Resenha: A namorada do meu amigo – Graciela Mayrink

24/01/2015

A_NAMORADA_DO_MEU_AMIGO

A namorada do meu amigo
Graciela Mayrink
ISBN: 9788581635637
Ano: 2014 / Páginas: 336
Editora: Novas Páginas




Quando voltou das férias de verão, Cadu não imaginava a confusão em que a sua vida se transformaria. Era para ser um ano normal, mas ele entrou em uma enrascada e está correndo o risco de perder a amizade do cara mais legal do mundo. O que fazer quando a namorada do seu amigo vira uma obsessão para você?


Os churrascos da turma da faculdade talvez ajudem a esquecer Juliana, e, se depender do esforço do divertido Caveira, não faltarão garotas gente boa para preencher o coração de Cadu.


Mas não adianta forçar... Quem consegue mandar no coração? Alice, a irmã de Beto, é só mais uma das dores de cabeça que Cadu tem que enfrentar. A vida inventa cada cilada!



“The greatest thing you’ll ever learn is just to love and be loved in return”
(trecho da música Nature Boy)


- Desencontros amorosos sempre rendem histórias ficcionais ou não, não importa o estilo. Geralmente, a gente prefere ler ou ver filmes e novelas sobre elas, porque quando acontecem conosco não costumam ter tanta graça ou glamour assim. Afinal de contas, atire a primeira pedra quem nunca sofreu por amor. Seja amar sem ser correspondido, se apaixonar pela pessoa errada ou mesmo ser preterido por quem se ama.


- Este é o fio condutor deste livro da Graciela Mayrink. Cadu percebe que está apaixonado por Juju, a menina que não suportava quando eram crianças e que agora voltou mais linda que nunca. Só que ela é a namorada do melhor amigo dele, Beto. E aqui, entenda-se melhor amigo como aquele cara que sempre compartilhou as aventuras e segredos desde sempre. Percebeu o tamanho da encrenca? E o contexto não ajuda: todos moram em Rio das Pitangas. Beto, Cadu e Caveira continuam sendo os três mosqueteiros e estudam na Universidade Federal da cidade. Juliana voltou e foi para o Instituto, onde as irmãs de Beto estudam. Ou seja, não tinha como fugir ou, se vocês preferirem, colocar uma providencial distância, esperar a poeira baixar. Ele será obrigado a lidar com isso. E como a maioria das coisas na vida, não vai ser moleza resolver. Não tem solução “de manual”, tipo “faz isso, que tudo vai acabar bem”. Todas as possíveis decisões trazem consequências e o conceito de “certo” varia conforme o ponto de vista envolvido.


- Ambientado na rotina de adolescentes e jovens, temos a angústia de Cadu acontecendo após o verão das férias, durante o ano letivo e em meio à agenda do que envolve a rotina do grupo de amigos: estudos, esportes, festas e relacionamentos. Por isso, há vários momentos onde imprevistos levam a complicações ainda maiores e confesso que fiquei em suspense sobre o desfecho. E não vou falar mais nada, porque estou tentando não contar demais para que vocês descubram por conta própria.


- Adorei o fato de o livro ser narrado do ponto de vista de Cadu. Sim, sei que muita gente detesta narrativas em primeira pessoa, mas tirando a Anachata abusadora do itálico indefeso, não costumo ter problemas. E neste caso, gostei, porque é um dilema que ele vive, por isso, um narrador neutro, onipresente e onisciente (eita, gastei bonito agora os conceitos da aula de Literatura, hein!!!) talvez não soubesse expressar corretamente os sentimentos do personagem. Gostei do relacionamento de Cadu com o pai. E como uma fã confessa e surtada de Os Três Mosqueteiros, nem preciso dizer que quase dei pulos ao ver a referência, né? (E teve uma cena onde é mencionada uma devoção à trama com a qual me identifiquei...).


- Achei bonito, achei triste e achei crível, gente como a gente às voltas com as dúvidas, confusões e angústias da primeira paixão para valer. E deixei para o final a frase que minha mente achou de repetir em loop durante a leitura: “Tá achando que crescer é fácil?!”. Isso resume bem a história.


Por Beta Oliveira



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4 comentários :

  1. Oi,
    Entre o livro anterior e este confesso que senti mais curiosidade com o outro. Mas eu não sabia que era sob o ponto de vista masculino, e acho bem legal para dar uma mudada na mesmice.
    Cadu sempre acaba enrolado com as decisões do coração, né? Imagino os momentos de aflição dele.
    Sabe que não suportei ler Os três mosqueteiros? Li, mas foi um tormento. Sou mais os filmes. XD
    Gostei muito da resenha e pretendo dar uma chance.

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  2. Sempre que o ponto de vista é masculino eu fico mais curiosa para ler.
    Não li Três mosqueteiros, gostaria algum dia.

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  3. Bom, a sinopse deste livro nunca me chamou a atenção, mas acabei lendo. Foi cansativo, um tema bobo. Ando meio cansada desses dramas bobos de NA.

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  4. Uma situação dessas não deve ser fácil pra ninguém!!!!
    Nunca passei por nada do tipo, mas só consigo me sentir aflita pelo Cadu rsrsrsrs
    Aflição a parte, o livro parece ser bom, mas não me deixou tão interessada. Não houve nenhuma parte do enredo que me deixou entusiasmada. O que é uma pena.

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