Resenha: Os doze - Justin Cronin

07/05/2015

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Os Doze
A Passagem # 02
Justin Cronin
Ano: 2013 / Páginas: 592
Idioma: português
Editora: Arqueiro




Em A passagem, doze prisioneiros sentenciados à morte foram usados em um experimento militar que buscava criar o soldado invencível. Mas a experiência deu terrivelmente errado. Um vírus inoculado nas cobaias acabou com qualquer resquício de sua humanidade e elas fugiram, matando ou infectando qualquer um que cruzasse seu caminho. Os infectados se tornavam virais obedientes a seu criador, mais um de seus Muitos.


No caos que se formou, a única chance de sobrevivência para a espécie humana eram fortificações altamente protegidas. Assim se formou a Primeira Colônia, um reduto a salvo dos virais, mas isolado do resto do mundo. Noventa e dois anos depois, uma andarilha surgiu às portas da Colônia. Era Amy Harper Bellafonte, a Garota de Lugar Nenhum, aquela que iria liderar um grupo de colonos e...


Agora, cinco anos após ter cruzado as Terras Escuras em busca de respostas e salvação, seu grupo está separado. Cada um seguiu seu caminho, mas seus destinos logo voltarão a se cruzar, num embate definitivo contra uma ameaça mortal. Fanning, o Zero, aquele que deu origem ao apocalipse, tem planos para refazer o grupo dos Doze e conta com um aliado poderoso, disposto a qualquer coisa em nome da própria imortalidade.


Segundo livro da trilogia A passagem, Os Doze nos faz questionar a mente humana, os avanços científicos e a busca do poder que leva a uma certeza sombria de nossa capacidade para o mal. Mas, acima de tudo, ele reforça nossa esperança em uma humanidade que se adapta, sobrevive
e não se rende.



Oie Gente!
Post de hoje é do segundo livro da trilogia “A Passagem” e demorou um pouco para sair por ter sido a leitura mais turbulenta que tive nos últimos meses. Precisei ler o livro duas vezes para conseguir resenha-lo, tamanha enormidade de acontecimentos em “Os Doze”.
Peter, Amy e Alicia estão muito distantes do final de “A Passagem” e ninguém tem notícia dos outros. Após aquele final abrupto no primeiro volume, descobrimos que vários anos se passaram e que os três não estão exatamente juntos.
Peter juntou-se aos Expedicionários e junto com a Alícia combate ao lado deles.
Amy agora vive com as irmãs e cuida das crianças, mas algo estranho vem acontecendo com ela.
O que nenhum dos três pode imaginar é que um mal muito pior se aproxima e que Os Doze estarão reunidos outra vez.
Será que a humanidade sobreviverá?
Ou será que os virais tomarão conta de tudo?
Assim como o primeiro livro, “Os Doze” é maravilhoso, mas não se deve lê-lo achando que irá encontrar o mesmo ritmo e ou estilo utilizados pelo autor no livro inicial. (que foi o que eu fiz no início, o que me causou certa frustração)
Minha leitura demorou um pouquinho para pegar ritmo, mas depois dos seis primeiros capítulos o bichinho da curiosidade já tinha me picado e eu já não conseguia mais largar o livro.
Aí você se pergunta porque então eu achei a leitura turbulenta, já que foi uma daquelas devoradas-numa-mordida-só.
Primeiro foi porque eu precisei dar umas boas espiadas no primeiro livro para lembrar o que tinha acontecido com quem.
Também existia uma enorme expectativa em o que aconteceria e se ele conseguiria se superar, o que nunca é um bom prenúncio, já que normalmente causa decepções.
Também estranhei durante boa parte do livro o aparecimento e desaparecimento de alguns personagens sem qualquer explicação.
Mas aí as páginas foram passando e o que me parecia aleatório foi se mostrando justificado e muito importante. (apesar de um pouquinho confuso)
Percebi um aumento considerável na violência (saaannnggguueeee), mas nada que não fosse esperado de uma trilogia pós-apocalíptica. Só que por conta disso você precisa preparar o coração para ver seus personagens favoritos sofrerem. Muito.
Nenhum deles, dos mais novos aos mais velhos, sairão de “Os Doze” inteiros. E por mais que você sofra com isso, também é um dos motivos que irão fazer você grudar no livro e não conseguir largá-lo.
Eu confesso que eu sofri tanto lendo esse livro (são tantas desgraças acontecendo que até as pedras se emocionariam) que não conseguiria expressar isso aqui nem com dois dias de resenha e todos os spoilers do Universo, então espero apenas que vocês aceitem minha palavra dizendo que ele é uma experiência única.
Não vou dizer que foi melhor ou pior que “A Passagem”, mas vou dizer que ele foi absolutamente diferente.
Para quem está se peguntando pelo terceiro livro, aparentemente o Justin ainda está escrevendo-o. Mas quem gosta de alguns petiscos, vez ou outra tem algum comentário sobre o livro no facebook da trilogia.
Eu vou ficar por aqui fingindo que não morrerei de curiosidade pelo próximo volume e torcendo para ele não demorar tanto quanto “Os Doze”.
Beijos!


