Resenha: Mar de rosas - Nora Roberts

24/08/2014

Bed of Roses 
Quarteto de Noivas # 02
Nora Roberts
Ano: 2014 / Páginas: 288
Idioma: português 
Editora: Arqueiro
Emma Grant é a decoradora da Votos, empresa de organização de casamentos que fundou com suas três melhores amigas de infância – Mac, Parker e Laurel. Ela passa os dias cercada de flores, imersa em seu aroma, criando e montando arranjos e buquês.
Criada em uma família tradicional e muito unida, Emma cresceu ouvindo a história de amor dos pais. Não é de espantar que tenha se tornado uma romântica inveterada, cultivando um sonho desde menina: dançar no jardim, sob a luz do luar, com seu verdadeiro amor.
Os pais de Jack se separaram quando ele era garoto, e isso lhe causou um trauma muito profundo. Ele se tornou um homem bonito e popular entre as mulheres, porém incapaz de assumir um compromisso.
Quando Emma e suas três amigas fundaram a Votos, foi Jack, o melhor amigo do irmão de Parker, quem cuidou de toda a reforma para transformar a propriedade no melhor espaço para casamentos do estado. 
Oie Gente!

“Mar de Rosas”, segundo volume do “Quarteto de Noivas”.

Dessa vez prometo ser um pouco mais centrada: não falar tanto sobre o Carter e falar um pouco mais sobre a série o livro.

Primeiro, os nomes!

O “Quarteto de Noivas” é formado por quatro amigas do estilo “desde sempre”, Mac, Emma, Laurel e Parker. Elas montaram uma empresa de organização de eventos, especializada em casamentos e estão fazendo cada vez mais sucesso.

A Mac é a fotógrafa, Emma a florista, Laurel a chef e Parker é a organizadora-resolvedora-de-crises-etc.

Além dessas quatro loucas, temos o Carter (pausa para gritinhos histéricos), Jack, Delaney e Mal, quatro espécimes masculinas perfeitas, daquele tipo que nós adoramos e desejamos e que, assim que inventada, usaremos uma poção mágica para entrar nos livros e conseguir.

Vocês sabem o motivo de eu adorar essa série? Além do óbvio? É que apesar do nome hiperomântico, ela é tudo, menos água-com-açúcar.

Primeiro porque tem todo aquele enrolar de lençóis, segundo porque temos, bem… coisas como estas acontecendo o tempo todo:

