Resenha: O espadachim de carvão – Affonso Solano

26/01/2015

O_ESPADACHIM_DE_CARVAO

O Espadachim de Carvão
Affonso Solano
ISBN: 9788577343348
Ano: 2013 / Páginas: 256
Editora: Fantasy - Casa da Palavra




Filho de um dos quatro deuses de Kurgala, Adapak vive com o pai em sua ilha sagrada, afastada e adorada pelas diferentes espécies do mundo. Lá, o jovem de pele absolutamente negra e olhos brancos cresceu com todo o conhecimento divino a seu dispor, mas consciente de que nunca poderia deixar sua morada.


Ao completar dezenove anos, no entanto, isso muda.


Testemunhando a ilha ser invadida por um misterioso grupo de assassinos, Adapak se vê forçado a fugir pela vida e se expor aos olhos do mundo pela primeira vez, aplicando seus conhecimentos e uma exótica técnica de combate na busca pela identidade daqueles que desejam a morte dos Deuses de Kurgala.



Desde que li a sinopse do livro , fiquei curiosa. Adoro esse tipo de livro e tentei me manter na minha meta de leitura, mas não deu, deixei pra lá e fui ler o livro. O autor é brasileiro, o que devo confessar sempre me deixa com o pé atrás. Calma gente, não é um preconceito bobo, se você acompanha o blog sabe que eu leio muito autores nacionais, é que tem autores com a mania de abrasileirar coisas que deixam a narrativa estranha.


Logo no primeiro capítulo, parei tudo e bati palmas para o Affonso. A narrativa estava perfeita, nada de gírias estranhas, nada de modinhas. Só o bom tempero que um livro tão fantástico precisa. Fiquei besta como apesar de ser um mundo totalmente novo, com seres tão diferentes, em nenhum momento me senti perdida na história. A cada novo elemento, eu estava mais dentro de Kurgala.


Fiquei impressionada com a estrutura criada, nada era largado ao acaso, cada parte da história de Kurgala, como o que estava acontecendo com Adapak, tinha seu começo, meio e fim. A história em si é muito legal, mas eu creio que a forma como ela foi contada que a tornou imperdível. E o que é Adapak? Gente, que moço fora de série. Não dá para vincular a imagem da capa com ele, pelo menos eu não consegui. Ele é fofo demais, com um coração tão bom.


Quando finalmente é revelado o porquê de Adapak estar sendo perseguido, ai que virei fã do Affonso mesmo. O livro tem uma essência maravilhosa e recomendo para quem gosta de livros de fantasia e claro para quem gosta de sair da sua zona de conforto literário. Vocês irão perceber que não deixa nada a dever.


Bem, claro que o livro acaba e eu fiquei com algumas perguntas, algumas coisas não tiveram um “final” e preciso saber o que vai acontecer! Cadê o segundo??? Quero pra ontem!!!!


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4 comentários :

  1. Não tenho por costume ler livros nacionais e sempre me surpreendo com a quantidade de novos autores que estão aí, autores como Affonso com essa sinopse e capa maravilhosas! Tudo o que vc sentiu tbm senti... parece até que eu escrevi a resenha hahahahahaha
    Recomendo!

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  2. Oi Elis,
    Assim como você tenho receio de iniciar livros nacionais, mas encaro também e alguns são gratas surpresas.
    Não sabia que este é uma série. A capa é linda, e realmente a sinopse intriga.
    Gostei do mocinho apesar do nome estranho... kkkk
    Saber que o autor consegue nos transportar para o mundo que criou me deixou mega feliz.
    Pretendo ler sim, adorei a dica.

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  3. Já vi esse livro por aí e me encantei primeiramente com a capa, depois a sinopse que chama a atenção mesmo. É bom saber que o livro é tão bom assim, eu que gosto de fantasia, aventura e afins, fiquei mais interessada ainda.

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  4. Leticia Ramos de Mello Oliveira31 de janeiro de 2015 17:05

    Fantasia não é um dos meus gêneros favoritos, prefiro os romances, apesar de eu gostar muito da série "O mestre das sombras" de Catherine Fischer.
    Mas já tinha ouvido falar da Fantasy e dos ótimos autores que estão no seu catálogo. É a primeira vez que leio uma resenha sobre Affonso Solano e também já me deu vontade de ler. Ok que num romance contemporâneo, como autor, você pode abrasileirar as coisas colocando o cenário da história no Brasil, do mesmo modo que pode colocar o cenário em qualquer lugar do mundo, mas não podendo abrasileirar nesse caso. Mas na fantasia, isso não é possível, pois se deve criar um novo mundo ou universo, que funcione e que tenha regras e condições próprias. Pode até se inspirar em lugares reais, mas não se pode perder-se na inspiração.
    E o Affonso conseguiu fazer isso e de um modo que o leitor consiga se envolver com facilidade, porque já li resenhas de livros em que o resenhista reclama da dificuldade de se envolver ou da complexidade das explicações dadas ao leitor sobre o universo do autor, o que torna massiva a leitura de alguns desse livros.
    Mas vai ser duro esperar o segundo volume. Espero que esteja quase pronto, para que essa espera seja menor.

    Um abraço!

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