Resenha: O Duque e Eu – Julia Quinn

01/09/2014

Ciao!!! 



E a dica da folga é O Duque e Eu... 

Vivi uma daqueles momentos onde consigo imaginar uma versão minha mangá lendo este livro nos mais diferentes cenários, rodeada de carinhas fofos e coraçõezinhos de tamanhos variados.

Sim, já deu para notar que eu gostei, né?

O Duque e Eu – Julia Quinn – Arqueiro

(The Duke and I - 2000)

Personagens: Daphne Bridgerton e Simon Basset, duque de Hastings

Simon estava de volta à Inglaterra, após anos viajando pelo mundo, para assumir o título de duque. E estava na mira de todas as mães com filhas casadouras. No entanto, acabou se aproximando de Daphne, irmã de seu melhor amigo. Era uma parceria de conveniência – ela o afastaria de pretendentes indesejadas. E pelo fato de ser alvo da atenção de um duque, ela se tornaria a mulher mais desejada da temporada. Não precisa ser gênio para entender que o plano vai ganhar contornos imprevistos por eles, né?

Comentários:

- GENTE, QUE LIVRO BOM!!!

Corri risco várias vezes de passar como “leitora maluca do ponto de ônibus” com a vontade incontrolável de dar gargalhadas lendo algumas cenas. Já tinham me avisado que a autora é muito boa. E eu não li as publicações de banca porque me disseram que as tesouradas rolaram em doses surreais. E valeu a pena ter esperado, porque, como disse, o livro é muito bom. Ele tem tudo que eu gosto: personagens bem escritos que te conquistam e te prendem até o fim, complexo de patinho feio (sim, é a fragilidade de um deles que faz a história andar), coadjuvantes que te instigam, uma dose de intriga, outra de coragem e tudo isso com ótimos diálogos. Vou reclamar de quê? Apenas de não estar com tempo livre para ter lido mais rápido – interromper a leitura me deixou de mau humor.

- Daphne já é uma veterana de temporadas e ainda não fez sucesso nem conseguiu propostas de casamento. A mãe, lady Violet, está empenhada em casar os filhos mais velhos (afinal de contas, são 8 filhos, 4 meninas, é muita preocupação para uma mãe só) e ela é uma figura impagável (aposto que #madrehooligan vai se identificar com ela: se os meninos Bridgertons lutassem UFC no primeiro golpe, ela estaria no octógono derrubando todo mundo: adversário, juiz e o próprio filho por forçá-la a esse sofrimento), sabe manipular quando necessário (adorei as cenas que ela faz os filhos fazerem o que ela quer sem que eles percebam isso hahaha). Gostei do vislumbre dos demais irmãos – Anthony é praticamente onipresente e palpiteiro (o que cria a expectativa para saber como ele vai reagir quando estiver em situação semelhante). E amei Colin, assim de graça, paixão à primeira vista, por ser o mais próximo em idade da Daphne vira o ”irmão compreensivo” e é mais fácil a gente gostar dele do que Anthony (o “irmão chato”).

- E os protagonistas? Apenas se você for um poço sem fim de insensibilidade não vai se render ao Simon no prólogo. É impossível não se identificar e se solidarizar com ele – e lamentar por pessoas que enfrentam situações parecidas. É legal ver como ele criou uma imagem pública que disfarçava bem os verdadeiros sentimentos. E fica óbvio para quem está lendo os momentos de fragilidade dele (e a essa altura, a leitora já virou uma paçoca na frente do livro doida pra entrar lá e comprar a briga dele, por ele e com ele, tudo junto já). E Daphne. Ah, Daphne. Fomos abençoados com uma heroína sensata, inteligente, espirituosa, tão teimosa e determinada quanto o teimoso protagonista. Afinal de contas, com relativa experiência com a intrincada mente masculina (convivência com quatro irmãos), ela consegue ser compreensiva quando tem que ser e prefere, pela norma de convivência familiar, conversar para resolver os problemas. Mesmo quando o duque é do tipo taciturno e calado. Ok, tem horas que ela fala demais (a cena na carruagem foi uma das que quase me transformou na “louca que fica gargalhando no ponto de ônibus”), mas é muito mais sensato e não deixa os problemas virarem barreiras intransponíveis.

