Resenha: O Hipnotista - Lars Kepler

07/01/2015

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O Hipnotista
Lars Kepler
ISBN: 9788580570915
Ano: 2011 / Páginas: 480
Editora: Intrínseca




O massacre de uma família nos arredores de Estocolmo abala a polícia sueca. Os homicídios chamam a atenção do detetive Joona Linna, que exige investigar os assassinatos. O criminoso ainda está foragido, e há somente uma testemunha: o filho de 15 anos, que sobreviveu ao ataque. Quem cometeu os crimes o queria morto: ele recebeu mais de cem facadas e está em estado de choque.


Desesperado por informações, Linna só vê uma saída: hipnose. Ele convence o Dr. Erik Maria Bark – especialista em pacientes psicologicamente traumatizados – a hipnotizar o garoto, na esperança de descobrir o assassino através das memórias da vítima. É o tipo de trabalho que Bark jurara nunca mais fazer: eticamente questionável e psicologicamente danoso. Quando ele quebra a promessa e hipnotiza o garoto, uma longa e aterrorizante sequência de acontecimentos tem início.



Adoro romances policiais, ainda mais quando eles são bem escritos, tensos e me deixam nos cascos de tão nervosa!


Joona Lina é um policial que está investigando um crime horrendo. Uma família inteira foi esfaqueada e esquartejada e só tem um sobrevivente, um rapaz de 15 anos. Ele chama um médico psiquiatra para ajudá-lo a tentar descobrir alguma coisa do rapaz inconsciente, e rapidamente. E a melhor maneira de fazer isso é hipnotiza-lo!


Só que as coisas que o hipnotista, Erik, descobre viram o caso de cabeça para baixo e as repercussões ameaçam acabar com a sua carreira. Logo em seguida ele tem um assassino psicopata o perseguindo, e querendo desmembrá-lo por inteiro, a imprensa o atacando por ter hipnotizado alguém inconsciente e indefeso e algum maluco ameaçando a sua família.


A história não gira basicamente em torno do assassinato, como muitas pessoas pensam, mas em cima da investigação, do hipnotismo e das consequências que o ato de Erik gerou. Os assassinatos são apenas o catalisador disso tudo.


O autor alterna o foco da historia, para dar agilidade à trama; uma hora a ação está nas mãos do investigador, e na outra em Erik e em seu passado de hipnotizador e os seus antigos pacientes, e na atualidade com o drama que se desenrola em sua casa e na investigação que se desenvolve.


Não pude deixar de fazer um paralelo com a realidade que estamos vivendo no Brasil, já que parte do livro foca na delinquência juvenil, e nos nossos delinquentes e na maneira branda e paternalista como são tratados por nossa sociedade. Não pude deixar de pensar na maldade que as pessoas desenvolvem desde cedo, e em como ela progride até levar a termo atitudes assustadoras! Essa parte da maldade intrínseca à pessoa é o que foi o mais assustador no livro inteiro para mim.


Por Cris Paiva



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6 comentários :

  1. Adorei a resenha. Também gosto muito de romances policiais e esse me parece ser diferente, por tratar do hipnotismo no meio e por usar isso pra resolver o caso, não é um método muito aceito. fiquei com muita vontade de ler o livro.

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  2. Oi Elis e Cris,
    Gostei muito da resenha.
    Já tinha visto a capa do livro, mas nunca tinha parado para ler a sinopse, e foi o que me trouxe para ler a resenha.
    Que terror, não é a toa que o rapaz está em choque, 100 facadas, não era o dia dele mesmo.
    Fico imaginando a revolta pela hipnose. Sei que estou maluca para acompanhar essa trama, pena que a lista de leitura está enorme.
    Um drama policial do jeito que eu gosto. Com o bônus de acompanhar mais de uma visão. =)

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  3. Está na minha lista de leitura também, mas a minha lista também está enorme! rs

    Bjo

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  4. A resenha me deixou aflita e com muita vontade de ler!!!
    Não tenho o hábito de ler romances policiais, mas este me parece ser uma grande obra (e já adicionei no Skoob, sem titubear). Um assassinato brutal e uma tentativa de homicídio horrenda, juntamente com hipnose? Achei a sinopse muito atraente por juntar isso. Pelo visto, a história é bem ágil, envolvendo pontos de vistas intercalados (coisa que adoro em alguns livros) e adoro ler coisas que não me fazem desgrudar daquele contexto até ser finalizado. Enfim, apesar da minha lista enorme e infinita de "desejados" e "quero ler" no Skoob, não pude deixar de adicioná-lo.

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  5. Eu adoro um bom triller psicologico,
    eu nao esperava que o livro fosse tão bom quanto parece ser.
    Realmente a juventude do tudo posso de hoje esta terrivel, mas a maior parte a culpa é dos pais...eu acho, dão liberdade demais e responsabilidade nenhuma..é o que vejo rs,
    beijos.

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  6. Adoro romances policiais, mas eu meio que piro junto com os personagens.
    Me sinto no livro, mas nunca consigo descobrir o assassino... sempre coloco a culpa num inocente hahahahahaha

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