artigos incluem uma minibiografia do escritor e linhas do tempo que contextualizam suas obras de acordo com o momento histórico.
A linguagem simples e o projeto gráfico dinâmico mostram esquemas que explicam a estrutura das obras e outros livros relacionados. Sem complicar, O livro da literatura é uma leitura prazerosa e informativa que vai agradar aos apaixonados por literatura e ajudar os estudantes. 
Dividido em sete partes, o livro aborda as escolas e correntes literárias desde a Antiguidade, passando pelo Iluminismo, a ascensão do romance até a literatura contemporânea. Quem gosta de ler, irá se surpreender com as sugestões de leitura relacionadas aos seus livros favoritos e descobrirá novos autores.

Deus não é grande
Como a religião envenena tudo
Christopher Hitchens

“Deus não criou o homem à sua própria imagem, foi o contrário”. Essa afirmação norteia o escritor e jornalista britânico Christopher Hitchens no livro Deus não é grande – como a religião envenena tudo. Como todo e qualquer ser supremo, na verdade, Deus não passaria de uma criação humana, e as consequências disso são a profusão de deuses e de religiões e as guerras entre e no interior dos credos e que retardaram o desenvolvimento da civilização.
A religião organizada, por ser imoral, irracional, intolerante e racista, segundo o autor, degrada as crianças ao doutriná-las e provoca a repressão sexual; controla a alimentação e aumenta a culpa ao multiplicar as proibições mais arbitrárias possíveis; distorce as origens do ser humano e do cosmos; incentiva o fanatismo, sendo cúmplice da ignorância e do obscurantismo. Mesclando erudição e humor, Hitchens chega a essas conclusões se apoiando em experiências pessoais, fatos históricos e análises críticas de textos religiosos. As análises se concentram no cristianismo, judaísmo e islamismo, mas também há menções ao budismo e ao hinduísmo.
Sua perspicácia o levou a travar célebres embates contra ícones incontestáveis da religiosidade e do bem, como madre Teresa de Calcutá, que será canonizada pelo Vaticano em setembro 2016. Hitchens relata como o jornalista Malcolm Muggeridge lançou a marca “Madre Teresa” em todo o mundo ao contar o episódio em que ela teria emitido um brilho, um halo luminoso. A verdade, esclarece Hitchens, é que o suposto “milagre” devia-se à filmagem em condições de pouca luz e com um novo tipo de filme da Kodak.
Suas objeções à fé religiosa também englobam casos de pedofilia na Igreja Católica dos Estados Unidos, episódios de intolerância religiosa entre católicos e protestantes na Europa e conflitos motivados pelo radicalismo de judeus e muçulmanos no Oriente Médio.
Hitchens defende que nenhuma religião oferece uma resposta satisfatória às questões fundamentais da existência humana, cujos dilemas morais e éticos, segundo ele, estariam mais bem representados em autores clássicos, como Shakespeare, Dostoiévski e Tólstoi, do que em qualquer escritura sagrada. Em sua visão, o ideal seria que a ética e a investigação científica substituíssem a religião. “Se você dedicar um pouco de tempo a estudar as impressionantes fotografias tiradas pelo telescópio Hubble, estará examinando coisas que são muito mais assombrosas e belas – e mais caóticas e atordoantes e ameaçadoras – que qualquer história da criação”, assegura o autor.


