Resenha: A Passagem - Justin Cronin

15/01/2015

A_PASSAGEM

A Passagem
A Passagem # 01
Justin Cronin
ISBN: 8599296820
Ano: 2010 / Páginas: 816
Editora: Sextante




Quase um século depois que uma pesquisa científica financiada pelo Exército dos Estados Unidos foge do controle, tudo o que resta é uma paisagem apocalíptica. As cobaias utilizadas nos experimentos – prisioneiros a caminho do corredor da morte – escaparam do laboratório e iniciaram uma terrível carnificina, alimentando-se de qualquer ser com sangue nas veias e espalhando por todo o continente o vírus inoculado nelas.
Um em cada 10 habitantes pode ter sido infectado. Os outros nove se tornaram presas desses virais, criaturas animalescas extremamente ágeis e fortes cujos únicos pontos fracos parecem ser a hipersensibilidade à luz e uma pequena área frágil próxima ao esterno.
Em uma fortificação construída nas montanhas, cercada de muralhas de concreto e holofotes superpotentes, uma comunidade tenta sobreviver aos constantes ataques noturnos. Mas a precária estrutura que a protege está com os dias contados: as baterias que alimentam as luzes começam a falhar e uma invasão é iminente.
Não se sabe o que aconteceu ao resto do mundo: a comunicação foi cortada, não há governo e o Exército nunca cumpriu a promessa de voltar. Provavelmente estão todos mortos. Mas a chegada de uma misteriosa andarilha traz novas expectativas: ao que tudo indica, ela tem as mesmas habilidades dos virais, mas não sua necessidade de sangue. Agarrando-se a essa esperança, um grupo parte da Colônia para buscar mais sobreviventes – e a verdade fora dos muros.
Com uma narrativa tensa e bem-estruturada, Justin Cronin constrói personagens de complexidade psicológica surpreendente. Na transição do mundo que conhecemos para um que não poderíamos imaginar encontra-se uma humanidade sitiada pelos próprios erros.



Eu adoro o fim do mundo. Sim, isso mesmo que você está lendo. Eu, aquela que chora até com propaganda de margarina, adoro livros, filmes, jogos ou qualquer coisa que envolva uma catástrofe sem precedentes que leve ao fim do mundo.
Zumbis, neve, água, asteroides e qualquer coisa que destrua boa parte do planeta tá valendo.
A culpa disso é da Umbrella, que começou o vício muitos e muitos anos atrás quando espalhou o T-Vírus pelas ruas de Roccoon City e me infectou com essa mania. Depois de Resident Evil, vieram O Dia Depois de Amanhã, 2012 e um monte de outros “desgraça pouca é bobagem”.
Mas eu estava resistindo ao desejo de ler “A Passagem”, já que eu sabia que o segundo livro ainda não tinha saído no Brasil. Até que um dia…
Estava eu dia desses navegando, feliz e tranquila na vida, quando me deparei com a resenha de “A Passagem”, feita pela Lil Lá No Cafofo.
Vocês devem estar pensando “mas você já tinha lido outras resenhas antes, porque essa marcou sua entrada no vício?”.
A resposta é que eu nãos sei. A resenha da Lil me deixou curiosa e eu pedi o livro para a Arqueiro, que prontamente atendeu ao pedido.
Demorei uns dias para começar a ler (afinal de contas, 815 páginas era uma leitura que exigia dedicação), mas quando comecei não consegui mais largar. Vários dias indo dormir no meio da madrugada, acordando igual um zumbi, tendo pesadelos estranhos com personagens apavorantes e surtando a cada guinada que o Justin Cronin dava na estória.
Veja bem, “A Passagem” não é para aquele de coração fraco. Nem para aquele que desiste fácil.
Você se revolta, você quer *matar* o autor, jogar o livro na parede, gritar, espernear e enlouquecer alguém enquanto você enlouquece. Mas você não consegue, de nenhum jeito, largar a leitura.
O texto dele é tão bom, tão… completo, que faz meu coração de viciada em fim do mundo dar pulinhos de felicidade ao mesmo tempo em que era partido em tantos pedacinhos quanto o mundo como conhecemos.
Porque, se você está lendo isso e pensando em ler o livro, tenha em mente que o Justin vai, com muito cuidado e precisão, partir seu coração de leitor dedicado em milhares de pedacinhos minúsculos e sangrentos. Ele vai fazer você se apaixonar pelos personagens, torcer por eles, criar esperanças na sua alma romântica e depois destruí-las com uma precisão militar.
Querem ter uma ideia do que vão encontrar? Então deem uma espiadinha na sinopse:


