Resenha: Azul da Cor do Mar - Marina Carvalho

17/02/2015

AZUL_DA_COR_DO_MAR

Azul da Cor do Mar
Marina Carvalho
ISBN: 9788581633732
Ano: 2014 / Páginas: 334
Idioma: português
Editora: Novas Páginas




Azul da Cor do Mar - ACASO, DESTINO ou LOUCURA? No caso de Rafaela, Pode ser tudo isso junto. Para alguém como ela, nada é impossível.
Rafaela sonha desde a adolescência com o garoto que viu uma vez, perto do mar, carregando uma mochila xadrez... A idéia fixa não a impediu, porém, de ser uma menina alegre e muito decidida.
Ela quer ser jornalista, e seu sonho está se concretizando: Rafaela Vilas Boas (um nome tão imponente para alguém tão desajeitado) conseguiu um estágio no melhor jornal de Minas Gerais. Mas, como estamos falando de Rafa, alguma coisa tinha que dar errado. O jornal é mesmo incrível, mas seu colega de trabalho, Bernardo, não é a pessoa mais simpática do Mundo.
Em meio a reportagens arriscadas – e alguns tropeços -, Bernardo acaba percebendo, contra a sua vontade, que Rafaela leva jeito para a coisa... E que eles formam uma dupla de tirar o fôlego.
Mas e a mochila? E o garoto, o envelope, as cartas? Um dia a estabanada Rafaela vai ter que se libertar dessa obsessão.



Rafaela mora com os pais e seus três irmãos. Eles passam todas as férias de verão em Iriri no Espírito Santo. Ela gosta porque fica livre da rotina diária, sem preocupação com escola, trânsito, etc.


“Passo os dias só de biquíni, seja na praia ou na piscina de casa.”


Seus irmãos, superprotetores, não a deixam caminhar sozinha, tampouco a aproximação de qualquer garoto.


No verão de 2011, quase com 11 anos, fica horas na janela , contemplando o movimento da rua. Percebeu que todos os dias, na mesma hora, passa um garoto de bicicleta com boné na cabeça e uma mochila xadrez pendurada no ombro.


“Quando dei por mim, estava obcecada pela figura do misterioso garoto da mochila xadrez.”


No último dia de férias, ela vai caminhar na praia e observa o garoto sentado na areia. Ele abre a mochila, tira um envelope, põe-se de pé, livra-se da camisa, mergulha. Retorna sem o envelope, recoloca a camisa molhada, vira-se para o lado e seus olhos cruzam com os de Rafaela. Ela viu que seus olhos eram azuis, muito lindos.


Ele se foi, mas Rafaela nunca mais o esqueceu.


Desde os treze anos, Rafaela quis ser jornalista. O tempo passa, ela vai para a Faculdade, mas o garoto está presente em suas crônicas ou desabafo pessoal no seu diário.


Como era aluna exemplar, ela foi indicada pela professora de jornalismo investigativo, Sandra Pires, para uma entrevista de estágio em um grande jornal do estado de Minas, “Folha de Minas”. Passou na entrevista e ficou determinado que ela seria parceira de Bernardo nas reportagens de rua. No mesmo dia ela descobre que seu parceiro, além de arrogante e insuportável lhe diz que não sabe trabalhar em equipe.


“Como acha que vou dar conta do meu trabalho com essa garota na minha cola.”


“Agora era eu que não queria trabalhar com aquele ego inflado ambulante”.


Bernardo não perdia oportunidade para importuná-la com criticas e ironias.


“ Do alto de seu um metro e qualquer coisa perto de noventa centímetros, a Cria de Satanás me olhou de cima a baixo, detendo-se nos meus pés quase descalços.”


Ela foi com Bernardo acompanhar um julgamento no Fórum da cidade e para piorar a situação ela cai no estacionamento. Tudo ficou mais difícil ainda, mas ela não se deu por vencida. Acompanhou tudo, fazendo anotações. Foi para casa, digitou, encaminhou à editora-chefe e, para surpresa de Bernardo, foi publicada a matéria no jornal.


Rafaela escrevia para o “garoto da praia” frequentemente.


“Durante o jantar, ele me daria uma caixinha de veludo azul…um solitário de ouro branco incrustado… Por dentro estaria gravado: o garoto ama Rafaela….mas tudo isto só aconteceria se existisse um mundo paralelo…”


Ela não namora ninguém. Seu coração é do garoto. Ela tentou sair com um repórter do trabalho, mas desistiu. Uma noite, todos os jornalistas foram a um happ hour; quando Rafaela percebeu que Bernardo ficou com sua colega da escola,Gisele, saiu de lá e rompeu a amizade com ela. Sentiu-se traída.


Ela faz desabafo infundado com Sofia e Alice, duas colegas da faculdade, e também com o “garoto da praia”.


“Por favor, ‘garoto’, eu imploro: não fique chateado comigo. Nem com minhas amigas, elas não sabem o que dizem. É óbvio que não estou apaixonada por Bernardo.”


Em meio às reportagens arriscadas, Bernardo descobre muito profissionalismo em Rafaela; aceita a matéria que ela prepara, porém, o relacionamento deles ainda vai mal.


Rafaela é sequestrada e, após ser libertada, Bernardo a acompanha até a delegacia para esclarecimentos, momento em que ela se dá conta de que o ama.


“A constatação que eu amava Bernardo a ponto de abandonar o garoto, não era o único motivo para eu não querer acordar cedo…”


Pela última vez ela escreve ao garoto:”Decidi colocar um ponto final em tudo, sei que suas memórias serão guardadas nas páginas do livro que passei quase dez anos redigindo…”


Rafaela estava cansada e ia imprimir a despedida do ‘garoto’ após o banho. Deixou o material ali mesmo. Bernardo chega para apanhá-la. Ela se arruma no banheiro. Vai à sala e não o encontra ali. Ele se foi, por certo leu meu livro…


Ele foi trabalhar num jornal na Europa.


Rafaela se despede do “Jornal”, mas antes de tentar uma colocação em São Paulo, vai para a casa da praia em Iriri. Ela, mal sabe, que está prestes a desvendar um grande mistério…


Romance surpreendente, cheio de emoções das quais é impossível não partilhar. O leitor vai se encantar…


Por Rosana Gutierrez



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2 comentários :

  1. Essa é uma das capas mais lindas que já vi, mas a sinopse não me chama a atenção. Ando um pouco cansada dessa coisa de "te vi uma vez e já te amo"... não dá! Mas, por outro lado, gosto dessa coisa de misturar ficção com fatos reais, como ela comparar o cria de Satã com Chris Hemsworth ^^

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  2. Leticia Ramos de Mello Oliveira25 de fevereiro de 2015 15:36

    Tenho esse livro em casa e ainda não o li, mas mesmo assim, ao folhear, eu me delicio com muitas coisas.
    Além das comparações e referencias que a Jois citou, tem o cão do Bernardo, que se chama Cid Moreira (Sim, aquele Cid.). Fico imaginando se ele leu o livro, pois com certeza riu muito do xará. Mas imagino se durante a vida do Bernardo, ele teria o azar de encontrar com o Cid e ter que se explicar por causa do cachorro (Por isso tem gente que não recomenda dar nome de pessoa para animais domésticos.).

    Um abraço!

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