- E claro, enquanto jornalista, nem preciso dizer que a fofoqueira Lady Whistledown ganhou minha total e irrestrita atenção. Primeiro pela genial estratégia de marketing para garantir público para a publicação. Segundo, por conseguir informações exclusivas e também resultado de uma bem sucedido capacidade de observação. Lógico que minha mente metida à investigadora já está curiosa para descobrir quem é (já descartei algumas possibilidades, mas com o decorrer da série espero mais pistas). E as comparações delas sobre homens e ovelhas e homens e mulas foram impagáveis.

Como está anunciado, este é o primeiro livro da série Bridgertons. Eis a lista completa, com o nome de cada irmão protagonista. À medida que os livros forem publicados, atualizo com os respectivos cônjuges.

1. The Duke and I (2000) - O Duque e Eu – Daphne Bridgerton e Simon Basset. 

2. The Viscount Who Loved Me (2000) – O Visconde que me amava – Anthony Bridgerton e Kate Sheffield

3. An Offer from a Gentleman (2001) – Um perfeito cavalheiro – Benedict Bridgerton e Sophie Beckett

4. Romancing Mr. Bridgerton (2002) – Os segredos de Colin Bridgerton – Colin Bridgerton e Penelope Featherington

5. To Sir Philip,with Love (2003) – Para Sir Philip, com amor* - Eloise

6. When He Was Wicked (2004) – O conde enfeitiçado * - Francesca

7. It's in His Kiss (2005) – Um beijo inesquecível* - Hyacint 

8. On the Way to the Wedding (2006) – A caminho do altar*-  Gregory

* De acordo com a cronologia publicada no livro, os títulos são provisórios.


Bacci!!!
... por Beta 

 ps.: #madrehooligan leu, gargalhou, adorou e rolou total identificação com Lady Violet... 

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5 comentários :

  1. Eu ainda não li nada da escritora. Diversas vezes já pensei em comprar, mas quando lembro que é uma série dou uma desanimada. A história parece ser fantástica, fiquei super curiosa para saber sobre os personagens Simon, Daphne e Colin. Pela resenha dá para perceber que você gostou muito do livro. E não há nada melhor quando pegamos um livro e ele é tão bom que nos culpamos por não ter lido antes. Estou me sentido na obrigação de ler esse livro. haha

    Bjos.

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  2. Eu tenho a versão mutilada da falecida NC... ri, gargalhei, amei! Mas queria a versão de livraria e esta semana o comprei o/
    Daphne e Simon são impagáveis e apaixonantes... melhor dizendo, toda a família é impagável e apaixonante ♥

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  3. ADORO!!!!! Eu desconfiava que esse livro era dos históricos da Harlequin, e ai veio você e tirou essa duvida.
    Eu to namorando essa série há um tempo... Mas, vida de leitora pobre é triste...
    Todos me recomendam, porque sabem que amo esse tipo de romance e eu fico aqui só chupando dedo...
    Adoro as capas e a premissa parece ser tão legal...
    E depois dessa resenha...

    Ai ai, aquiete solitária traça de livros... xD
    Amei a resenha!

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  4. Eu passaria longe, mas são tantas resenhas como esta que motivam demais a procurar esta leitura! A versão mangá é super eu também! haha

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  5. Toda resenha que leio dessa série, toca nessa fofoqueira da Lady Whistledown. Acho que vou lê-la só para descobrir quem é, kkkkkkkkk
    Série extensa heim!

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Obrigada por comentar!
Feliz dia!!!

Atenção

Oi gente, o blog ganhou um layout novo e como eu migrei do wordpress para o blogger, os posts antigos estão muito bagunçados. Toda mudança gera uma bagunça e não seria diferente por aqui.
Irei arrumando os posts sempre que eu tiver um tempinho, conto com sua compreensão.

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