Resenha: Morte Súbita – J.K. Rowling

30/01/2015

MORTE_SUBITA

Morte Súbita
J.K. Rowling
ISBN: 9788520932537
Ano: 2012 / Páginas: 501
Editora: Nova Fronteira




Quando Barry FairBrother morre inesperadamente aos quarenta e poucos anos, a pequena cidade de Pagford fica em estado de choque.
A aparência idílica do vilarejo, com uma praça de paralelepípedos e uma antiga abadia, esconde uma guerra.
Ricos em guerra com os pobres, adolescentes em guerra com seus pais, esposas em guerra com os maridos, professores em guerra com os alunos Pagford não é o que parece ser à primeira vista.
A vaga deixada por Barry no conselho da paróquia logo se torna o catalisador para a maior guerra já vivida pelo vilarejo. Quem triunfará em uma eleição repleta de paixão, ambivalência e revelações inesperadas? Com muito humor negro, instigante e constantemente surpreendente, Morte Súbita é o primeiro livro para adultos de J.K. Rowling, autora de mais de 450 milhões de exemplares vendidos.



Sempre ouvi o nome de JK Rowling ligada ao seu grande sucesso Harry Potter, nunca me interessei em ler esses livros, nem sei explicar bem o porquê. Mas quando soube que ela escreveu esse livro, que em suma não tem nada em comum com HP, a curiosidade foi imensa, tanto que pedi de amigo secreto. A linda Regina Polli me deu através da Livraria Cultura que acho a melhor em termos de entrega.


Comecei a ler o livro devagar, porque não é um tipo de história que me chame a atenção. Deixei a história me envolver mas em nenhum momento fiquei afobada para acabar. Me senti montando um quebra-cabeça e sempre me perguntando, o que ela quer dizer com essa história, me parece tão comum.


Barry FairBrother morre, deixando uma vacância no conselho de uma cidadezinha, que desencadeia uma sequência de eventos que até agora quando eu lembro fico pasma. Tudo que está na sinopse, acontece. Mas não é isso que é o grande boom da história para mim. Claro que os segredos e tudo que acontece impressiona, mas vemos aquelas coisas no dia a dia sabe. E quando não acontece diretamente conosco, ficamos sabendo que aconteceu com alguém.


O que me deixou colada na história, o que me deixou de queixo caído foi o próprio Barry. Seu personagem era a personificação da felicidade daquele lugar, dele dependia tudo que acontecia com aquelas pessoas. Sua ausência é notada o livro todo e várias vezes, eu, isso mesmo, eu aqui, pobre leitora pensava “Se o Barry estivesse vivo, isso não teria acontecido”, “Se o Barry estivesse vivo, ele saberia como consertar isso”.


Você conhece alguém assim? Alguém que faz a diferença na vida das pessoas?


Para mim essa foi a mensagem do livro, que todo lugar precisa de pessoas como o senhor Barry Fairbrother. Alguém que se importa, alguém que quer mudar as coisas. E principalmente, todo lugar precisa que esse sentimento se multiplique, porque se não, tudo acaba com a ausência desse alguém.


Assim que entendi a ideia do livro, meu coração se encheu de tristeza porque eu sabia que o livro não teria um final feliz. Fiquei magoada com o final, meu coração doeu por aquelas vidas e o pessimismo guerreou com a esperança de que talvez, somente talvez, alguém pudesse vir a substituir o senhor Barry FairBrother.


Não fiquei indiferente ao livro, a história apesar de comum, mexeu comigo. Acho que é um livro que vale a pena ser lido.


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10 comentários :

  1. Bom, nunca li nada da JK... não li/assisti HP, mas é que a série não me chama a atenção mesmo. Mas gostei do enredo de Morte Súbita e to ansiosa pela adaptação da BBC.

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  2. Olááá Elis
    Sabe que fiquei bem contente ao ver que não sou a única que não leu HP?! Nem os filmes me chamam atenção...
    O único contanto com a escrita dela foi recentemente lendo "O chamado do Cuco", achei a escrita um tanto enfadonha, mas gostei dos personagens e fui adiante na leitura. A trama tinha tud para me deixar desesperada para chegar ao fim, mas faltou algo e fui lendo devagar...
    Acredito que este eu leria com menos afinco ainda.... mas gostei do personagem, uma pena que ele tenha um final tão ruim, o mundo precisa de pessoas reais que se importem mais, e um fictício faz com que notemos com mais clareza.
    Só fiquei curiosa sobre o possível substituto e se as coisas se acertarão com a lacuna que o Barry deixou.

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  3. Leticia Ramos de Mello Oliveira31 de janeiro de 2015 11:27

    Olá, Elis!

    Apesar de ter o primeiro HP, eu não li a série e também só vi o primeiro filme. Mas acabei sabendo muito sobre HP lendo matérias e post sobre a série, o que me fez perceber que muitos dos temas que são tratados nas entrelinhas da história também são tratados em Morte Súbita, como a luta entre classes, a necessidade de viver mantendo uma determinada aparência e também a dependência de um local a uma pessoa que acaba sendo fundamental para a harmonia, já que o resto das pessoas só vivem em guerra e não conseguem manter essa harmonia. Com certeza é uma história para pensar e ver se mudamos de atitude.
    Agora ouvi falar que vão adaptar esse livro em forma de minissérie na Inglaterra, mesmo ele não tendo sido um sucesso como foi HP, mas espero que a série capte esses sentimentos tão bem quanto o livro.


    Um abraço!

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  4. Elis, deixando meu amor por HP de lado eu tenho que dizer que sinceramente prefiro HP mesmo rs Eu gostei de Morte Súbita mas não sei, foi um livro muito parado, demorei muito para lê-lo, em várias partes quase morri de tédio. Só no final foi que me animei pelas coisas estarem acontecendo mais rápido. Compreendi a lição que você tirou do livro mas me pareceu ser uma coisa tão simples pra um livro tão grande. Enfim, eu gostei mas não leria de novo.

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  5. Ah como eu gostei de Morte Súbita!!!!
    Apesar das opiniões serem bem contraditórias e muita gente ter falado na época do lançamento que "esperava mais de um livro da J. K." eu gostei muito do livro. Mesmo com o ritmo mais devagar o que me fez gostar mesmo foram os personagens tão humanos. Fiquei surpresa ao ver tanta corrupção, mentiras e segredos numa cidadezinha tão pacata e interiorana... O final me partiu o coração, mas serviu como um bom desfecho. Isso que destacou sobre a importância do senhor Barry é realmente presente e apesar de não ser materialmente presente na história é a ausência dele que faz tudo acontecer, terminando com um "pontinha" de esperança com uma das revelações finais.

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  6. Também não me chama a atenção HP.
    Provavelmente não vou ver a série mas acredito que vai funcionar bem.

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  7. Ainda quero ler O chamado do cuco porque gosto de livros policiais, vamos ver se eu gosto. HP eu já desisti mesmo rs
    O efeito dominó da morte dele é muito interessante de se ler Danielle.

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  8. Acredito que a série tem tudo captar a essência do livro porque é um drama urbano e a BBC costuma fazer série muito bem.

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  9. Eu não sou fã de dramas urbanos por isso Nathalia, tudo é muito sutil, nas entrelinhas, por isso não é algo dinâmico. Eu provavelmente não lerei de novo também.

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  10. Pensei como você Lara, é um bom livro e a JK conseguiu contar a história muito bem.
    Mas deixou meu coração em frangalhos o final.

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