Resenha: A casa assombrada - John Boyne

13/05/2015

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A Casa Assombrada
John Boyne
Ano: 2015 / Páginas: 296
Idioma: português
Editora: Companhia das Letras




Eliza Caine tem 21 anos e acaba de perder o pai. Totalmente sozinha e sem dinheiro suficiente para pagar o aluguel na cidade, ela se depara com o anúncio de um tal H. Bennet. Ele busca uma governanta para se dedicar aos cuidados e à educação das crianças de Gaudlin Hall, uma propriedade no condado de Norfolk – sem, no entanto, mencionar quantas são, quantos anos têm ou dar quaisquer outras explicações. Assim, ela larga o emprego de professora numa escola para meninas e ruma para o interior.


Chegando a Gaudlin Hall, Eliza se surpreende ao encontrar apenas Isabella, uma menina que parece inteligente demais para sua idade, e Eustace, seu adorável irmão de oito anos. Os pais das crianças não estão lá. Não se veem criados. Ela logo constata que não há nenhum outro adulto na propriedade, e a identidade de H. Bennet permanece um mistério.


A governanta recém-contratada busca informações com as pessoas do vilarejo, mas todos a evitam. Nesse meio tempo, fica intrigada com janelas que se fecham sem explicação, cortinas que se movem sozinhas e ventos desproporcionais soprando pela propriedade. E então coisas realmente assustadoras começam a acontecer…




Olá!


Confira a resenha de A casa assombrada, do autor John Boyne. Mesmo autor de O menino do pijama listrado.


Não é nenhum spoiler dizer que o livro é de arrepiar, já que o próprio título já remete a isso, A casa assombrada. O que deixa ainda mais sombrio é a época em que se passa, 1867, a atmosfera criada, o frio intenso, as brumas, a própria Londres ,as cidades mais do interior envolvidas, e a narrativa fantástica do autor que mantém um fio tenso no ar, além da parte psicológica que ele descreve das personagens.


O pai de Eliza Caine, um aficionado por Charles Dickens e insetos – ele é entomologista – veio a falecer após uma apresentação, onde o próprio Dickens lê uma de suas obras. Nesse dia uma chuva horrível e ventos levam a piora de sua já frágil saúde , e ele sucumbe no dia seguinte.


A jovem Eliza, agora sem seu pai e não tendo nada mais em Londres, apenas seu trabalho como professora de uma escola de meninas, em seu luto, responde a um anúncio de emprego que leu no jornal, para trabalhar como governanta no condado de Norfolk. Ela é aceita sem perguntas, tudo é sinistro desde o início do livro.


Chegando ao seu destino, na estação de trem, Eliza, em meio a uma névoa densa quase sofre um acidente fatal.


Ao chegar na casa Gaudlin Hall, conhece as duas crianças que ficarão sob seus cuidados, Eustace e Isabella. Ambos se comportam de maneira estranha. Onde estão seus pais? Há somente um zelador muito mal educado e tosco, o sr. Heckling.


Em 12 meses várias governantas passaram por lá e a última, esbarrou com Eliza na estação de trem, e caiu fora sem falar nada.


Tudo é sombrio, sinistro, cheio de suspense. As pessoas na cidade ao saberem onde ela trabalha, olham de soslaio e passam a tratá-la diferente, e se esquivam de responder as suas perguntas. Muitos mistérios pairam sobre a secular Gaudlin Hall.


Ninguém responde nada de concreto sobre a casa ou sobre a família. Em vários momentos me lembrou do filme Os Outros, por conta da atmosfera.


Eliza vai ao escritório do advogado que cuida de toda parte financeira da família, sr. Raisin, pois todos fogem de dar respostas. Ele também acaba não esclarecendo muita coisa, a priori.


Várias coisas estranhas acontecem na casa. Alguma coisa maligna quer Eliza longe de lá, mas também há algo que a protege, apesar dos acidentes que acontecem.


A cada dia, Eliza está mais perto de descobrir um grande segredo, mas também mais perto de um grande mal que parece assombrar Gaudlin Hall, ou é tudo apenas imaginação de uma moça sozinha?


A narrativa prende. Quando pensamos que o autor revelou algo, tudo muda, como deve ser um bom livro de suspense. Há reviravoltas e muitas coisas inesperadas vão acontecer.


Eu como fã do gênero e muito observadora, arrisquei alguns palpites, mas a história surpreende. Recomendo.


Capa, diagramação e o papel amarelo tornam agradável à leitura.


leia um trecho – aqui


Rosana Gutierrez


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6 comentários :

  1. Adoro brumas, adoro névoa, amo personagens sorumbáticos!! Sombrio, sinistro e cheio de suspense, também!
    Pelo visto tem tudo o que eu gosto, vou correndo pegar pra ler! Hehehehhe

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  2. “A Casa Assombrada” é, sem dúvidas, um livro para todos que buscam um bom mistério, com um enredo profundo e cheio de lições. Agora, se vocês já conhecem John Boyne e são fãs do autor, corram para ler essa obra de arte!

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  3. Adoro o gênero, mas sou medrooooosa demais! Adoro esse lado sombrio e a resenha ainda possui as palavrinhas mágicas "história que surpreende"... já quero!

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  4. Oi! Comecei a me aventurar em livros de terror e esse provavelmente é, assim como suspense. Nunca pensei que se impressionar em cada cena poderia ser tão prazeroso e temer a cada página. A capa não me atraiu muito mais assim que li a resenha intendi que precisava ler esse livro. Histórias com casas mal-assombradas são sempre as minha preferidas e já fiquei tensa aqui ao saber que ela aceita um emprego sem nem ao menos conhecer um adulto que possa se responsabilizar pelas crianças, bom, ela já é estranha, misturando essas duas crianças e essa casa vai piorar. rsrs

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  5. Como eu gosto muito de histórias de mistérios e terror, esse livro seria um prato cheio para minha curiosidade. Jhon Boyne é um autor que eu admiro muito, ele sempre consegue nos tocar com sua escrita, e minhas experiências com seus livros até agora foram super positivas. Acho que vai ser interessante ver ele escrevendo num gênero diferente dos que está acostumado.

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  6. Leticia Ramos de Mello Oliveira31 de maio de 2015 13:46

    Me impressiona que o John Boyle consegue passar de um livro emocionante como O menino do pijama listrado para outro mais assustador como esse. Me dar até falta de ar pensar em porque ninguém responde as perguntas da Eliza. Ás vezes até penso que estão de conluio com os espíritos da Gaudlin Hall.
    Terror não é o meu estilo, mas para quem gosta, vai se assustar como nos melhores livros de terror psicológico.

    Um abraço!

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