Primeiro, o imprevisível: a quebra de segurança em uma instalação secreta do governo norte-americano põe à solta um grupo de condenados à morte usados em um experimento militar. Infectados com um vírus modificado em laboratório que lhes dá incrível força, extraordinária capacidade de regeneração e hipersensibilidade à luz, tiveram os últimos traços de humanidade substituídos por um comportamento animalesco e uma insaciável sede de sangue. (…)Enquanto a humanidade se torna presa do predador criado por ela mesma, o agente Brad Wolgast, do FBI, tenta proteger Amy, uma órfã de 6 anos e a única criança usada no malfadado experimento que deu início ao apocalipse. Mas, para Amy, esse é apenas o começo de uma longa jornada – através de décadas e milhares de quilômetros – até o lugar e o tempo em que deverá pôr fim ao que jamais deveria ter começado.


Leu? Ficou curioso? Pois fique sabendo que isso tudo aí, todo esse aglomerando de desgraça-do-fim-do-mundo é apenas o início do livro. Muitas, muitas outras coisas acontecem.
Você pode me perguntar o que acontece assim de tão bom, mas vou tentar contar o mínimo possível.
Posso dizer que você vai se encantar com a Amy nas primeiras páginas, querer segurar a mão do Peter nos momentos de dor, consolar personagens, bater no autor, entrar na estória, passar as páginas para saber o que acontece ao mesmo tempo que deseja rendê-las o máximo que puder, etc, etc, etc.
Foi amor (e sofrimento) a primeira linha. Gostei de tudo, desde as escolhas para as citações de abertura dos capítulos até aquele final de fazer curioso arrancar os cabelos e ansiosos subirem pelas paredes.
Estão se perguntando o que um livro-catástrofe está fazendo na terça sobrenatural? Eu explico: a catástrofe que assola nosso querido planeta são os meus tão queridos vampiros.
Isso mesmo! Vampiros!
Mas não são vampiros iguais aos meus Guerreiros da IAN.
Nãooo! A coisa está bem mais estilo Lilith de ser!
Só que, ao contrário da Lilith, esses “vampiros” foram criados pela necessidade macabra do homem de subverter teorias pacíficas e transformá-las em armas.
No caso, um cientista que havia perdido uma pessoa querida para uma doença terrível tentava criar algo que acabasse com todas as doenças do planeta.
Claro, tinha que aparecer um “Sargentão” do exército e transformar tudo em uma pesquisa para criar o soldado perfeito, imune as doenças, ferimentos, blá blá blá. Aí deu no que deu!

É isso aí, minha gente, eu vou sofrer. Preciso saber o que diabos acontece depois daquele final.
Porque, povos desse mundo de letras, aquele final só me deixou mais curiosa pelo próximo livro!


Por Barbara Santiago


Trilogia A Passagem


#1 A passagem


#2 Os doze


# The City of Mirrors (Previsão de lançamento Outubro/2015)



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4 comentários :

  1. Não é um livro fácil: muitas descrições sangrentas e 815 págs. Nossa, não via a hora de acabar e quando tava acabando eu só queria que as págs se multiplicassem... vai entender, né?! Meu único problema foi com uma cena: as pessoas se alimentavam de enlatados que foram fabricados há mais de 80 anos... como assim, mais de 80 anos e ainda estarem bons para o consumo?

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  2. Fui arrebatada!!!!!
    Você foi fisgada por uma resenha e eu fui oficialmente arrebatada pela sua!!!
    Adoro livros que envolvam ficção científica, por isso gosto tanto de distopias. Esse livro tem tudo o que eu mais gosto no gênero: ação, enredo envolvente, caos, destruição, personagens bem desenvolvidos... resultando numa dependência literária rsrsrs O número de página não me desmotivou nem um pouco e se a leitura foi tão boa, vai me deixar órfã depois! O bom é que eu posso incluir no Desafio Literário (no quesito "livro com mais de 500 páginas") já que estou com muita vontade de conhecer esse livro que parece ser tão maravilhoso.

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  3. Já estou com o meu Lara, também preciso ler, amo demais esse tipo de história!

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  4. Histórias tão complexas às vezes pecam nos detalhes né?

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Obrigada por comentar!
Feliz dia!!!

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