Resenha: Procura-se um marido – Carina Rissi

03/09/2015

PROCURASE_UM_MARIDO_1344534267B

Procura-se Um Marido
Carina Rissi
Ano: 2012 / Páginas: 476
Idioma: português
Editora: Verus




Alicia sabe curtir a vida. Já viajou o mundo, é inconsequente, adora uma balada e é louca pelo avô, um rico empresário, dono de um patrimônio incalculável e sua única família. Após a morte do avô, ela vê sua vida ruir com a abertura do testamento. Vô Narciso a excluiu da herança, alegando que a neta não tem maturidade suficiente para assumir seu império – a não ser, é claro, que esteja devidamente casada.


Alicia se recusa a casar, está muito bem solteira e assim pretende permanecer. Então, decide burlar o testamento com um plano maluco e audacioso, colocando um anúncio no jornal em busca de um marido de aluguel.
Diversos candidatos respondem ao anúncio, mas apenas um deles será capaz de fazer o coração de Alicia bater mais rápido, transformando sua vida de maneiras que ela jamais imaginou.


Cheio de humor, aventura, paixão e emoções intensas, Procura-se um marido vai fisgar você até a última linha.




- Perdi a conta das frases engraçadinhas que ouvi sobre “estar procurando um marido” já que estava com o livro na mão. E #madrehooligan achou a capa do livro a minha cara: uma noiva de tênis. Falei que se fosse eu, os tênis seriam Adidas e provavelmente azuis. Apenas alguns detalhes dos bastidores da leitura... Outra coisa: o ponto de partida da herdeira que perde tudo me lembrou um filme que passava na Sessão da Tarde e, depois (acho), no SBT: Cinderela às Avessas. E eu que levanto a bandeira da boa história, independente de quem escreve, posso recomendar sem medo de ser feliz: leia essa.


- Temos uma protagonista maluca, em uma situação extrema que encontra apoio em um homem improvável em todos os sentidos. Mais ou menos a base de muitos livros de chicklit que você já leu por aí. Pois é, boas notícias: é um livro nacional, empolgante, delicioso, bem-escrito e divertido.


- Alícia tem 24 anos e nenhuma responsabilidade. No início do livro, tudo o que lemos sobre ela (inclusive a partir dela mesma): festeira, encrenqueira, está sempre envolvida em algum escândalo e que ama muito o avô, Narciso, que a criou desde os 4 anos, quando os pais morreram em um atentado no Egito. O avô cobrava que ela precisava tomar um rumo, ser mais responsável, atentar para as empresas e arrumar um marido (ele tinha certeza de que só um bom marido a colocaria na linha)... E ela sempre adiava a “hora da responsabilidade”.


- Só que vô Narciso estava doente e morreu. Isso já foi um choque do tamanho de Júpiter para Alícia. Aí veio a leitura do testamento e toda a fortuna que seria de Alícia foi para Clóvis, o advogado de confiança do avô, que seria o tutor dela (e do dinheiro) até Alícia se casar por pelo menos 1 ano. Ela ainda perdeu todas as regalias que sempre teve: o carro caríssimo, cartões de crédito e teria que trabalhar na indústria de cosméticos e viver do próprio salário. Uma decisão muito rigorosa do avô que soava como última tentativa desesperada de dar um rumo à neta, ainda mais sem a presença dele.


- Devo dizer que só comecei a simpatizar com a Alícia após o primeiro dia dela no emprego. Ok, ela não ajudou muito, mas ver comentários ferinos de pessoas que nada sabiam sobre ela e o avô me fez ser solidária. Adaptar-se à vida de “sérias restrições orçamentárias” não foi fácil, assim como aturar Clóvis e a enxerida da esposa Telma (também não me daria bem com uma criatura assim), em meio às trapalhadas, à falta de senso, aos conselhos equivocados e aos rompantes de rebeldia. Alicia conta com o apoio da amiga Mari, inclusive na maior maluquice de todas: arrumar um marido de aluguel para curta temporada. Após uns candidatos nada a ver com coisa alguma, eis que aparece justamente alguém que ela não esperava: Max, o bonitão da empresa, com quem ela se desentendeu logo no primeiro dia. De olho em uma promoção na empresa, ele também precisava de uma esposa – afinal de contas, executivos casados são mais confiáveis.


- Pausa: Max é lindo. Max é inteligente. Max é gentleman. Max é gentil. Max é quase o Mark Darcy da Bridget Jones (só não é, porque a descrição física do Darcy é o Colin Firth e o Max é diferente). Onde tem um? Como encomenda? Sedex 10 entrega? Sim, é desse tipo: o que a gente lê, se apaixona, quer também e reclama barbaridade até saber que só existe no papel.


- A partir daí, os dois têm que fazer o plano dar certo: morando juntos, se adaptando um ao outro e tentando convencer a todos de que estão apaixonados. E não falta gente duvidando. Ao verem o plano ameaçado, Alícia e Max vão se desdobrar para evitar consequências ainda mais graves e acabam envolvidos em uma confusão maior ainda – envolvendo parentes (a família do Max é ótima), amigos (Mari está lá como fiel escudeira) e as pessoas no trabalho (não todos, mas GENTE FOFOQUEIRA DETECTED!). E quem lê, fica torcendo escandalosamente. Ao final do livro, a gente comemora o amadurecimento de Alícia, uma jornada de amor linda e que devia virar seriado (tem cenas altamente “filmáveis” no livro, eu me vi escalando elenco) e as ótimas gargalhadas. É um dos que vou reler várias vezes...


