Resenha: Bangalô 2, Hotel Beverly Hills – Danielle Steel

07/06/2015

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Bangalô 2: Hotel Beverly Hills
Danielle Steel
Ano: 2015 / Páginas: 352
Idioma: português
Editora: Record




O agente literário de Tanya Harris liga com uma notícia bombástica: um famoso produtor de cinema quer que ela escreva o roteiro de seu próximo filme. E mais: a proposta inclui trabalhar hospedada no exuberante Bangalô 2 do Hotel Beverly Hills. De uma hora para outra Tanya precisa escolher se vai continuar com a rotina perfeita de escritora freelancer, dona de casa, esposa dedicada e mãe de família em São Francisco, ou se vai aceitar o convite e passar vários meses em Los Angeles, longe do marido e dos filhos, desestruturando a vida familiar para realizar um antigo sonho. Relutante e dividida, Tanya acaba aceitando o desafio. Mas será que tomou a decisão certa?


Ao chegar a Hollywood, Tanya é envolvida por um mundo novo e intoxicante, e mergulha em um trabalho que exige mais dela do que poderia imaginar. Inevitavelmente, vai se afastando da família, que começa, aos poucos, a se desintegrar, e seu sonho se transforma em seu pior pesadelo. Será que Tanya conseguirá conciliar a vida pessoal e a profissional em meio a tantas demandas opostas? Ou uma reviravolta do destino vai garantir para sua vida uma cena final inesperada e digna de um filme vencedor do Oscar? Uma trama emocionante com um desfecho surpreendente!




- Vou tentar não falar muito sobre a trama, então me desculpem caso não façam sentido para vocês. Faz muito tempo desde a última vez que eu li um livro da Danielle Steel. Uma coisa estranha é que eu não tinha muitas lembranças do estilo dela. Basicamente me lembrava de que ela sempre escrevia jornadas, repletas de dor e sofrimento, rumo à redenção (conclusão baseada no que me lembro de Caleidoscópio, o mais marcante dos que li). Então, se você é fã do estilo dela, não tenha medo. Vai encontrar o que espera. Se você a está reencontrando, como eu, pode estranhar algumas coisas. E se você nunca leu, fique atento.


- Temos a jornada de Tanya Harris, 42 anos, escritora e dona de casa competente, esposa do advogado Peter e mãe de Jason, que estava a caminho da faculdade e das gêmeas Megan e Molly, que estavam no último ano do ensino médio. A família, digna de comercial de margarina, tinha uma vida confortável e uma rotina fixa na pequena Ross, no Condado de Martin, ao norte de São Francisco na Califórnia. Até que Walt, agente de Tanya, liga com o convite irrecusável. Por um pagamento astronômico, ela escreveria o roteiro baseado no best-seller Mantra que seria produzido por Douglas Wayne, dirigido por Max Blum e com elenco estelar e com a promessa de um Oscar brilhando ao fim da jornada. No entanto, ela pretende recusar porque não quer se afastar da família. Termina convencida pelo marido a aceitar, com apoio de Jason e Molly e a recriminação de Megan, que se sente abandonada e não disfarça isso.


- Como toda escolha traz consequências, Tanya vai lidar com a fragilidade pelas acusações da filha; a culpa por se sentir relegando a família a um segundo plano; as profecias de que, ao conhecer os mimos de Hollywood, não se contentaria mais com a vida de dona de casa suburbana; com os mimos de Hollywood; com a exigência do emprego e com a dor de só ver a família aos fins de semana quando é possível. No entanto, calma que não estou contando o livro todo. Apenas o início; a saga de Tanya está apenas começando e iremos acompanhar tudo o que acontece nos três anos da vida dela, indo e vindo ao Bangalô 2 do Hotel Beverly Hills.


