Resenha: Garotas de Vidro - Laurie Halse Anderson

27/05/2015

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Garotas de Vidro
A verdade nem sempre é o que enxergamos
Laurie Halse Anderson
Ano: 2012 / Páginas: 272
Idioma: português
Editora: Novo Conceito




Lia está doente e sua obsessão pela magreza a deixa cada vez mais confusa entre a realidade e a mentira. Mas ela perde totalmente o controle quando recebe a notícia de que sua melhor amiga, Cassie, morreu sozinha em um quarto de motel. E o pior: Cassie ligou para Lia 33 vezes antes de morrer.


O que começou como uma aposta entre duas amigas para ver quem ficaria mais magra tornou-se o maior pesadelo de duas adolescentes reféns de seus próprios corpos.


Ao negar seu problema, Lia impõe a si mesma um regime cruel em que contar calorias não é o bastante. Ao omitir seu desespero, apela ao autoflagelo numa tentativa premeditada de aliviar seus tormentos. Seus pais e sua madrasta tentam ajudá-la a qualquer custo, mas nem mesmo sua doce irmã, Emma, consegue fazer com que Lia pare de se destruir.
Agora, Lia precisa encontrar um modo de lidar com todos os seus fantasmas, e a morte de Cassie é um deles.


Garotas de Vidro é uma história intoxicante sobre a autorrepugnância e a busca pela identidade. Neste livro, Laure Halse anderson aborda de modo realista a dolorosa condição de jovens que sofrem de transtornos alimentares e sua complicada relação com o espelho e consigo mesmos.




O livro tem somente 272 páginas, mas levei uma semana para terminá-lo. O drama de Lia me consumia tanto que não aguentava ler muitas páginas. Como uma comilona desesperada, ler sobre a fome que ela passava me assustava. Mas nada me deprimia mais que imaginar que isso poderia acontecer comigo por querer tanto emagrecer.


Só que o livro vai além, não só mostra como pensa uma anoréxica, mas mostra que não era somente vontade de emagrecer. Era a vontade de ser invisível. De se esconder das coisas que ela não conseguia lidar.


O livro é doloroso, mostra a impotência dos pais em lidar com o problema e o drama de Lia a cada dia. Por incrível que possa parecer o que mais me chamou a atenção nela, foi sua inteligência. A forma como ela racionaliza as coisas mostra a tremenda capacidade que ela possuía, só que estava presa à aqueles sentimentos destrutivos. Realmente era como vê-la presa dentro de um vidro.


Nunca tive imaginação para sequer tentar pensar em como essa doença é perigosa, lendo esse livro pude perceber isso e o ser humano por trás da doença.


Um livro bem escrito, que vale a pena ler.


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5 comentários :

  1. Uma palavra para descrever esse livro? Perturbador! Foram quatro tentativas e mais de dois meses para terminá-lo. O grande problema é mesmo o tema pesado. Sou uma pessoa que gosta muito de comer, me preocupo com o peso, mas nada excessivo - achoo), então, por várias vezes, me coloquei no lugar das personagens e isso foi angustiante. O livro serve como um alerta: vale tudo para ter o corpo perfeito - ou a magreza perfeita?

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  2. Eu realmente tentei ler o livro, mas ele acabou por exigir de mim mais do que eu poderia dar, e olha que não sou uma pessoa que se impressiona facilmente. O tema é bastante atual, e infelizmente é triste ver o quão real ele acaba se tornando. É como se estivéssemos na pele da protagonista e isso é definitivamente assustador.

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  3. Leticia Ramos de Mello Oliveira30 de maio de 2015 16:54

    Olá, Elis!

    Esse livro me fez lembrar algo que o Augusto Cury comenta em seus livros: Formamos pessoas muito inteligentes, mas não ensinamos elas a controlar e lidar com as suas emoções. Ok, quem lê os livros dele em casa é a minha mãe, mas ela sempre comenta isso. Mas é isso que veio na minha cabeça quando você falou da inteligência da Lia. Ela consegue raciocinar que o que ela faz a pode destruir, mas as emoções em relação ao passado dela a escravizaram de forma que só emagrecer é o único modo de fugir, escapar, sumir de um mundo que a oprime. Prefere estar na plateia e sumir, do que encarar o palco, tomar as rédeas de sua vida, e correr o risco de ser vaiada, mesmo que o mais importante não seja a opinião e pressão alheia, mas sim não ser refém da mente e de suas emoções. De novo, citei Augusto Cury na minha comparação, mas é o autor que junto com a Laurie consegue explicar o que ocorre com a Lia.
    Não é um livro para todo mundo, mas ele passa algo real e que ainda acontece com muitos adolescentes por aí.

    Um abraço!

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  4. Gostei da premissa do livro e a capa é muito bonita, passa o que o livro quer tratar, o rosto deprimido da menina escondido no vidro me fez refleti. Achei a trama fortíssima, esse é um tema que poucas vezes discutimos e quando fazemos isso não é da maneira certa, nunca tentamos saber o que se passa na cabeça dessas pessoas, achamos que é somente a procura por corpo bonito, mas não é, é a busca por aceitação de alguma forma. Com certeza é uma história emocionante, acho que também não conseguiria ler rapidamente o livro, pois choca.

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  5. Hello!
    Vendo so a capa nao imaginei que anorexia era o tema do livro! Tenso demais isso!
    Nessa era de todo mundo tem q ser magro, bonito e rico, esse livro veio para dar um choque na gente!
    Acho que eu iria ficar igual a vc, tendo que ler aos poucos, pq eu entro mesmo na estória e fico com ela na cabeça.
    Mas o tema é interessante, leria se tivesse oportunidade.
    Bjus

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Feliz dia!!!

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Oi gente, o blog ganhou um layout novo e como eu migrei do wordpress para o blogger, os posts antigos estão muito bagunçados. Toda mudança gera uma bagunça e não seria diferente por aqui.
Irei arrumando os posts sempre que eu tiver um tempinho, conto com sua compreensão.

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