Resenha: Sangue Quente - Isaac Marion

14/06/2015

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Sangue Quente
Isaac Marion
Ano: 2011 / Páginas: 256
Idioma: português
Editora: LeYa Brasil




R é um jovem vivendo uma crise existencial - ele é um zumbi. Perambula por uma América destruída pela guerra, colapso social e a fome voraz de seus companheiros mortos-vivos, mas ele busca mais do que sangue e cérebros. Ele consegue pronunciar apenas algumas sílabas, mas ele é profundo, cheio de pensamentos e saudade. Não tem recordações, nem identidade, nem pulso, mas ele tem sonhos.


Após vivenciar as memórias de um adolescente enquanto devorava seu cérebro, R faz uma escolha inesperada, que começa com uma relação tensa, desajeitada e estranhamente doce com a namorada de sua vítima. Julie é uma explosão de cores na paisagem triste e cinzenta que envolve a "vida" de R e sua decisão de protegê-la irá transformar não só ele, mas também seus companheiros mortos-vivos, e talvez o mundo inteiro.


Assustador, engraçado e surpreendentemente comovente, Sangue Quente fala sobre estar vivo, estando morto, e a tênue linha que os separa.




Eu nunca havia lido um livro de zumbis, sempre tive nojo dessa raça, imagine só: uma pessoa morta, andando por ai com partes de corpos apodrecidas e faltando, e grunindo “cérebro”. Nojento né!


O problema é que eu fiquei curiosa de tanto ouvir falar sobre o livro e morria de vontade de saber como terminava! Minha curiosidade era só essa: o final do livro. E quando peguei ele nas mãos, fui correndo ler as ultimas páginas, e o que li me deixou curiosa para ler o começo. Daí pra ler o livro inteiro foi um pulo! KKkkkk


É claro que eu tinha preconceitos contra o livro, afinal é um livro de ZUMBIS! Todo mundo tem preconceitos com zumbis (eles estão mortos, caramba!), mas é difícil não gostar do R. Pode-se dizer que é um defunto com personalidade! Apesar de “morto” ele se agarra a vida, e se recusa a ser um morto como os outros que ficam andando a esmo por ai, só grunindo e comendo cérebros. Ele quer mais da “vida”, e durante uma caçada ele come o cérebro de um rapaz, se apaixona pela namorada dele e faz de tudo para mantê-la protegida. O R não é lá muito articulado, ele pensa muito, mas não consegue falar mais de duas palavras de uma vez, mas conforme ele vai convivendo com a Julie ele vai mudando, falando mais, os pensamentos ficando mais coerentes e aparece uma vozinha no fundo da sua consciência que o vai levando a se tornar uma pessoa melhor.


Bom, esse é um livro de zumbis, então não espere um discurso existencialista sobre o sentido da vida e blá-blá-blá... se quiser ler sobre isso eu recomendo Sartre, mais precisamente “A Náusea”. Senão, agarre o livro e divirta-se!


Cris Paiva


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5 comentários :

  1. Confesso que achei a histórias desse livro bem diferente, afinal o protagonista é um zumbi!! Mas como a história é divertida, acredito que vale a pena ler. Deve ser interessante ver a evolução do personagem R, de um zumbi que só pensa em cérebro para um ser pensante.
    Bjos !

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  2. Ainda não li o livro, mas já vi o filme.

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  3. Eu não li, mas assisti a adaptação e pra quem assiste TWD esse filme foi fichinha. "O R não é lá muito articulado, ele pensa muito, mas não consegue falar mais de duas palavras de uma vez,..." ele é não articulado de jeito nenhum hahahahahaha mas ele tem atitudes que compensam essa "deficiência", como manter Julie segura a qualquer custo ♥

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  4. Que legaaaal!!
    Também tennho nojo emedo de zumbis!!!
    Nem chego perto de medo dos livros kkkkk comecei a ler dois e parei, nooossa, de noite dá uma coisa!
    Mas agora fiquei curiosa para ler esse, já que o zumbi é cult kkkkkk com personalidade então??
    DEUS! Imagina se começarmos a gostar dos zumbis-mocinhos doslivros??? kkkkkkkkk
    vou anotar aqui, e se der, lerei sim!!!
    bjs

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  5. Li esse livro em e-book porque a trama dele me pareceu bastante diferenciada de outras que eu já havia lido. Confesso que as minhas expectativas estavam nas alturas e não foram completamente atendidas, mas a leitura valeu a pena, porque o enredo se desenvolve muito bem. Depois de ver a adaptação cinematográfica do livro fiquei um pouco decepcionada, visto que a produção acabou mudando muitas cenas que eu tinha gostado no livro. Por estas e outras é que eu sempre prefiro os livros!

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Feliz dia!!!

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