A Situação Humana
Aldous Huxley

O eterno esforço do homem, tal qual um trabalho hercúleo, em dar uma ordem e constante significação ao mundo que habita. Com esta frase poderíamos sintetizar o pensamento de Aldous Huxley, talvez um dos autores mais festejados da Biblioteca Azul, da Globo Livros, nestas palestras proferidas no ano de 1959, na Universidade de Santa Barbara, nos Estados Unidos. 
E é nesta relação com o mundo que reside a tentativa de conciliação com ele. Dar ordem, encaixar, entender, ajustar os ponteiros. Fundamentar e balizar, em termos filosóficos e sociais, o espírito do tempo a novas gerações, trazer luz aos problemas de uma época e examinar as potencialidades do mundo moderno, tal como ele é ou tal como ele exige que seja. 
A edição da Biblioteca Azul, revista e com novo projeto gráfico, resgata a obra que estava fora de catálogo há mais de 2 décadas. Os tópicos tratados por Huxley variam da natureza humana, e sua situação, até os primórdios da linguagem, onde tudo começou e por que somos o que somos e nos comunicamos de um modo bastante parecido até hoje. Passa pelo discurso e pela crítica religiosa, toca na cultura oriental, ao qual o autor então já se mostrava envolvido, e chega a debates que ainda fervem passado mais de meio século: a opressão dos nacionalismos, a genética como frágil ponto de partida, a deterioração do planeta, entre diversos tópicos que se tocam e se repelem a cada contato. 
A tradução por conta da escritora Lya Luft mantém o tom intelectual do original e ainda equilibra bem o ritmo da fala, já que o conteúdo veio exclusivamente das palestras. Acessível e uma fonte inesgotável de referências das mais diversas, este A situação humana continua sendo um trabalho filosófico de primeiro porte: os insights do autor para o futuro nos transportam no tempo e nos fazem refletir sobre o que ainda queremos, o que ainda precisamos, o que ainda falta. 
Trata-se de leitura obrigatória tanto para o entusiasta de Huxley que ainda não conhece a obra como para quem já teve a oportunidade de ler no passado e busca uma avaliação espiritual a partir do referente que, mesmo invisível, é o mais confiável: o tempo. Em paralelo com Admirável novo mundo, Contos escolhidos, Contraponto e Sem olhos em Gaza, todos recuperados pela Biblioteca Azul, esta edição forma um mosaico complexo e cheio de luz de quem foi um dos autores mais célebres do modernismo inglês.

Ana de Amsterdam
Ana Cássia Rebelo

Ana Cássia Rebelo é uma mulher com suas horas bastante ocupadas, dividindo seu tempo entre o emprego como advogada numa repartição, os três filhos ainda pequenos e um casamento já desgastado. Nessa rotina, que oscila sempre entre o tédio da segurança e o desejo do inesperado, Ana encontra lugar para escrever. E foi assim que surgiu, em 2006, o blog Ana de Amsterdam, em que ela ia registrando esse movimento pendular entre pequenas vitórias e grandes angústias. Das postagens do blog, imensamente literárias apesar de intrinsecamente efêmeras, o jornalista e crítico português João Pedro Jorge pôde organizar uma obra que funciona como diário íntimo, em que os pequenos textos são datados, e vão desenhando uma personagem rica, um tanto misteriosa, capaz de confundir o leitor entre uma doçura maternal e uma rascante agressividade.
Com um histórico depressivo, muito inteligente e sensível, o que vemos na sucessão dos dias dessa narrativa fragmentada é o retrato subjetivo da chamada mulher moderna, esse ser quase indefinível. Ana sente desejo e nega-o, ama os filhos, mas se sente sobrecarregada, se apega à vida por detalhes, e encontra o sentido perdido no cotidiano doloroso em um pôr do sol bonito numa cidade indiana. Com parte da família em Goa, essa terra misteriosa em que a Índia fala a língua portuguesa, Ana desenha no país distante a possibilidade de descobertas – como antigos navegadores buscavam especiarias. A mesma busca se dá por uma sexualidade crua, em que não há tabus, e a frigidez, a masturbação, o desejo doente são temas tratados corriqueiramente, conceitualmente e na linguagem – limpa, crua, direta.
O resultado desse conjunto coeso de pequenas narrativas é um livro escrito em uma prosa brilhante, que se a filia a nomes como Sylvia Plath e Virginia Woolf, no que todas têm de prosadoras poderosas e marcantes – também finca o pé em certa tradição nacional portuguesa, e o conjunto de fragmentos do livro lembra o Livro do desassossego, de seu conterrâneo mais ilustre.
Que o leitor se embrenhe nessa prosa primorosa. Que descubra a literatura contemporânea portuguesa, e que, atentamente, descubra o poder da narrativa feminina.
"Uma das vozes mais aguardadas no panorama editorial português. As suas palavras não desiludem a expectativa gerada." — O PÚBLICO

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Um comentário :

  1. De olho nesse E Se For Você? Os outros são legais, mas esse chamou mais atenção.

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Obrigada por comentar!
Feliz dia!!!

Atenção

Oi gente, o blog ganhou um layout novo e como eu migrei do wordpress para o blogger, os posts antigos estão muito bagunçados. Toda mudança gera uma bagunça e não seria diferente por aqui.
Irei arrumando os posts sempre que eu tiver um tempinho, conto com sua compreensão.

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