"Entraram na cozinha e o caos estava instalado ali.
Enquanto Maureen Grady, a retidão em pessoa, trabalhava diante do fogão, com movimentos eficientes e o rosto plácido, Parker e Laurel estavam paradas uma diante da outra.
– Temos que fazer – insistia Parker.
– Merda, merda, merda.
– Isso é trabalho, Laurel. E no trabalho você faz o que o cliente quer.
– Eu vou lhe dizer o que eu gostaria de servir para essa cliente…
– Pare com isso. – Parker, com o cabelo castanho preso num rabo de cavalo, já estava usando um terninho azul-escuro próprio para as reuniões com clientes. Os olhos dela faiscavam de impaciência. – Olhe, já fiz uma lista das coisas que ela escolheu, com número de convidados, as cores e as flores. Você nem vai precisar falar com ela. Eu vou intermediar.
– Pois vou lhe dizer o que pode fazer com a sua lista…
– A noiva…
– A noiva é uma babaca. Uma idiota. Uma mimada que deixou bem claro, quase um ano atrás, que não queria os meus serviços nem precisava deles. Ela pode se danar, porque não vai sentir nem o cheiro dos meus bolos agora que se deu conta da própria estupidez.
Vestindo uma calça de pijama de algodão, a camiseta que tinha usado para dormir e com o cabelo ainda todo despenteado, Laurel se deixou cair numa das cadeiras da mesa posta para o café da manhã.
– Você precisa se acalmar. – Parker se abaixou para pegar uma pasta, que Laurel provavelmente tinha jogado no chão. – Aqui tem tudo de que você precisa – falou, pousando a pasta em cima da mesa. – Já garanti à noiva que vamos dar um jeito, então…
– Então você cria e prepara um bolo de casamento de quatro andares, mais um bolo para o noivo e uma seleção de sobremesas para duzentas pessoas. Tudo isso de hoje até sábado, sem nenhuma preparação prévia, quando tem três outros eventos no fim de semana e uma festa noturna daqui a três dias.
Com cara de poucos amigos, Laurel pegou a pasta e, num gesto deliberado, a atirou no chão.
– Você está sendo infantil.
– Ótimo, sou infantil.
– Meninas, suas amiguinhas chegaram para brincar – interveio a Sra. Grady, quase cantarolando, num tom de voz exageradamente doce, e os olhos risonhos.
– Ah, ouvi minha mãe me chamar – disse Emma pronta para sair da cozinha.
– Nada disso! – exclamou Laurel. – Escutem só. É o casamento Folk-Harrigan no sábado à noite. Com certeza vocês lembram que a noiva torceu o nariz só de pensar na possibilidade de a Confeitaria da Votos fornecer o bolo ou qualquer sobremesa. Como ela esnobou a mim e a todas as minhas sugestões, insistindo em dizer que a prima, uma chef pâtissier em Nova York, que estudou em Paris e fazia bolos para ocasiões importantes, ia cuidar de toda essa parte. Vocês se lembram do que ela me disse?
– Ah. – Emma chegou um pouco para o lado porque o dedo de Laurel estava apontado bem direto para o seu coração. – Não das palavras exatas.
– Pois eu lembro. Ela disse, com aquele ar de deboche, que tinha certeza de que eu podia perfeitamente dar conta da maioria dos eventos, mas queria o melhor para o seu casamento. Disse isso bem na minha cara!
– O que foi muito grosseiro, sem dúvida – começou Parker.
– Ainda não terminei – atalhou Laurel, entre dentes. – Agora, em cima da hora, parece que a prima fantástica fugiu com um dos clientes dela. Dela, a prima. O maior escândalo, já que o tal cliente, pelo que se diz, conheceu a prima fantástica quando encomendou a ela um bolo para a festa de noivado dele. Agora que ninguém sabe por onde eles andam, a noiva quer que eu salve a festa dela.
– É isso que fazemos aqui. Laurel…
– Não estou falando com você – disse, fazendo um gesto na direção de Parker e se voltando para Mac e Emma. – Estou falando com elas.
– O quê? Você disse alguma coisa? – perguntou Mac, abrindo um largo sorriso. – Desculpe, deve ter entrado água nos meus ouvidos no banho, não estou ouvindo nada.
– Sua covarde! Em.
– Hã…
– O café está pronto! – A Sra. Grady traçou um círculo com o dedo. – Todas sentadas. Omeletes de clara com torradas de pão preto. Sentem, sentem. Comam."

Eu confesso: estava lendo “Bed of Roses” no shopping, no meio da praça de alimentação lotada e, quando li isso, quase morri de tanto rir.

Existe o problema da tradução perder algumas das piadas, com nomes de noivas, apelidos que viram palavrão, mas nada disso tira o brilho que “Mar de Rosas” tem.

Essa série é aquela que eu indico para todo mundo que nunca leu Nora Roberts, que começou a ler NR com um livro errado ou que simplesmente ama: mocinhos nerds (Carter), almofadinhas gostosões (Del), mecânicos românticos (Mal) e arquitetos atrapalhados (Jack).

É praticamente uma coleção de “tudo de bom, gostoso e hot“.

O segundo livro é centrado na Emma, na descoberta do amor, no coração partido e nos preparativos para o casamento da Mac e do Carter.

Também começa a indicar quais serão os próximos casais e a dar uma ideia que esperar nos dois livros seguintes.

Para a felicidade geral da nação a Editora Arqueiro já liberou a data de lançamento de “Bem-Casados”: dia 05 de Agosto!! Todo mundo já pode surtar!

Então, bom… o que tu estás esperando aí, paradão? Vai correr e comprar um pra ti!

Quarteto de Noivas (Bride Quartet)

Álbum de Casamento - Vision in White (#1) - Mackensie "Mac" Elliot e Carter Maguire
Mar de Rosas - Bed of Roses (#2) - Emmaline "Emma" Grant e Jackson "Jack" Cooke
Bem-Casados - Savor the Moment (#3) -  Laurel McBane e Delaney "Del" Brown
Felizes Para Sempre - Happy Ever After (#4) - Parker Brown e Malcolm "Mal" Kavanaugh

Beijos!
Barbara Santiago

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