Beta Oliveira


Depois de comentar, preencha: Formulário

Comente com o Facebook:

9 comentários :

  1. O primeiro livro que li da Carina Rissi foi esse Procura-se um Marido e apaixonei pela autora. A protagonista é mtoooo doida, rebelde e rica, com certeza elementos pra confusao na certa....ainda mais herdeira de uma grande fortuna!
    Tb custei um pouco para gostar da Alicia, ela era mimada demais e acho que foi o jeito da autora mostrar a evolução dela e como amadurece.
    Clarooo que recomendo mto o livro e na verdade todos os livros dela. Queria tanto um autografo, hehe

    ResponderExcluir
  2. Esse está na minha lista de leitura,mas antes dele quero ler No Mundo da Luna.
    Que bom ver a resenha positiva,adorei conhecer um pouquinho da personalidade do Max e da Alícia,parece ser tudo o que espero,a escrita da Carina Rissi é divertida,merece todos os elogios que recebe.
    É muito fofa essa capa de uma noiva de tênis com ar de desapontada.

    ResponderExcluir
  3. Ainda não li nada da Karina, mas estou sempre lendo resenhas e ressaltam essa narrativa divertida, com diálogos engraçados. De cara já não gostei dessa mocinha mimada e fútil, mas tão logo seja possível pretendo ler o livro e dar uma segunda chance a Alice hahahahaha

    ResponderExcluir
  4. Leticia Ramos de Mello Oliveira8 de setembro de 2015 13:57

    Olá!

    Da Carina, eu só tenho o Perdida, mas este, por ter uma trama contemporânea também deve ser muito divertido.
    Apesar de que achei o Vô Narciso um pouco machista e antiquado, porque acho que não é preciso um marido para entrar na linha, mas sim força de vontade para fazer isso por si mesma, ele deu o empurrãozinho necessário para que de uma vez por todas a Alicia amadurecesse, mesmo que na marra, e ainda por cima deu uma lição digna de um programa de TV chamado Undercover Boss, que passa na TV por assinatura, que é a de nunca falar mal de quem trabalha com você, pois ela pode ser ou, no caso da Alicia, virar o seu chefe. Bem, essa parte eu estou adivinhando, pois não li o livro, mas acho que se ela não virar a dona da empresa no final do livro, ela vai abrir uma por conta própria que vai ser melhor que a do avô e depois vai fazer uma fusão entre as duas.
    Ok, devo parar, porque aqui literalmente baixou o Castle e suas suposições malucas e inventivas.

    Um abraço!

    ResponderExcluir
  5. Carina Rissi é uma autora que sempre vi em blogs, em resenhas que sempre teciam elogios, mas por alguma razão sem sentido nunca parei para colocar qualquer livro como desejado, ou comprar, ou algo assim. Mas depois dessa resenha só posso dizer que estava redondamente enganada!!! Amo chick lits bem humorados e completamente loucos e divertidos. Ter personagens com evoluções também é algo realmente legal de acompanhar.
    Enfim, gostei bastante de sua resenha e espero ter este livro em mãos o mais breve possível - tomara que goste, pois tem muitos elementos que deixam a leitura bem envolvente e prazerosa.

    ResponderExcluir
  6. Oie
    Eu amo a Carina então sou mega suspeita pra falar de qualquer livro dela.Eu li esse livro no começo do ano se não me engano e simplesmente amei.E se você descobrir onde encomenda um Max me conta que eu também quero o meu.Mesmo a Alicia sendo bem fútil no começo eu me vi do lado da personagem durante toda a história.Mas meu personagem favorito sem dúvidas é o Max,que coisa mais linda e fofa ele é .

    ResponderExcluir
  7. Linda a sua resenha tenho em ebook este livro e ainda não tinha lido e você me fez interessar por esta leitura agradável e a personagens me cativou e empolgou e com certeza vou ler esta historia agora obrigado

    ResponderExcluir
  8. Eu li ele no começo do mês passado, e assim conclui as leituras da divona, minha prefe Carina Rissi!!!
    Ameeeeeei!!! Gente, que livro lindo, divertido, criativo, fofo!!
    E o Max é realmente o Sr Darcy dos anos 2000 kkkkkkkkkk
    na parte dos iogurtes lá, aiiiiiiiiiiiii gameeeei de vez!!!!
    Ameeei! Um dos meus livros preferidos da vida!!!
    bjos

    ResponderExcluir

Obrigada por comentar!
Feliz dia!!!

Mais Recentes

Cadastre seu email

Você quer receber as postagens do CODINOME por e-mail? Então, inscreva-se aqui.

Em seguida, é preciso ativar a assinatura na mensagem de confirmação que vocês receberão em nome do Google FeedBurner.

Link Me!

CODINOME LEITORA

Codinome: Leitora - Copyright © 2016 - Todos os Direitos Reservados