Resenha: Divergente – Veronica Roth

26/03/2015

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Divergente
Divergente # 01
Veronica Roth
Ano: 2012 / Páginas: 504
Idioma: português
Editora: Rocco




Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto. A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é. E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.



Não sei bem o que me levou a comprar o livro, não sou lá muito fã de distopias porque para o mundo ficar daquele jeito, algo muito ruim aconteceu e lógico, para que as coisas se acertem mais coisa ruim terá que acontecer. Mortes na maioria dos casos.


Beatrice nos mostra como funciona as coisas pelo seu ponto de vista (sim, é em primeira pessoa – ECA!). A facção dos seus pais é a Abnegação, um estilo de vida em que todos pensam no coletivo e não possuem metas egoístas. A palavra chave é o altruísmo. Portanto são membros do governo da sociedade. Mas Beatrice sempre viveu como se não se encaixasse, então na cerimônia de escolha aos 16 anos, muda sua vida ao ir para a facção da Audácia. Como o próprio nome diz, são pessoas que vivem no limite, sem medo de se arriscarem. As outras facções são a Amizade, a Franqueza e a Erudição.


Ah, como em um teste vocacional, cada adolescente passa por uma simulação para saberem para qual facção eles têm inclinação, mas no casa de Beatrice, seu teste não é o conclusivo, o que a torna uma divergente e esse tipo é visto como algo ruim que deve ser escondido. Caso de vida ou morte.


A partir da escolha, nos é mostrado como os iniciados devem ser preparados para a sua facção, como o livro é em primeira pessoa, vemos como é a iniciação da facção Audácia. E vou te dizer, é muito difícil! Os adolescentes têm que ser os mais fortes, os mais rápidos, os mais espertos e os mais corajosos. Pense em como isso é complicado? Olha, se eu estivesse lá teria chorado a noite também. Se bem que duvido que eu passasse no primeiro teste, entrar em um trem em movimento? Euzinha? É ruim hein…


A jornada de Beatrice, agora chamada de Tris é cheia de obstáculos, no qual o maior seja mesmo o fato de ser uma divergente e ter que esconder isso. O livro foi caminhando bem até aí, mas nada que me instigasse a continuar a leitura. Poderia ir dormir sem nenhuma curiosidade e terminar no dia seguinte na boa, mas então a mãe de Beatrice deixa cair um mistério, descobri o plano a lá “Pink e do Cérebro” muito facilmente, mas fiquei muito curiosa em como a autora resolveria a questão.


O que foi bem simplório, mas como é uma série e gostei do estilo da autora, os clichês e falta de ousadia foram compensados pelo dinamismo. Adorei o personagem Quatro, sua história foi bem marcante, só não entendi uma coisa, o carinha é somente dois anos mais velho que a Beatrice, como ela não o reconheceu já que eram da mesma facção? Isso não é explicado e fiquei com a pulga atrás da orelha. Outra pulga que ficou atrás da minha orelha foi, anos e anos e anos, ser divergente era como ter lepra, mas como isso começou? Porque somente na época de Tris que isso “explodiu”?


Li o livro em um dia só e estou muito curiosa pelo próximo. Foi uma boa escolha para um dia calmo em casa.


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Trilogia Divergente

#1 Divergente

#2 Insurgente

#3 Convergente

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4 comentários :

  1. Parei, não leio mais distopias apesar de curtir o gênero. Mas já sofri tanto nessas leituras que duram dias que agora me prometi somente assistir as adaptações, como foi o caso de Divergente. E fora que tbm não fico mais comparando livro e filme e posso assistir sossegada sem pensar "era assim no livro?"
    Gostei bastante do livro e te admiro por encarar a leitura!

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  2. ELIZABETH MACHADO SALLES27 de março de 2015 07:29

    Não consegui ler esta série ainda. Mas estou louca pra ler. As resenhas que leio sobre este livro só falam coisas boas como a sua. E fiquei encantada com o tema distópico dele. Se for como o filme mesmo sei que vou gamar de vez. Pois fiquei apaixonada quando vi o filme. A personagem tem cara de ser bem intensa e forte. Gosto disso numa história.
    Beijos.

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  3. Leticia Ramos de Mello Oliveira31 de março de 2015 21:26

    Olá, Elis!

    Fiquei muito curiosa sobre a trilogia Divergente quando saiu o filme e soube que era a Shailene Woodley que interpretaria a Tris, pois já conhecia a atriz de uma participação em um episódio de CSI:NY que vi anos atrás. Naquela época, eu já achava que ela teria um belo futuro com atriz. E acertei!
    Muitas das questões sobre essa questão da perseguição aos divergentes só será respondida nos próximos volumes (Sim, acabei sabendo certos spoliers quanto tive que pesquisar respostas para participar de um quiz sobre a saga. Coisas de quem participa de promoções.).
    Ah, até já entrei em um ônibus em movimento, mas estava mais para Peter Parker pegando o ônibus no filme do que a Tris pegando o trem em movimento.

    Um abraço!

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  4. Eu peguei spoiler do último livro e broxei com a série, como lidar agora?
    #mimimi

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Feliz dia!!!

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