Resenha: O inferno de Gabriel – Sylvain Reynard

28/01/2015

O_INFERNO_DE_GABRIEL

O Inferno de Gabriel
Gabriel's Inferno - Livro 1
Sylvain Reynard
ISBN: 9788580411263
Ano: 2013 / Páginas: 512
Editora: Arqueiro




A salvação de um homem. O despertar da sexualidade de uma mulher.


Enigmático e sedutor, Gabriel Emerson é um renomado especialista em Dante. Durante o dia assume a fachada de um rigoroso professor universitário, mas à noite se entrega a uma desinibida vida de prazeres sem limites.


O que ninguém sabe é que tanto sua máscara de frieza quanto sua extrema sensualidade na verdade escondem uma alma atormentada pelas feridas do passado. Gabriel se tortura pelos erros que cometeu e acredita que para ele não há mais nenhuma esperança ou chance de se redimir dos pecados.


Julia Mitchell é uma jovem doce e inocente que luta para superar os traumas de uma infância difícil, marcada pela negligência dos pais. Quando vai fazer mestrado na Universidade de Toronto, ela sabe que reencontrará alguém importante – um homem que viu apenas uma vez, mas que nunca conseguiu esquecer.


Assim que põe os olhos em Julia, Gabriel é tomado por uma estranha sensação de familiaridade, embora não saiba dizer por quê. A inexplicável e profunda conexão que existe entre eles deixa o professor numa situação delicada, que colocará sua carreira em risco e o obrigará a enfrentar os fantasmas dos quais sempre tentou fugir.


Primeiro livro de uma trilogia, O inferno de Gabriel explora com brilhantismo a sensualidade de uma paixão proibida. É a história envolvente de dois amantes lutando para superar seus infernos pessoais e enfim viver a redenção que só o verdadeiro amor torna possível.



Sempre que falo que gostei da saga Crepúsculo, algumas pessoas me olham esquisito. Não consigo imaginar o porquê, já que gosto é igual a… Bem deixa pra lá. Então surgiram livros que vieram de fanfics da saga, eu óbvio, cai dentro. Li 50 tons amarradona, apesar que tanto na saga como nesse caso, realmente existiram coisas que eu não gostei ou que me irritaram muito, mas nada que realmente estragasse minha leitura.
Então surgiu o papo sobre Gabriel’s Inferno. Diziam que era melhor escrito que 50 tons porém a fato de ser uma fanfic da saga era notório. Eu cheguei a comprar o livro em inglês mas como minha pilha de leitura anda uma zona, o livro acabou sendo lançado em português, então comprei e no dia mais complicado da obra na minha casa, cai dentro.


Gente, eu pirei, garrei e surtei no livro. Realmente é notório que o livro veio da saga Crepúsculo, mas sabe como eu me sentia lendo? Que tudo o que eu queria que tivesse em Crepúsculo, finalmente estava tendo a oportunidade de ler.


Gabriel é um homem atormentado e solitário. Busca o prazer como substituto daquilo que perdeu. Ao conhecer Julia, não sabe como lidar com a atração e o sentimento de posse, por isso a trata muito mal, é grosseiro e esnobe. Aliás, ele abusa do direito de ser desagradável, mas só vamos entender o porquê dessas atitudes lá pelo final do livro. O odiei nesse começo e é provável que você também possa odiar, só não desista dele!


Julia é uma jovem que tem um amor guardado no peito e um passado traumático, ao receber todas as afrontas de Gabriel, sofre muito e não consegue assimilar que aquele homem é seu amor por todos aqueles anos.


As referências a Dante e Beatriz me cativaram. Foi um toque primordial para que o livro ficasse mais cativante do que já foi para mim. O amor entre Gabriel e Julia não era algo fácil e simples como os contos de fadas modernos que estou acostumada a ler. A carga emocional beirava o dramático, mas em nenhum momento eu achei desnecessário ou apelativo.


É a história de um homem e uma mulher que acham que não merecem o amor, mas que se amam muito e somente querem que seu par seja muito feliz, não importando o que eles tenham que fazer ou sacrificar para que o outro consiga isso.
Já sinto vontade de reler o livro e estou curiosa para ler o próximo, O julgamento de Gabriel (Gabriel’s rupture).


Ah e claro, quem não gostou de Crepúsculo ou 50 tons, tem boas chances de não gostar desse também, apesar de que na minha humilde opinião, o livro vale a pena e é melhor que os outros dois. E tem também o fato que apesar de alguns o chamarem de livro erótico, a verdade é que ele não é.


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Série Inferno de Gabriel

#1 O inferno de Gabriel

#2 O julgamento de Gabriel

#3 A redenção de Gabriel

 

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4 comentários :

  1. Oi Elis,
    Eu sou uma dessas que não gostou de Crepúsculo (e sim, li os quatro livros), não consegui passar da segunda página de 50 Tons.
    Fiquei bem curiosa com este livro na época do lançamento, mas a comparação com os outros dois + o fato de ser tido como erótico não me fizeram ir em frente.
    Não li o tão falado livro do Dante, mas acho que deve conferir uma beleza à trama. Gostei do mote e agora com sua dica de que não é erótico talvez eu encarre, quem sabe acabe gostando, né?
    Que o segundo seja tão bom ou melhor para você. =D

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  2. Tenho os dois primeiros livros, mas sempre tive medo de ler pq as resenhas destacam muito a Divina Comédia. Como não li e não vou ler, tinha medo de que ficasse boiando na história diante das citações. Isso é verdade?

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  3. Nem sabia que era uma fanfic de Crepúsculo mas não vejo nada de mal nisso, Crepúsculo não é tão ruim assim, só não é o melhor livro do mundo. Os filmes sim, esses são péssimos. 50 tons também é uma porcaria de mal escrito. Mas essa trilogia do Gabriel me chamou a atenção, apesar de não gostar de saber que ele trata ela tão mal.

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  4. Leticia Ramos de Mello Oliveira31 de janeiro de 2015 11:50

    Olá, Elis!

    Assim como a Nathalia, eu no passado não sabia que "O Inferno de Gabriel" era uma fanfic de Crepúsculo. Ok, no caso, o que contribuiu para minha ignorância é eu não ter lido a trilogia, já que poderia acontecer o mesmo que aconteceu com você, pois li 3 dos 4 livros da saga Crepúsculo (só não li Crepúsculo) e sou boa de intuir paralelos entre obras diferentes.
    Mas recentemente li o primeiro capitulo de "O Princípe das Sombras" no site da Arqueiro e só ai percebi que a Sylvain tinha se inspirado em Crepúsculo, mesmo que ela não deixe em evidencia o que é o Príncipe de Florença (Sim, eu disse "o que é" não "quem é").

    Um abraço!

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