Barbara


Trilogia A Passagem
#1 A passagem < Leia a resenha >
#2 Os doze
#3 The City of Mirrors (Previsão de lançamento Outubro/2015)


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6 comentários :

  1. A Passagem foi um dos livros que mais gostei. Acho que é inevitável ler uma série e não compará-la ao primeiro livro, esperando o mesmo ritmo, e um livro com tantas páginas demora sim pra leitura engrenar. Amei A Passagem, mas demorei um pouco até achar o ritmo e acho que com Os Doze será a mesma.
    Ansiosa!

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  2. Eu amei o livro, e assim como você no inicio me senti meio perdida rs, o problema na demora em sair a continuação é esta a gente começa a esquecer muitos detalhes que são muito relevantes no enredo.
    Eu demorei mais para ler este do que o primeiro, mas mesmo assim posso dizer que adorei tanto quanto o primeiro.
    Nossa se o terceiro ainda vai demorar um tempinho para sair la fora imagina aqui rsrs, mas é um lviro que vale a pena e vou ficar aqui roendo as unhas de ansiedade.
    beijos.

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  3. Oi! Não conhecia essa trilogia, mas os mundos pós-apocalíticos estão conquistando muitos leitores. Já li muitos, mas, por enquanto, me mantenho afastada deles. Leituras assim costumam ser cheia de ações e agitadas, no momento não estou preparada. Esse é um dos livros que provavelmente pode fazer com que o leitor enfarte de tantas reviravoltas que acontece rsrs. Realmente, livros que compõem uma série ou trilogia, temos que ir com calma, o segundo livro sempre costuma mudar o jeito da leitura e nem por isso fica chato, porém mais explicativo, concentrados nos personagens.

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  4. Eu adorei a capa desse livro, e pela tua empolgação na resenha, deu pra ver que o conteúdo também é super interessante. Como eu adoro histórias com esse tema, acho que a leitura valeria super a pena. O enredo é bem construído pelo que pude perceber, e acho que a premissa tem tudo pra dar uma boa história.

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  5. Danielle Demarchi31 de maio de 2015 08:41

    Ainda não li "A Passagem" e nem estava muito interessada em ler, para ser sincera. No entanto, sua empolgação relacionada ao segundo livro é tão visível nessa resenha que terminei de ler seus comentários realmente interessada na história. São livros bem grandes, não são? Imagino o quanto você deve ter gostado da trama pra ter lido duas vezes para conseguir fazer a resenha.
    Pelo jeito esse autor não é dos mais bondosos, não é mesmo? Somente pelo que você contou já fiquei sofrendo por personagens que ainda nem conheço, pois é bem tenso saber que ninguém vai sair ileso dessa história toda.
    Agora estou super curiosa para ler a trilogia, mas acho que vou esperar o último livro ser lançado no Brasil, pra não correr o risco de morrer de ansiedade! hahahah

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  6. Leticia Ramos de Mello Oliveira31 de maio de 2015 19:42

    Esse não é meu tipo de livro: Ver seres do mal, sobrenaturais ou criados pelo homens matarem e violentarem os homens para dominar o mundo (apesar que nós humanos estamos com a tendência de fazer a mesma coisa) e ver personagens que você se apega sofrerem e morrerem me parte o coração, principalmente porque fico achando que posso fazer melhor.
    Mas a trama é eletrizante e faz pensar: O Justin já acabou de escrever o final? hihihi

    Um abraço!

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