Resenha: Abandono - Meg Cabot

22/05/2015

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Abandono
Trilogia Abandono - Livro 01
Meg Cabot
Ano: 2013 / Páginas: 304
Idioma: português
Editora: Galera Record




Pierce tem dezessete anos de idade e sabe o que acontece quando morremos.
É assim que ela conheceu John Hayden, o misterioso estranho que fez ela voltar a vida normal — ao menos a vida que Pierce conhecia antes do acidente — quase inacreditável.
Embora ela pense que escapou dele — começando em uma nova escola em um novo lugar — confirma-se que ela estava errada. Ele a encontra.
O que John quer dela? Pierce acha que sabe… também acha que ele não é um anjo da guarda, e seu mundo sombrio não é exatamente o céu. Mas ela não consegue ficar longe dele, especialmente porque ele está sempre lá quando ela menos espera, exatamente quando ela mais precisa.
Mas se ela deixa cair qualquer coisa, ela pode se ver no lugar que ela mais teme. E quando Pierce descobre uma verdade chocante, sabe de onde John a salvou: o submundo.




Olá!


Desta vez a querida Meg Cabot criou uma trilogia YA, com mitologia grega. E recheada de citações de Inferno, da obra Divina Comédia de Dante Alighieri.


Apesar de eu ter trauma de séries, pois muitas se estendem, ou demoram a ser publicadas, eu me empolguei com essa. E como lá fora já saíram os dois outros livros, fiquei mais tranquila kkk.


A série tem como base, o mito de Perséfone, que foi raptada por Hades, o deus do mundo inferior.


Trilogia Abandono


Abandono ( Abandon) – publicada Galera Record ;
Inferno (Underworld) – publicada Galera Record ;
Awaken -2013 – Ainda não publicada aqui.


Pierce é uma garota meio desastrada. Ao tentar salvar um passarinho, ela cai na piscina de sua casa, que estava coberta, devido ao inverno, e fica presa e morre.


Como assim, morre? Sim, ela morre e volta , quando os médicos estão cuidando dela. Todos pensam que ela teve uma experiência de quase morte. Mas não foi bem assim. Ela foi para um lugar onde várias pessoas aguardavam sua vez para pegar um barco. E lá estava John.


Ela realmente morreu e conheceu John. Todos pensam que foi uma experiência de quase morte, mas ela sabe que não foi. Ele deu um colar para ela e esse colar ainda está em seu pescoço.


Seus pais, depois desse acidente acabam se separando. E após alguns acontecimentos estranhos e problemas na escola, Pierce vai morar com a mãe em Isla Huesos. Local onde sua mãe nasceu, e onde moram sua avó, seu tio, que é um ex-presidiário e seu primo. Como sua mãe diz, vão tentar um recomeço. Tudo novo. A única vez que Pierce visitou a ilha, foi há muitos anos, no enterro de seu avó. E nesse dia, coisas estranhas já aconteceram.


A mãe de Pierce é bióloga e quer cuidar dos colhereiros, que são pássaros, na ilha, e vai trabalhar numa fundação que os protege, e que ela mesma fez a doação que a mantém. Reforma uma bela casa no único condomínio fechado e para lá se mudam.


Já morando na ilha, ela vai a escola e frequenta uma divisão diferente, seu primo também. Como se já não bastassem as coisas estranhas que aconteceram desde o acidente. Mas na escola tem uma orientadora bacana, com uma tatuagem dizendo:


“Cuide-se antes de se detonar”


Pierce tem o hábito de ficar passando pelo cemitério, tanto que o sacristão fica no pé dela por isso. Numa de suas andanças no cemitério, ela reencontra John e muitos mistérios e dúvidas começam a se esclarecer.


O nome da ilha, os costumes, tudo é peculiar. Como a noite do caixão, um ritual realizado pelos adolescentes, onde escondem um caixão feito por um grupo e o grupo formado pela turma mais nova deve encontrá-lo . E sobre o nome de Isla Huesos- Ilha dos ossos – é devido aos exploradores espanhóis, que há 500 anos, ao chegarem a ilha se depararam com esqueletos pendurados em todo lugar. Isso aconteceu pois a ilha tem enchentes e furacões, e naquela época, arrancaram os caixões do cemitério e fizeram essa bagunça. Agora os caixões são colocados em mausoléus para que isso não mais aconteça.


Quando tudo que é estranho já parece ter acontecido, Pierce percebe que além de ter de lidar com seus problemas, com a adaptação, há as Fúrias, seres mitológicos que torturam as almas no Tártaro ( mundo inferior), e que podem tê-la como alvo de sua vingança e raiva.


A capa é linda, tem um alto-relevo no nome do livro. A diagramação e o papel são agradáveis e apesar de alguns errinhos no livro, não compromete, devem ter passado despercebidos na revisão. Recomendo.


Rosana Gutierrez


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5 comentários :

  1. Roberta de Oliveira22 de maio de 2015 13:58

    Achei bem legal as referências,como o barco (de Caronte, né?). Gosto do estilo de livro que faz a gente ir atrás para entender, pesquisando, perguntando, adoro. Fiquei bem intrigada, confesso que fiquei com algumas suspeitas mas não consegui pegar o mistério todo (o que é bom, né... rsrsr)

    Abraços

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  2. Leticia Ramos de Mello Oliveira23 de maio de 2015 16:56

    Me lembro que já tinha lido algumas resenhas sobre essa trilogia e algumas dizem que não é uma das melhores da Meg. Mas como não li, não posso julgar sobre isso, já que cada um tem o seu gosto literário e pode gostar mais de uma trama e menos de outra.
    No fundo há uma mistura, já que a Divina Comédia é mais ligada a mitologia romana do que a mitologia grega. Mas de novo, meus conhecimentos sobre Divina Comédia são rasos e se cometi um erro, me avisem, por favor.
    Para terminar, parece que toda a vida da Pierce só estaria tranquila se ela tivesse morrido. Estou achando que a separação dos pais e a mudança dela para a Ilha Huesos parece ter sido planejado por alguem. Seriam as Fúrias ou alguém mais poderoso do que elas?

    Um abraço!

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  3. Nunca li nada dela, mas tenho uma amiga apaixonada por seus livros, principalmente os adultos... confesso: não sabia que Meg e Patricia eram a mesma autora. Enfim, ela vive querendo me emprestar seus livros e eu me esquivando. Não sei, mas as sinopses não me chamam a atenção.

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  4. Eu simplesmente amei a premissa desses livros. Já tinha gostado da capa, mas esperava mais um romance bobinho e sem novidades. Me enganei redondamente. Como boa amante de mitologia fiquei animada com a ideia de misturar tudo isso num enredo de mistério escrito por uma autora que sabe o que faz. Acho que tem tudo pra dar certo, e apesar de andar fugindo um pouco de trilogias ou séries fiquei bem interessada nesta.

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  5. OI! A Autora é conhecida e tem muitos livros que fazem os leitores suspirarem. Achei essa trama diferente, não entendi direito porque ele a salva, mas esse motivo com certeza é revelado. Quero saber o mistério que ronda a ilha e a própria garota, sem contar no rapaz que a salvou. Mitologia Grega é bem interessante e foi legal Meg basear-se nela para criar a história.

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