Resenha: Invisíveis - Stef Penney

14/09/2015

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Invisíveis
Stef Penney
Ano: 2012 / Páginas: 382
Idioma: português
Editora: Intrínseca




Quando Rose se casou com o atraente Ivo Janko, integrante de uma família de ciganos nômades, muitos se perguntavam o que os dois tinham em comum. Rose é quieta e tímida. Ivo é taciturno, porém carismático. Depois que ela desapareceu, boatos diziam que ela fugira por causa de um filho que nasceu com o problema genético da família. Mas o pai de Rose, Leon, não tem tanta certeza disso. Ele quer saber a verdade e contrata um detetive particular para descobri-la.


É aí que entra Ray Lovell, um detetive, que embora pouco renomado, tem a vantagem de ser descendente de ciganos. Lovell concorda em pegar o caso. No entanto, sete anos após o desaparecimento de Rose, ele teme que tenha se passado tempo demais. Além disso, sua investigação é dificultada pelas únicas pessoas que poderiam ajudá-lo: a família Janko. Trata-se de um clã fechado, e a última coisa que desejam é um estranho se metendo em seus assuntos particulares.


Ray não consegue entender a relutância deles em ajudar. Qual é o motivo de não quererem que Rose Janko seja encontrada?




Oie Gente!


Eu peguei esse livro para ler por ter uma característica bem diferente dos outros livros investigativos que li esse ano: tudo o que é investigado envolve uma família cigana. Não é um livro policial, apesar de ser uma investigação. Ray Lovell é um detetive particular e foi contratado para encontrar Rosse Janko, que desapareceu seis anos atrás da casa do marido.

Ela havia casado com um homem que não conhecia, de uma família cheia de tragédias e tinha a esperança de, com o casamento, ter uma vida melhor do que a que tinha em casa. Nenhuma notícia foi dada por ela e todos acreditam que ela fugiu com um gorjio, um não cigano, abandonando o marido e o filho.


Eu comecei o livro tendo certeza que sabia o final. E cada pequeno detalhe da investigação ia reforçando isso.


Uma coisa diferente nesse livro é que os capítulos são alternados. Em alguns momentos o Ray narra no presente, em outros ele está no passado. E para me deixar um pouco mais perdida ainda tem os capítulos que são narrados pelo JJ, que é sobrinho da Rose. Eu fiquei um pouco confusa com essa alternância nos primeiros capítulos.


Eu achava que teria alguma coisa mais profunda sobre os costumes dos românicos, mas fora uns pouquíssimos termos e algumas pinceladas pela cultura deles, como serem nômades e morarem em trailers, não matou a curiosidade.
Uma informação aqui e outra lá e ninguém tirava da minha mente que o final da Rose tinha sido um só. Parece ser mais do mesmo, certo? Mulher desaparecida, família estranha... mas não é. Quando cheguei no final fiquei totalmente passada. Aquilo eu não imaginava. rs


Eu só achei que precisava de mais livro. rs Depois daquele final umas páginas extras seriam bem recebidas, porque eu fiquei com cara de ponto de interrogação olhando pra ele. Sabem, quando você olha e diz "sim, e aí? E aí? O que mais? O que mais?" Ela te pega desprevenida com a solução e depois passa a faca no livro.


Então mesmo tendo gostado da leitura, o desejo de mais livro, depois do final, me deixam na dúvida se eu gostei muito dele ou se eu detestei muito ele. hihihihihi


Beijos!


Barbara Santiago


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6 comentários :

  1. Bom, não é só um livro sobre uma família cigana, mas o investigador tbm descende de ciganos.
    Eu fiquei curiosa com a premissa e confesso que adoro histórias que contem pontos de vista diferentes, mas essa coisa de fatos do passado e do presente as vezes dá um nó no cérebro.

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  2. Gosto de livros investigativos,o que chamou minha atenção no enredo foi a família cigana,mas você disse que não foi aprofundada a cultura deles,isso é uma pena,seria um diferencial bem interessante abordá-la.
    Então o final,o que aconteceu com a mulher,surpreendeu?Isso é bom.

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  3. Oie
    Hoje mesmo eu tava refletindo sobre um livro que eu não sei se amei ou odiei,então entendo o seu sentimento em relação a essa leitura.Eu gosto de histórias investigativas e de acompanhar todo o desenvolvimento do caso,pelo menos nesse livro o final te surpreendeu,mesmo sendo meio que uma bomba jogada na nossa cara.

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  4. Leticia Ramos de Mello Oliveira22 de setembro de 2015 09:40

    Olá!

    Achei que é um livro bem diferente dentro do clichê de "O que houve com ela?". Acho que autor temeu um pouco os preconceitos em relação aos românicos e decidiu não entrar tanto em detalhes, apesar de que é coerente com o fato da família Janko não deixar estranhos, mesmo que eles tenham sangue cigano, entrarem em seu meio.
    Só temo que o final problemático somente diga o que houve com a Rose, mas não conte os motivos que levaram ao que aconteceu, pois seria como jogar uma bomba para o leitor, mas não dizer o que fazer após a explosão.

    Um abraço!

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  5. Tem cara de ser bom!! Bem diferente do que estou acostumada, e to precisando dar uma mudada de ares mesmo, rsrsrs
    Já está mais que anotado, assim que der, procurarei para conferi-lo! rs
    bjos

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  6. Ah, se tem uma coisa que não gosto são livros que me deixam com essa sensação de um imenso ponto de interrogação. Quando li a sinopse pensei que seria algo que traria riqueza de detalhes a respeito da cultura cigana, me decepcionei um pouco ao saber que não era esse o caso. Apesar de gostar de finais surpreendentes, não sei se leria este livro.

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