- Do que não gostei: a autora é muito repetitiva. Perdi a conta de quantas vezes ela destacou:
* as virtudes de Tanya como dona de casa, escritora, mãe de família e esposa competente e brilhante;
* quanto a oferta de Douglas Wayne era irrecusável;
* culpa, culpa, mea maxima culpa de Tanya por aceitar uma chance que poderia ser a última;
* quanto todos tinham certeza de que Tanya se deixaria seduzir pelas luzes, glamour e riqueza de Hollywood.
Sabe quando você começa a dizer ao livro “Já entendi isso, vamos evoluir?!”? Então, cheguei neste estágio. Poderia ter cortado muita lenga-lenga e ido direto ao ponto no terço inicial.


- Gostei que ela fez de Tanya uma personagem fiel à sua palavra (exceto na promessa de só fazer um roteiro, que termina quebrada como consequência da consequência de ter feito o primeiro), no entanto, não gostei que a fez praticamente uma mártir. Duvido, mas DUVIDO MESMO, que qualquer mãe aturaria o que ela ouviu de Megan sem colocar a pirralha adolescente no lugarzinho dela (#Madrehooligan ainda não leu, mas tenho certeza de que vai reclamar da criatura mimada e egoísta). Ela dedicou 20 anos da vida dela à família e no momento que surge uma chance única, ela nunca deveria se culpar por isso. Deveriam apoiar e incentivar. Claro que separação é chato e desgastante, mas ela não está indo para o outro lado do mundo. Não gostei de ver esta culpa retornar em outras oportunidades, sendo usada por ela mesma ou contra ela como desculpa ou justificativa para outras atitudes.


- No mais, o livro me fez sentir muita raiva diante da atitude de alguns personagens. Gente que acha que tem o direito de bagunçar a vida dos outros só por cobiçar alguém que não é seu. Gente que só quer se associar àqueles que considera perfeito para suas vidas. Gente que leva a vida de forma superficial, sem compromissos e magoando muito a quem diz amar. Gostei porque ela seguiu algo que a gente encontra na vida real: o happy end nem sempre está na próxima esquina, o que não nos deve impedir de tentar, quebrar a cara e continuar procurando por ele.


- Apesar de escrito há oito anos, o povo que me conhece vai entender a ironia de o meu happy end também inclui escalas na Inglaterra e em Florença. Não sei porque várias autoras estão ostentando algo que adoraria fazer na minha vida, mas ainda não foi possível...


Beta Oliveira



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6 comentários :

  1. Não li nenhum livro dessa autora, e a sinopse não me interessou, sem falar que autoras repetitivos acaba com minha paciência, e sinceramente, não gostei dos personagens... É, acho que o livro não faz meu estilo, mas gostei da resenha!
    Bjos!

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  2. Ixi, nao gostei do livro.
    Achei péssima a capa, esse trem rosa doí as vistas.
    E a história parece que não é muito o meu gosto. Uma pena!
    Sua resenha está ótima, sempre sincera e ajuda demais a ter uma ideia do livro.
    Bjus.

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  3. Não tive um começo legal com Danielle Steel. Li 3 livros e todos foram histórias com muitas desgraças e isso me deixou com um pé atrás, fazendo com que eu passasse longe de livros da autora. A resenha não me empolgou, mas ao menos parece que não tem uma história sofrida.

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  4. Não tinha lido resenha nenhuma, mas lembro que vi o livro e achei que fosse a continuação de alguma série hahaha

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  5. Eu amei a capa, achei lindérrima, e gostei das resenhas e do tema, apesar de sim,eu sei, amo os livros da Danielle, mas é MUITO repetitiva e MUITO triste.
    ooooooooh, que enrolação!
    Os livros dela tem muita encheção de salsinha, emuito choro, sofrimento, chega uma hora que vc quer entrar no livro e gritar pra personagem parar de drama e seguir em frente, nem que for pra se empanturrar de chocolate!! kkk
    mas eu curto os livros dela sim, no final, costumam ser legais! ;)
    bjs

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  6. Eu confesso que as minhas experiências com essa autora não forma exatamente as melhores. Essa série não me chama muita atenção, e depois que tu comentou sobre a trama ser bastante repetitiva acho que a vontade de ler só diminuiu.

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Feliz dia!!!

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