Resenha: A linguagem das flores - Vanessa Diffenbaugh

04/02/2015

A_LINGUAGEM_DAS_FLORES

A Linguagem das Flores
Vanessa Diffenbaugh
ISBN: 9788580410174
Ano: 2011 / Páginas: 282
Idioma: português
Editora: Arqueiro


Nova edição


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Victoria Jones sempre foi uma menina arredia, temperamental e carrancuda. Por causa de sua personalidade difícil, passou a vida sendo jogada de um abrigo para outro, de uma família para outra, até ser considerada inapta para adoção. Ainda criança, se apaixonou pelas flores e por suas mensagens secretas. Quem lhe ensinou tudo sobre o assunto foi Elizabeth, uma de suas mães adotivas, a única que a menina amou e com quem quis ficar... até pôr tudo a perder. Agora, aos 18 anos e emancipada, ela não tem para onde ir nem com quem contar. Sozinha, passa as noites numa praça pública, onde cultiva um pequeno jardim particular. Quando uma florista local lhe dá um emprego e descobre seu talento, a vida de Victoria parece prestes a entrar nos eixos. Mas então ela conhece um misterioso vendedor do mercado de flores e esse encontro a obriga a enfrentar os fantasmas que a assombram. Em seu livro de estreia, Vanessa Diffenbaugh cria uma heroína intensa e inesquecível. Misturando passado e presente num intricado quebra-cabeça, A linguagem das flores é essencialmente uma história de amor – entre mãe e filha, entre homem e mulher e, sobretudo, de amor-próprio.



A linguaguem da flores é bem diferente do que eu costumo encontrar por aí.
Victoria é uma menina problemática. Abandonada quando bebê, ela já passou por diversos lares adotivos, mas sempre foi devolvida por ser intratável e nem um pouco sociável.
Agora, aos 18 anos, ela esta fora do sistema, desempregada e sem saber fazer nada. A única coisa que ela entende é a linguagem das flores, quando aprendeu com uma família adotiva (sua única chance verdadeira de ter uma família, que ela conseguiu sabotar).
Quando uma oportunidade única de trabalhar em uma floricultura aparece, ela agarra e sua vida parece que vai começar a entrar nos eixos.
Mas nada é fácil. Victoria não consegue se comunicar com as pessoas, ela é agressiva, introspectiva, e leva a autosabotagem as ultimas consequências. Os amigos se apresentam na vida dela, uma mãe, um amor... Mas ela rejeita a tudo e todos repetidamente. Ela simplesmente não consegue aceitar que pode ter uma vida normal. Isso dói tanto nela quanto em quem está lendo.
Gostei dessa estranheza da personagem, ela não tenta se fazer simpática em nenhum momento. Quando você começa a simpatizar, ela faz alguma coisa terrível e tudo volta a estaca zero. Por conta dessa personalidade difícil, você não acredita que a personagem tenha um final feliz, tudo indica ao contrario. Mas justamente por isso, você torce mais ainda para que esse final feliz venha de alguma maneira para ela, mesmo que seja de um jeito diferente do esperado.


Por Cris Paiva



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4 comentários :

  1. Este livro tinha chamado a minha atenção devido a capa, no caso, a primeira por ser tão singela e me remeter a uma pintura, tendo um visual muito bonito. Já havia lido algumas resenhas, mas não tinha prestado atenção ao fato da protagonista ser tão peculiar. Gosto de personagens com personalidades marcantes, totalmente a parte da "zona de conforto" e sinto que me identificaria ou apoiaria a Victoria por ter tido uma vida tão dura e difícil e ter lidado da melhor forma que conseguiu. Creio que esta obra sirva como uma lição, tendo algo a ser aprendido por entre a narrativa. Estou desejando este livro a algum tempo, porém ele sempre acaba sendo "desprezado" em meio a minha lista infinita de "aquisição literária" rsrsrs

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  2. Que bom que relançaram com uma capa nova, essa é beeem mais bonita que a antiga.
    Eu achei interessante a história do livro, a Victoria parece ser uma garota bem sofrida, tenho certeza que não é culpa dela ser assim. Só de ler a resenha já to sentido aquela vontade de pegar essa menina e de cuidar rs Adoraria ler esse livro.

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  3. Li ele há pouco tempo e é, como vc salientou, uma torcida. Vc torce do início ao fim por algo que nunca vem pq Victoria sempre põe tudo a perder. É um mecanismo de defesa e até acho que é involuntário, acho que ela nem sente o que tá fazendo. Por outro lado, não há como julgar alguém que só apanhou da vida por tais atitudes.

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  4. Leticia Ramos de Mello Oliveira28 de fevereiro de 2015 14:20

    Eu só percebi que a Arqueiro republicou esse livro com outra capa quando vi a capa antiga no Skoob (foi durante uma das promoções de aniversário do Skoob, quando pensei que iria ganhar, mas não ganhei nada, nada mesmo). A nova capa é melhor, pois a outra tinha cara de um livro mais alegre (até a tipologia do titulo é alegre), o que não é o caso do livro.
    Acho que qualquer um que tenha um trauma como o da Victoria iria trancar seu coração, pois teme que seja abandonada e acaba sendo abandonada exatamente por isso.

    Um abraço!

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